Enquanto a eleição para o Senado é imprevisível, a disputa para a Câmara Federal parece muito previsível. A expectativa é que a coligação Para Sergipe continuar seguindo em frente, liderada pelo governador Marcelo Déda (PT), eleja sete dos oito candidatos a deputado federal. Pela coligação Em nome do povo, encabeçada por João Alves Filho (DEM), seria eleito o deputado federal Mendonça Prado (DEM). Entre os 10 candidatos competitivos integrantes da coligação de Déda, de acordo com a análise de lideranças políticas e dos próprios candidatos, têm a eleição garantida: Rogério Carvalho (PT), André Moura (PSC), Valadares Filho (PSB) e Heleno Silva (PRB). Pela análise, disputam as três vagas restantes: Márcio Macedo (PT), Almeida Lima (PMDB), Fábio Reis (PMDB), Bosco Costa (PDT), Laércio Oliveira (PR) e Iran Barbosa (PT). Por essas análises, Rogério e André disputam a primeira colocação em votos. Márcio e Almeida estão consolidando bem suas candidaturas, podendo ficar na disputa pela última vaga do bloco político os candidatos Fábio, Bosco, Iran e Laércio. Alguns otimistas acham que, pela densidade eleitoral dos candidatos da coligação de Marcelo Déda, não está descartada a possibilidade de a coligação eleger os oito candidatos a deputado federal. Tem quem pense que Mendonça Prado não terá os votos suficientes para se reeleger, com a decisão do deputado federal José Carlos Machado (DEM) disputar o Senado. Avaliam que os candidatos da coligação do DEM, por serem inexpressivos, não terão votos suficientes para proporcionar legenda para Mendonça Prado, que na eleição de 2006 obteve apenas 56.192 votos. Segundo uma fonte, a situação de Mendonça deverá se agravar com a possibilidade de dois candidatos a deputado federal da sua coligação passarem a fazer corpo mole e virem a apoiar a reeleição de Déda. Pela grande densidade eleitoral dos candidatos a deputado federal pela coligação de Marcelo Déda, estima-se que para eleger o primeiro candidato serão necessários 140 mil votos e 240 mil para fazer o segundo. Daí porque alguns acreditam na dificuldade que Mendonça terá para se reeleger. Já para deputado estadual, a expectativa é de que a coligação do candidato petista eleja 18 dos 24 deputados e que a renovação não será tão expressiva. Agora é aguardar o aquecimento da campanha eleitoral, que deverá começar com o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. A propaganda começará no dia 17 de agosto, sendo as terças, quintas e sábados destinadas aos candidatos majoritários e as segundas, quartas e sábados aos candidatos proporcionais.