A TRAGÉDIA E A FARSA AINDA EXISTEM?

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
O ano de 2020 vai marcar na vida da Nação Caicoense como o ano em que uma série de acontecimentos oriundos da cegueira provocada pelo ódio, jogou o Brasil no fundo do poço e, a caminho de chegar a dois milhões de contaminados pela Covid-19, no rastro da Covid-17, superando a mete cem mil pessoas mortas, para viabilizar a Reforma da Previdência.
A desgraça provocada a partir do apertar o Nº 17 e confirmar, em 2018, atingiu a capital do Seridó, em cheio, ceifando vidas, enfraquecendo a saúde das pessoas, afetando a economia e o mais impactante; tirando o direito fundamental dos devotos de Sant'Ana de exercerem sua Fé inabalável na santificada padroeira.
E o que tem a haver com Caicó as tais da tragédia e da farsa, se isso são coisas lá dos tempos das turbulentas lutas políticas na França do século 18?
Tem sim, Caicó carrega consigo, pelo envolvimento do seu povo, uma enorme participação nas lutas políticas, principalmente, nas disputas presidenciais.
Depois da chamada redemocratização d 1945, veio a grande batalha eleitoral de 1950, onde Getúlio Vargas, representando as forças populares derrotou o brigadeiro Eduardo Gomes que representava as elites coloniais que pregavam: "O que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil".
Em 1955 foi a vez de Juscelino Kubitschek derrotar o General Juarez Távora e em 1960, Jânio Quadros vencer o Marechal Teixeira Lott.
Jânio foi um fenômeno e se instalou com um governo dando sinais de que compreendia o País como uma imensa propriedade sua e durante poucos meses se perdeu e nunca mais se achou.
Vinte e nove anos depois uma bem orquestrada campanha de mentiras e disseminação do medo do País ser governado por um Operário, as elites praticaram um estelionato eleitoral, capitaneado pela Rede Globo de Televisão.
E a festa de Sant'Ana, o quê tem a ver ? Bem, estava de férias e como caicoense fui participar da grande festa, que hoje, junto com o Sírio de Nazaré e a Festa do Divino Espírito Santo formam o trio da imaterialidade cultural religiosas de reconhecimento histórico. 
Como não podia deixar de ser, a campanha presidencial estava em efervescência e no calor da política um núcleo da Juventude me escalou para ser o Editor do Jornal da Festa, função que no passado havia desempenhado com certa intensidade.
O Jornal da Festa era uma tradição de irreverência que mexia com a sociedade com suas edições diárias e noturnas, atento a tudo e a todos, e o de estreia não foi diferente, pelo Editorial que destacava que se Jânio fora uma tragédia para o Brasil com sua eleição em 1960, Fernando Collor seria uma farsa, caso eleito, em 1989.
Durante as dez noites seguintes, tivemos que manter a linha editorial para gozo da Juventude e condenações dos conservadores e reacionários.
Passados outros 29 anos, veio a eleição de Bolsonaro na repetição de uma; tragédia, farsa, as duas coisas juntas e misturadas ou, simplesmente todas as pragas do Egito?
É coisa muito pior, embora guarde coincidências nefastas com a farsa de Collor de Melo, sem ter que seguir cronologia, apenas, as coincidências.
Collor de Melo, ao que tudo indica, foi convencido a ser candidato por um desconhecido Jornalista alagoano que, no governo foi premiado com o cargo de Porta Voz.
Já Bolsonaro, segundo Frederick Wassef, foi convencido pelo próprio, que virou eminência parda, além de Advogado da família toda e guardador de bandido, sem que ninguém soubesse, nem ele mesmo, como dono do esconderijo.
No tocante a dinheiro, a situação atual é muito mais grave do que a do Presidente da farsa. O famoso caçador de marajás teve como seu tesoureiro de campanha um bem sucedido empresário do ramo de lojas chiques de carros importados, com endereços fixos, que continuou bancando suas contas pessoais durante sua passagem na presidência, chegando a dar mesadas de 20 mil Dólares à primeira dama, conforme o Jornal do Brasil.
A situação do atual chega a ser caricata, ante o outro; o tesoureiro é um ex-policial, chefe de milícia, operador de rachadinha, fazedor de rolos com carros usados que pagava contas da família e fazia depósitos na conta da primeira dama e da esposa do Senador, além de administrar uma rede de nomeações e proteção como a, supostamente, dada ao ex-capitão miliciano morto no interior da Bahia.
Se Jânio quis impor um padrão moral proibindo uso de lança perfume, desfile de bi quine e jogos de azar; Collor assumiu compromissos com o Capital e deu um bruto arrocho nos salários e confiscou a poupança da classe média, que havia votado nele, quebrou milhões de pequenos e médios empreendedores, há uma coincidência com o homem da vassoura e uma discrepância de ambos com o homem das arminhas; nenhum deles assumiu compromisso de matar pessoas e, ir mais além, aproveitar uma pandemia para praticar um genocídio, indo além de 100 mil mortes de Idosos, Portadores de doenças crônica e Indígenas.
No entorno dos outros, havia homens e mulheres de bem; no atual não, são todos bandidos e milicianos. 
Ah! Não sou exatamente um cartesiano, mas, acredito que a equação geral da reta do republicanismo brasileiro passa por dois pontos ligados pelo número 29.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

O ano de 2020 vai marcar na vida da Nação Caicoense como o ano em que uma série de acontecimentos oriundos da cegueira provocada pelo ódio, jogou o Brasil no fundo do poço e, a caminho de chegar a dois milhões de contaminados pela Covid-19, no rastro da Covid-17, superando a mete cem mil pessoas mortas, para viabilizar a Reforma da Previdência.
A desgraça provocada a partir do apertar o Nº 17 e confirmar, em 2018, atingiu a capital do Seridó, em cheio, ceifando vidas, enfraquecendo a saúde das pessoas, afetando a economia e o mais impactante; tirando o direito fundamental dos devotos de Sant'Ana de exercerem sua Fé inabalável na santificada padroeira.
E o que tem a haver com Caicó as tais da tragédia e da farsa, se isso são coisas lá dos tempos das turbulentas lutas políticas na França do século 18?
Tem sim, Caicó carrega consigo, pelo envolvimento do seu povo, uma enorme participação nas lutas políticas, principalmente, nas disputas presidenciais.
Depois da chamada redemocratização d 1945, veio a grande batalha eleitoral de 1950, onde Getúlio Vargas, representando as forças populares derrotou o brigadeiro Eduardo Gomes que representava as elites coloniais que pregavam: "O que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil".
Em 1955 foi a vez de Juscelino Kubitschek derrotar o General Juarez Távora e em 1960, Jânio Quadros vencer o Marechal Teixeira Lott.
Jânio foi um fenômeno e se instalou com um governo dando sinais de que compreendia o País como uma imensa propriedade sua e durante poucos meses se perdeu e nunca mais se achou.
Vinte e nove anos depois uma bem orquestrada campanha de mentiras e disseminação do medo do País ser governado por um Operário, as elites praticaram um estelionato eleitoral, capitaneado pela Rede Globo de Televisão.
E a festa de Sant'Ana, o quê tem a ver ? Bem, estava de férias e como caicoense fui participar da grande festa, que hoje, junto com o Sírio de Nazaré e a Festa do Divino Espírito Santo formam o trio da imaterialidade cultural religiosas de reconhecimento histórico. 
Como não podia deixar de ser, a campanha presidencial estava em efervescência e no calor da política um núcleo da Juventude me escalou para ser o Editor do Jornal da Festa, função que no passado havia desempenhado com certa intensidade.
O Jornal da Festa era uma tradição de irreverência que mexia com a sociedade com suas edições diárias e noturnas, atento a tudo e a todos, e o de estreia não foi diferente, pelo Editorial que destacava que se Jânio fora uma tragédia para o Brasil com sua eleição em 1960, Fernando Collor seria uma farsa, caso eleito, em 1989.
Durante as dez noites seguintes, tivemos que manter a linha editorial para gozo da Juventude e condenações dos conservadores e reacionários.
Passados outros 29 anos, veio a eleição de Bolsonaro na repetição de uma; tragédia, farsa, as duas coisas juntas e misturadas ou, simplesmente todas as pragas do Egito?
É coisa muito pior, embora guarde coincidências nefastas com a farsa de Collor de Melo, sem ter que seguir cronologia, apenas, as coincidências.
Collor de Melo, ao que tudo indica, foi convencido a ser candidato por um desconhecido Jornalista alagoano que, no governo foi premiado com o cargo de Porta Voz.
Já Bolsonaro, segundo Frederick Wassef, foi convencido pelo próprio, que virou eminência parda, além de Advogado da família toda e guardador de bandido, sem que ninguém soubesse, nem ele mesmo, como dono do esconderijo.
No tocante a dinheiro, a situação atual é muito mais grave do que a do Presidente da farsa. O famoso caçador de marajás teve como seu tesoureiro de campanha um bem sucedido empresário do ramo de lojas chiques de carros importados, com endereços fixos, que continuou bancando suas contas pessoais durante sua passagem na presidência, chegando a dar mesadas de 20 mil Dólares à primeira dama, conforme o Jornal do Brasil.
A situação do atual chega a ser caricata, ante o outro; o tesoureiro é um ex-policial, chefe de milícia, operador de rachadinha, fazedor de rolos com carros usados que pagava contas da família e fazia depósitos na conta da primeira dama e da esposa do Senador, além de administrar uma rede de nomeações e proteção como a, supostamente, dada ao ex-capitão miliciano morto no interior da Bahia.
Se Jânio quis impor um padrão moral proibindo uso de lança perfume, desfile de bi quine e jogos de azar; Collor assumiu compromissos com o Capital e deu um bruto arrocho nos salários e confiscou a poupança da classe média, que havia votado nele, quebrou milhões de pequenos e médios empreendedores, há uma coincidência com o homem da vassoura e uma discrepância de ambos com o homem das arminhas; nenhum deles assumiu compromisso de matar pessoas e, ir mais além, aproveitar uma pandemia para praticar um genocídio, indo além de 100 mil mortes de Idosos, Portadores de doenças crônica e Indígenas.
No entorno dos outros, havia homens e mulheres de bem; no atual não, são todos bandidos e milicianos. 
Ah! Não sou exatamente um cartesiano, mas, acredito que a equação geral da reta do republicanismo brasileiro passa por dois pontos ligados pelo número 29.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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