Bochichos  
 Charges  
 Cidade  
 Cultura  
 Editorial  
 Especial  
 Esportes  
 Geral  
 Mundo  
 Nacional  
 Negócios  
 Opinião  
 Política  
 Rita Oliveira  
 Sociedade  
 Variedades  
 Adiberto de Souza  
 Cássia Santana  
 Gilvan Manoel  
 Léo Filho  
 Luiz Eduardo Costa  
 Rian Santos  
 Sacuntala Guimarães  
 Vieira Neto  
 Bares e Restaurantes  
 Cinema  
 Cursos e Faculdades  
 Esotérico  
 Hóteis e Pousadas  
 Vamos Cozinhar?  
 Loterias  
 Sites  
 Telefones Úteis  
O que você achou do site?
bom
ruim
otimo
legal
E-mail:
Senha:
 
 
Editorial
7/2/2010 00:16:54
Tolerância Zero? Ninguém merece

É verdade que o esquema de horário de trabalho dos policiais militares é um verdadeiro pandemônio, motivado inclusive por omissões na legislação. Mas nada que justifique submeter a população a uma nova operação Tolerância Zero para conseguir as atenções do governo para o problema.
Ano passado, os militares utilizaram-se do mesmo expediente para conseguir do governo um bom reajuste salarial. Conseguiram aumento dos soldos que chegaram a 80%, pagos de forma escalonada. Para quem não se lembra, a operação Tolerância Zero foi aquele movimento segundo o qual os militares passaram a atuar sob estrita observância do conjunto de normas, a seu favor claro.
Pelo movimento, um policial que não tenha feito o curso de direção defensiva recusa-se a dirigir a patrulha, se uma operação policial extrapolar o seu horário de trabalho, idem. Também se recusaram a substituir delegados ou escrivões em plantões. Algumas delegacias até fecharam as portas por falta de efetivo.
Os policiais militares não costumam ser tão legalistas quando é o seu interesse que está em questão.
A cessão do governo às pressões da categoria acabou por criar uma casta dentro da estrutura administrativa do Estado. Não que os policiais, civis e militares, não mereçam ser bem remunerados. Mas o fato é que hoje, quase todas as demais categorias, como médicos, professores, engenheiros, contadores, enfermeiros, etc, recebem remunerações bem inferiores. Não foram contemplados com recuperações de defasagens salariais.
Agora, conhecendo o caminho das pedras, novamente os PM´s ameaçam fazer “greve branca”, sem sequer iniciar processo de negociação, de conversa com o governo. A grande vítima será novamente a população.
Se há dúvida quanto à legalidade desta ou daquela escala de plantão – 12 por 36, 24 por 96 ou qualquer outra que exista – que se discuta o assunto e analise a legalidade para que uma solução venha a ser encontrada. Inclusive envolvendo a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a Assembleia Legislativa quanto à possível mudança ba lei, se for o caso. Não pode é, com tantos problemas de violência no Estado, a população ficar refém desta ou daquela categoria e o governo não adotar as providências necessárias.

 
 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
 
Todos os direitos reservados 2008 - Jornal do Dia
GLOBAL CONECTIVA