A PF MUDOU DE DONO, PARA PIOR

Rômulo Rodrigues

 

Rômulo Rodrigues
É profundamente criminosa a omissão da mídia comercial com respeito ao uso da Polícia Federal como Polícia Política do Presidente da República.
Durante o apogeu da suposta quadrilha de Curitiba, o Departamento de polícia Federal do Paraná, foi acusado de se transformar numa seccional do partido político da Lava Jato, de extrema direita, abdicando de sua função de polícia judiciária, tendo sido arrastada, quase ao rés do chão, quando sua maior figura pública, "O Japonês da Federal", não passava de um notório marginal e sob o comando de procuradores ávidos por fama e poder que, por sua vez, por um juiz que escolhia o réu, mandava-os apresentarem as denúncias, que ele condenava, e que tomou conta de uma instituição do Estado, para servir a quem obedecia às ordens do FBI e do Departamento de Justiça dos EUA, conforme denúncias do The INTERCEPT, nunca desmentidas.
No auge da truculência foi feito um filme pomposo intitulado, "Polícia Federal, a lei é para todos", que ficou só na estreia, com tapete vermelho para Moro e seu séquito, e as suspeitas de uso de dinheiro, equipamentos e agentes públicos em uma peça publicitária são muitas e precisam ser investigada e, talvez por isso, a Rede Globo, patrocinadora com seus artistas famosos, de vergonha, ainda não exibiu.
É lógico que lá na unidade da PF teve gente que não concordou e não participou de tanto desmandos e desvios de função, mas, não vieram a público exercer o papel de discordar e denunciar, o que, lamentavelmente, depõe contra todos.
Interessante é ver que num período de pandemia, exercendo o fique em casa, dá para aproveitar e rever alguns antigos filmes do faroeste americano e perceber que juízes e xerifes que comandavam os que assaltavam as diligências e bancos e, impunham o terror do início até quase o final da fita, acabavam enforcados no final, quando a justiça era feita.
Alguém há de dizer; a P.F é uma instituição de respeito. Correto; mas, a Presidência da República é muito mais e foi grampeada, criminosamente, pela própria P.F, a mando de Moro e, quem sabe, em parceria com o FBI, o que caracterizaria, crime de Lesa Pátria.
Quando o THE INTERCEPT divulgou o diálogo em que Dallagnol diz a Moro que o MPF não tem nenhuma prova em relação ao triplex e Moro respondeu: Não tem problema, faz a denúncia que aceito e condeno, ele, que já era o dono da corporação em Curitiba, jogou todo o passado das equipes policiais, no lixo.
Está claro que a atuação política de órgãos de Estado têm sempre o viés ideológico de desqualificar a política e os políticos alinhados com o campo progressista e que defendem a Democracia.
Salta aos olhos a conivência vergonhosa do partido midiático que toda vez que verdades contundentes como as que vieram à tona contra tucanos gordos como José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves as notícias são dadas com bastante acanhamento e sequer são capazes de noticiar que o Senador José Serra está recolhido em SPA no interior de São Paulo, esperando a temperatura baixar.
Quanto ao santo Alckmin, a preservação apenas caracteriza uma proteção criminosa à candidatura à reeleição do prefeito bruno Covas, em São Paulo.
A resposta para abafar os escândalos dos tucanos, foi a de sempre e imediata, desengavetar um processo de denúncia antigo contra o Governador do Piauí Wellington Dias e sua esposa Rejane Dias, atual Deputada federal, que há meses vinha se colocando à disposição para oitivas, que se fizessem necessárias, sendo ignorada pela delegada responsável pelo caso.
Se durante toda a carreira de juiz de proteção ao tucanato e ministro da justiça protetor da família miliciana do Presidente Jair Bolsonaro, Sergio Moro acertou uma única vez foi quando renunciou ao cargo em 24 de Abril, denunciando que o Presidente queria a posse da Polícia Federal para transforma-la em uma Polícia Política, para ter sua própria Gestapo.
Claro que tem muita gente profissional lá, que deve lembrar que Lula equipou a instituição e deu autonomia de trabalho e quanto o Ministro José Eduardo Cardoso foi republicano e nunca usou o cargo para interferir nos trabalhos, até mesmo quando abusavam da autoridade para constranger e perseguir Lula e sua família e desrespeitarem a Presidenta Dilma. Só que, esse silêncio é um tanto quanto vergonhoso.
Por isso, quando alguém muito indignado questiona; não sei para onde vão os muitos impostos que pago, sempre tem como esclarecer: Os dois principais da esfera federal; IR e IPI, servem, entre muitas coisas, para pagar polpudos salários de servidores da P.F, Ministros e Desembargadores dos Tribunais Federais, contingentes das FFAA, Lesa Pátrias da República de Curitiba e de muita gente que constitucionalmente era para servir ao Brasil e servem aos EUA.
Deve doer muito saberem que o documentário "Democracia em Vertigem" está indicado para mais um prêmio internacional e o da propaganda de Moro, ninguém nem ouve falar.
Ao que tudo indica o show contra o Governador do Piauí e família faz parte de um roteiro para a ida do novo dono ao Estado nordestino. Não duvido também, que estejam em andamento outros espetáculos preparatórios para alavancar candidaturas do estado policialesco em capitais e grandes cidades, País afora. É esperar para ver.
* Rômulo Rodrigues é militante político

Rômulo Rodrigues

É profundamente criminosa a omissão da mídia comercial com respeito ao uso da Polícia Federal como Polícia Política do Presidente da República.
Durante o apogeu da suposta quadrilha de Curitiba, o Departamento de polícia Federal do Paraná, foi acusado de se transformar numa seccional do partido político da Lava Jato, de extrema direita, abdicando de sua função de polícia judiciária, tendo sido arrastada, quase ao rés do chão, quando sua maior figura pública, "O Japonês da Federal", não passava de um notório marginal e sob o comando de procuradores ávidos por fama e poder que, por sua vez, por um juiz que escolhia o réu, mandava-os apresentarem as denúncias, que ele condenava, e que tomou conta de uma instituição do Estado, para servir a quem obedecia às ordens do FBI e do Departamento de Justiça dos EUA, conforme denúncias do The INTERCEPT, nunca desmentidas.
No auge da truculência foi feito um filme pomposo intitulado, "Polícia Federal, a lei é para todos", que ficou só na estreia, com tapete vermelho para Moro e seu séquito, e as suspeitas de uso de dinheiro, equipamentos e agentes públicos em uma peça publicitária são muitas e precisam ser investigada e, talvez por isso, a Rede Globo, patrocinadora com seus artistas famosos, de vergonha, ainda não exibiu.
É lógico que lá na unidade da PF teve gente que não concordou e não participou de tanto desmandos e desvios de função, mas, não vieram a público exercer o papel de discordar e denunciar, o que, lamentavelmente, depõe contra todos.
Interessante é ver que num período de pandemia, exercendo o fique em casa, dá para aproveitar e rever alguns antigos filmes do faroeste americano e perceber que juízes e xerifes que comandavam os que assaltavam as diligências e bancos e, impunham o terror do início até quase o final da fita, acabavam enforcados no final, quando a justiça era feita.
Alguém há de dizer; a P.F é uma instituição de respeito. Correto; mas, a Presidência da República é muito mais e foi grampeada, criminosamente, pela própria P.F, a mando de Moro e, quem sabe, em parceria com o FBI, o que caracterizaria, crime de Lesa Pátria.
Quando o THE INTERCEPT divulgou o diálogo em que Dallagnol diz a Moro que o MPF não tem nenhuma prova em relação ao triplex e Moro respondeu: Não tem problema, faz a denúncia que aceito e condeno, ele, que já era o dono da corporação em Curitiba, jogou todo o passado das equipes policiais, no lixo.
Está claro que a atuação política de órgãos de Estado têm sempre o viés ideológico de desqualificar a política e os políticos alinhados com o campo progressista e que defendem a Democracia.
Salta aos olhos a conivência vergonhosa do partido midiático que toda vez que verdades contundentes como as que vieram à tona contra tucanos gordos como José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves as notícias são dadas com bastante acanhamento e sequer são capazes de noticiar que o Senador José Serra está recolhido em SPA no interior de São Paulo, esperando a temperatura baixar.
Quanto ao santo Alckmin, a preservação apenas caracteriza uma proteção criminosa à candidatura à reeleição do prefeito bruno Covas, em São Paulo.
A resposta para abafar os escândalos dos tucanos, foi a de sempre e imediata, desengavetar um processo de denúncia antigo contra o Governador do Piauí Wellington Dias e sua esposa Rejane Dias, atual Deputada federal, que há meses vinha se colocando à disposição para oitivas, que se fizessem necessárias, sendo ignorada pela delegada responsável pelo caso.
Se durante toda a carreira de juiz de proteção ao tucanato e ministro da justiça protetor da família miliciana do Presidente Jair Bolsonaro, Sergio Moro acertou uma única vez foi quando renunciou ao cargo em 24 de Abril, denunciando que o Presidente queria a posse da Polícia Federal para transforma-la em uma Polícia Política, para ter sua própria Gestapo.
Claro que tem muita gente profissional lá, que deve lembrar que Lula equipou a instituição e deu autonomia de trabalho e quanto o Ministro José Eduardo Cardoso foi republicano e nunca usou o cargo para interferir nos trabalhos, até mesmo quando abusavam da autoridade para constranger e perseguir Lula e sua família e desrespeitarem a Presidenta Dilma. Só que, esse silêncio é um tanto quanto vergonhoso.
Por isso, quando alguém muito indignado questiona; não sei para onde vão os muitos impostos que pago, sempre tem como esclarecer: Os dois principais da esfera federal; IR e IPI, servem, entre muitas coisas, para pagar polpudos salários de servidores da P.F, Ministros e Desembargadores dos Tribunais Federais, contingentes das FFAA, Lesa Pátrias da República de Curitiba e de muita gente que constitucionalmente era para servir ao Brasil e servem aos EUA.
Deve doer muito saberem que o documentário "Democracia em Vertigem" está indicado para mais um prêmio internacional e o da propaganda de Moro, ninguém nem ouve falar.
Ao que tudo indica o show contra o Governador do Piauí e família faz parte de um roteiro para a ida do novo dono ao Estado nordestino. Não duvido também, que estejam em andamento outros espetáculos preparatórios para alavancar candidaturas do estado policialesco em capitais e grandes cidades, País afora. É esperar para ver.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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