O Brasil e o PISA em Letramento Financeiro

Saumínio Nascimento

 

Conforme divulgado pelo Banco Central 
do Brasil, o Brasil ocupou a 17ª posição, 
com média de 420 pontos, entre os 20 países participantes da avaliação em Letramento Financeiro realizada pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), no âmbito do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). O Banco Central informa que o Letramento Financeiro é uma avaliação optativa, trianual, e passou a fazer parte do PISA em 2012.
Conforme divulgado pelo Banco Central, o letramento ou alfabetização financeira é o conhecimento e a compreensão de conceitos e riscos financeiros, bem como as habilidades e atitudes para aplicar tais conhecimentos e compreensão, a fim de tomar decisões eficazes em diversos contextos financeiros, melhorar o bem-estar financeiro dos indivíduos e da sociedade e possibilitar a participação na vida econômica. 
A divulgação feita pelo Banco Central aponta que o teste mais recente, realizado em 2018, teve seus resultados divulgados em maio passado, durante conferência da Rede Internacional de Educação Financeira (INFE/OCDE).  A nota média obtida pelo conjunto dos estudantes brasileiros que realizaram a prova avançou 6,4% em comparação à nota alcançada em 2015 (média de 393 pontos).  Naquele ano, em sua primeira participação, o Brasil ocupou a última posição entre as 15 nações que participaram da avaliação.
Eu fiz uma leitura da publicação: "PISA 2018 Results - ARE STUDENTS SMART ABOUT MONEY?" Em uma tradução literal seria: Os Estudantes São Inteligentes sobre Dinheiro? E pela introdução da OCDE na publicação é revelada que nas últimas décadas, tanto os países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento ficaram preocupados como nível de alfabetização financeira de seus cidadãos e, particularmente entre os jovens. Segundo a OCDE referida preocupação surgiu inicialmente das inquietações com o impacto potencial da redução dos sistemas de assistência social e benefícios relacionados ao emprego, mudanças demográficas e aumento da sofisticação e expansão dos serviços financeiros. De acordo com a OCDE, o impacto indireto da crise do Covid-19 na renda e na poupança das pessoas e a crescente incerteza no cenário econômico e financeiro tornam a alfabetização financeira ainda mais importante para garantir que os cidadãos sejam financeiramente resilientes.
O Banco Central do Brasil destaca que no ranking atual, o Brasil ficou à frente do Peru (411), Geórgia (403) e Indonésia (388). A Estônia ficou em 1º lugar, com 547 pontos, seguida pela Finlândia (537) e províncias do Canadá (532). Apesar de termos avançado mais pontos do que a média dos países da OCDE, a pontuação e a posição do Brasil ainda são preocupantes, e demonstram que há muito que avançar na educação financeira de nossas crianças e jovens.
O Banco Central apresenta que dentre os aspectos associados positivamente nesse desempenho dos jovens de todos os países que participaram do teste, destacam-se, dentre outros, as condições econômicas do País, o acesso a serviços financeiros (particularmente conta e cartão de débito ou crédito) e a participação dos pais na educação financeira dos filhos. Em vários países, jovens de 15 anos já têm acesso a conta e cartões, o que não reflete a realidade brasileira.
Os dados coletados diretamente na publicação apontam que cerca de 85% dos estudantes, em média entre os países/economias da OCDE, alcançaram pelo menos o Nível 2 de alfabetização financeira. Esses alunos podem aplicar seus conhecimentos sobre produtos financeiros comuns e termos financeiros comumente usados para situações que são relevantes para eles, e podem reconhecer o valor de um orçamento simples.
Isso revela que a educação financeira no Brasil é muito incipiente e precisaria está presente nas escolas, mas para isso seria necessário orientação pedagógica e conhecimento do assunto por parte dos professores. Eu particularmente parabenizo o Banco Central do Brasil que está buscando disseminar na nossa população o conceito de educação financeira de forma ampla para a nossa população, porém é necessário que esta visão seja presente nas secretarias estaduais e municipais de educação.
Pelo que aponta o Banco Central sobre a pesquisa, os jovens com melhores condições socioeconômicas nos países membros da OCDE obtiveram em média 78 pontos a mais na avaliação de Letramento Financeiro do que os estudantes em condições menos favorecidas. No caso do Brasil, essa diferença é ainda maior: 98 pontos.
A pesquisa da OCDE revela que cerca de 73% dos estudantes relataram ter comprado algo on-line (sozinho ou com um membro da família) durante os 12 meses anteriores a avaliação do PISA, e 39% dos estudantes relataram ter feito o pagamento usando um celular durante esse período, em média, entre os países/economias da OCDE. Meninos eram mais propensos do que meninas, e estudantes com melhores condições financeiras eram mais propensos do que estudantes desfavorecidos, no desenvolvimento das atividades financeiras digitais.
Na análise do Banco Central é destacada que os resultados apontaram também diferenças de desempenho associadas ao gênero: em treze países participantes da avaliação, o desempenho dos estudantes do sexo masculino foi significativamente superior. Na Indonésia (o último colocado nos resultados), estudantes do sexo feminino tiveram melhor resultado. No Brasil, não se verificou diferença estatística entre o Letramento Financeiro dos dois gêneros.
Entendo que temos um importante desafio de buscar elevar a posição do Brasil no ranking dos países do PISA de letramento financeiro e isso só será possível promovendo uma forte mudança no processo didático de ensino aprendizagem de nossas crianças e jovens.

Conforme divulgado pelo Banco Central  do Brasil, o Brasil ocupou a 17ª posição,  com média de 420 pontos, entre os 20 países participantes da avaliação em Letramento Financeiro realizada pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), no âmbito do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). O Banco Central informa que o Letramento Financeiro é uma avaliação optativa, trianual, e passou a fazer parte do PISA em 2012.
Conforme divulgado pelo Banco Central, o letramento ou alfabetização financeira é o conhecimento e a compreensão de conceitos e riscos financeiros, bem como as habilidades e atitudes para aplicar tais conhecimentos e compreensão, a fim de tomar decisões eficazes em diversos contextos financeiros, melhorar o bem-estar financeiro dos indivíduos e da sociedade e possibilitar a participação na vida econômica. 
A divulgação feita pelo Banco Central aponta que o teste mais recente, realizado em 2018, teve seus resultados divulgados em maio passado, durante conferência da Rede Internacional de Educação Financeira (INFE/OCDE).  A nota média obtida pelo conjunto dos estudantes brasileiros que realizaram a prova avançou 6,4% em comparação à nota alcançada em 2015 (média de 393 pontos).  Naquele ano, em sua primeira participação, o Brasil ocupou a última posição entre as 15 nações que participaram da avaliação.
Eu fiz uma leitura da publicação: "PISA 2018 Results - ARE STUDENTS SMART ABOUT MONEY?" Em uma tradução literal seria: Os Estudantes São Inteligentes sobre Dinheiro? E pela introdução da OCDE na publicação é revelada que nas últimas décadas, tanto os países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento ficaram preocupados como nível de alfabetização financeira de seus cidadãos e, particularmente entre os jovens. Segundo a OCDE referida preocupação surgiu inicialmente das inquietações com o impacto potencial da redução dos sistemas de assistência social e benefícios relacionados ao emprego, mudanças demográficas e aumento da sofisticação e expansão dos serviços financeiros. De acordo com a OCDE, o impacto indireto da crise do Covid-19 na renda e na poupança das pessoas e a crescente incerteza no cenário econômico e financeiro tornam a alfabetização financeira ainda mais importante para garantir que os cidadãos sejam financeiramente resilientes.
O Banco Central do Brasil destaca que no ranking atual, o Brasil ficou à frente do Peru (411), Geórgia (403) e Indonésia (388). A Estônia ficou em 1º lugar, com 547 pontos, seguida pela Finlândia (537) e províncias do Canadá (532). Apesar de termos avançado mais pontos do que a média dos países da OCDE, a pontuação e a posição do Brasil ainda são preocupantes, e demonstram que há muito que avançar na educação financeira de nossas crianças e jovens.
O Banco Central apresenta que dentre os aspectos associados positivamente nesse desempenho dos jovens de todos os países que participaram do teste, destacam-se, dentre outros, as condições econômicas do País, o acesso a serviços financeiros (particularmente conta e cartão de débito ou crédito) e a participação dos pais na educação financeira dos filhos. Em vários países, jovens de 15 anos já têm acesso a conta e cartões, o que não reflete a realidade brasileira.
Os dados coletados diretamente na publicação apontam que cerca de 85% dos estudantes, em média entre os países/economias da OCDE, alcançaram pelo menos o Nível 2 de alfabetização financeira. Esses alunos podem aplicar seus conhecimentos sobre produtos financeiros comuns e termos financeiros comumente usados para situações que são relevantes para eles, e podem reconhecer o valor de um orçamento simples.
Isso revela que a educação financeira no Brasil é muito incipiente e precisaria está presente nas escolas, mas para isso seria necessário orientação pedagógica e conhecimento do assunto por parte dos professores. Eu particularmente parabenizo o Banco Central do Brasil que está buscando disseminar na nossa população o conceito de educação financeira de forma ampla para a nossa população, porém é necessário que esta visão seja presente nas secretarias estaduais e municipais de educação.
Pelo que aponta o Banco Central sobre a pesquisa, os jovens com melhores condições socioeconômicas nos países membros da OCDE obtiveram em média 78 pontos a mais na avaliação de Letramento Financeiro do que os estudantes em condições menos favorecidas. No caso do Brasil, essa diferença é ainda maior: 98 pontos.
A pesquisa da OCDE revela que cerca de 73% dos estudantes relataram ter comprado algo on-line (sozinho ou com um membro da família) durante os 12 meses anteriores a avaliação do PISA, e 39% dos estudantes relataram ter feito o pagamento usando um celular durante esse período, em média, entre os países/economias da OCDE. Meninos eram mais propensos do que meninas, e estudantes com melhores condições financeiras eram mais propensos do que estudantes desfavorecidos, no desenvolvimento das atividades financeiras digitais.
Na análise do Banco Central é destacada que os resultados apontaram também diferenças de desempenho associadas ao gênero: em treze países participantes da avaliação, o desempenho dos estudantes do sexo masculino foi significativamente superior. Na Indonésia (o último colocado nos resultados), estudantes do sexo feminino tiveram melhor resultado. No Brasil, não se verificou diferença estatística entre o Letramento Financeiro dos dois gêneros.
Entendo que temos um importante desafio de buscar elevar a posição do Brasil no ranking dos países do PISA de letramento financeiro e isso só será possível promovendo uma forte mudança no processo didático de ensino aprendizagem de nossas crianças e jovens.

 


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