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Nacional
30/7/2010 08:47:20
Bruno indiciado por formação de quadrilha

Belo Horizonte - O delegado de Minas Gerais que investiga o desaparecimento da ex-amante do goleiro Bruno, Eliza Samudio, 25, confirmou no começo da noite desta quinta-feira que o inquérito sobre o caso foi concluído. Em nota oficial, a polícia confirma que todos os suspeitos foram indiciados.
O goleiro Bruno Souza é indiciado pelos crimes de homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores. Os demais suspeitos foram indiciados pelos mesmos crimes. São eles: o amigo de Bruno Luiz Henrique Ferreira Romão (o Macarrão); Flávio Caetano de Araújo e Wemerson Marques de Souza (Coxinha) - ambos acusados de esconder o bebê de Eliza; a mulher do goleiro, Dayane Rodriques do Carmo Souza; Elenilson Vitor da Silva, caseiro do sítio do jogador; e Sérgio Rosa Sales (o Camelo), primo do atleta. Também foi indiciada Fernanda Gomes de Castro, uma suposta amante de Bruno.
Já o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (o Bola), apontado como o assassino de Eliza, foi indiciado por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver. Com exceção de Fernanda, todos já estão cumprindo prisão temporária em Minas Gerais.
A polícia vai encaminhar o inquérito, que tem oito volumes, cerca de 1.600 páginas e três anexos, para o Ministério Público nesta sexta-feira. Uma entrevista coletiva à imprensa será dada na tarde de hoje para comentar a conclusão.
O único suposto envolvido que não foi indiciado é o primo adolescente do goleiro, J.. Por ser menor de idade, seu processo é diferente e corre separadamente ao dos demais envolvidos. Ele aguarda julgamento pelo Juizado da Criança e do Adolescente de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte).
Ontem, o goleiro Bruno Souza e mais sete suspeitos foram até a delegacia para fazer um procedimento denominado identificação criminal. Segundo o delegado , o grupo preencheu um formulário com informações básicas, como endereço, profissão, salário e número de dependentes, num procedimento que também serve para finalizar o inquérito e preparar o indiciamento.
A assessoria da Polícia Civil informou que esse levantamento da vida pregressa do preso não inclui a coleta de digitais, como chegou a ser informado mais cedo. Porém, a advogada da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Cintia Ribeiro, que acompanha o caso, esteve por volta de 12h de ontem no DI para averiguar denúncia dos advogados de defesa de que a coleta de digitais dos suspeitos estava sendo feita na delegacia. Segundo ela, os defensores foram impedidos de entrar no DI para acompanhar o procedimento.
Os suspeitos voltaram para onde cumprem as prisões temporárias.
 
 
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