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Editorial
30/7/2010 08:25:29
Mais 400 famílias com moradias

A Prefeitura de Aracaju vem realizando um bom trabalho ao transferir moradores do Morro do Avião, no bairro Santa Maria, para o bairro Novo, na zona de Expansão de Aracaju. A área é considerada de risco pela Defesa Civil.
Famílias que antes viviam em barracos feitos de papelão, madeirite, folha-de-flandres ou restos de construção, agora vão viver em casas de alvenaria e telhas, construídas em ruas piçarradas, com meio fio, energia elétrica e água potável regulares, além de linhas de transporte coletivo, escola pública e posto policial. A mudança é da água para o vinho.
Mas nem tudo são flores. Para fazer a transferência, a prefeitura precisou agir com rigor diante de pessoas oportunistas que tentaram se aproveitar da situação e obter vantagem. Cerca de meia hora depois que a prefeitura transferiu as primeiras famílias do morro, destruiu os barracos e limpou o terreno com equipes da Emsurb, outras pessoas invadiram o local e construíram novos barracos.
De acordo com a Secretaria de Assistência Social de Aracaju, cerca de 400 famílias que moravam no morro foram cadastradas para receber uma casa. Quem não foi transferido para um imóvel novo, receberá uma ajuda de custo para não ficar na rua. No entanto, mais de 100 novos moradores se implantaram no local no afã de também receber ser contemplados pelo programa.
O problema é que esses novos invasores são, na verdade, parentes, filhos ou amigos dos contemplados, que, de maneira oportunista, tentam se aproveitar para receber outra casa. Felizmente, a prefeitura manteve uma postura firme e não se amedrontou diante de falsos testemunhos. Uma coisa é o problema social, o déficit por habitação popular, outra é a permissividade de que famílias morem em lugares impróprios. Isso a Prefeitura de Aracaju não pode permitir.
É preciso que superemos logo essa cultura política de passividade diante de invasões. Seja pelo direito das pessoas em relação a seus patrimônios, seja pelo respeito ambiental, seja porque a pobreza não é justificativa para que pessoas vivam sem dignidade. O poder público tem sim é que ampliar as ações sociais de forma a atender o déficit habitacional à famílias de baixíssima renda e procurar desenvolver ações que minorem o sofrimento dessas pessoas.
 
 
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