O que é Economia Azul

Saumínio Nascimento

 

Sabemos que o uso sustentável dos re
cursos oceânicos pode ajudar os paí
ses em desenvolvimento a aumentar o emprego, reduzir a pobreza e aumentar a segurança alimentar e energética, numa linha de avançar na direção do objetivo global de preservar toda a vida abaixo da água. Estou falando da Economia azul, uma vertente dos estudos econômicos pouco difundida no Brasil.
Em um relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) foi apontado que mais de 3 bilhões de pessoas, a maioria delas em países em desenvolvimento, depende do oceano para sobreviver. E para melhorar suas vidas e meios de subsistência, a UNCTAD apoia os países em desenvolvimento para promover uma economia azul sustentável, facilitando o comércio melhorado nos setores oceânicos e ajudando as nações a elaborar e implementar políticas apropriadas relacionadas ao comércio. 
A entidade internacional (UNCTAD), também promove o BioTrade azul, que implica garantir cadeias de valor, produtos e serviços sustentáveis baseados na biodiversidade em setores oceânicos que aderem aos critérios acordados internacionalmente de sustentabilidade ambiental, social e econômica - princípios do BioTrade.
Cabe destacar que durante anos, a UNCTAD mobilizou países para acabar com a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada e apoiou esforços para acabar com os subsídios de pesca que aumentam a capacidade que contribuem diretamente para a sobrepesca - atualmente, 31% dos estoques globais de peixes estão abaixo dos níveis biológicos sustentáveis.
A UNCTAD também apoia o ecoturismo, que sustenta os meios de subsistência de milhões de pessoas, especialmente em pequenos estados insulares em desenvolvimento, onde o setor de turismo baseado no oceano representa entre 30% e 50% do produto interno bruto da maioria das nações.
E para reforçar os estudos na Economia Azul, a UNCTAD acaba de nomear como conselheira especial da entidade para a Economia Azul, Dona Bertarelli, que é considerada a mulher mais rápida a navegar em todo o mundo, ela é filantropa, defensora da conservação dos oceanos e empreendedora. Bertarelli é suíça de origem italiana e um marinheira experiente. Seu amor pelo oceano e pela navegação marítima a levou pelas águas do mundo, inspirando seu trabalho em conservação.
A ideia é que Dona Bertarelli ajude a UNCTAD a promover uma economia azul sustentável, particularmente nos países em desenvolvimento, para garantir o uso responsável e regenerador do oceano, mares e costas para o crescimento econômico, preservando a saúde do ecossistema oceânico.
Na sua experiência profissional Dona Bertarelli traz sua perspicácia nos negócios, paixão pela educação e capacitação, abordagem inovadora ao gerenciamento dos oceanos e visão de como tornar a economia azul sustentável e viável para as gerações futuras.
A UNCTAD espera que com a assessoria de Dona  Bertarelli seja possível chegar em comunidades vulneráveis que dependem do oceano com uma mensagem de esperança, promovendo seu avanço socioeconômico e mobilizando a opinião pública internacional em apoio ao uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas costeiros.
Quem cuida estrategicamente da Economia Azul no Brasil é a nossa Marinha que é vinculada ao Ministério da Defesa. Abordar um link específico da Economia Azul, o significado do mar, a marinha aborda o seguinte:
 "O mar faz parte da vida dos brasileiros. Pelo mar fomos descobertos. Por ele chegaram os primeiros invasores e consolidamos nossa independência e nosso território."
Segundo a Marinha do Brasil, o nosso país possui jurisdição sobre uma área oceânica com cerca de 5,7 milhões de Km², que equivale a mais da metade da nossa massa terrestre, dessa forma, a Marinha entende que esse espaço marítimo tem uma importância estratégica, pois nele estão contidas riquezas e devemos buscar a garantia de sua proteção e preservação.
Nesse sentido,  Marinha do Brasil alerta que é dos mares que retiramos cerca de 95% do petróleo, 80% do gás natural e 45% do pescado produzido no país, e ainda, pelas rotas marítimas escoamos mais de 95% do comércio exterior brasileiro. Assim, entendo ser necessária uma visão geopolítica da nossa Economia Azul e entendo que está em boas mãos a gestão estratégica dos nossos espaços oceânicos e ribeirinho, mas nós, sociedade, precisamos apoiar e ajudar a nossa marinha para que os objetivos de gestão da nossa economia azul sejam alcançados.
Cabe aqui destacar que conforme a Marinha do Brasil, a economia azul emerge, trazendo reflexões sobre a contribuição dos oceanos à economia e a necessidade de garantir sustentabilidade ambiental e ecológica dos espaços marítimos.
Outros dados apresentados pela Marinha do Brasil, mesmo que do conhecimento da maioria da população local, reforçam que a economia azul precisa ser vista de forma geopolítica, pois em aproximadamente 8.500 Km de faixa litorânea, concentram-se 80% da população, são produzidos 90% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e estão localizados os principais destinos turísticos nacionais.
Registro que como economista gosto da ideia da Marinha do Brasil de desenvolvermos um cluster marítimo brasileiro como viés para a exploração das vantagens da oportunidade de alavancar o desenvolvimento nacional.
Enfim precisamos explorar mais, estudar mais e implementarmos no Brasil uma economia azul que seja capaz de ajudar a tornar o nosso país mais próspero e mais moderno.

Sabemos que o uso sustentável dos re cursos oceânicos pode ajudar os paí ses em desenvolvimento a aumentar o emprego, reduzir a pobreza e aumentar a segurança alimentar e energética, numa linha de avançar na direção do objetivo global de preservar toda a vida abaixo da água. Estou falando da Economia azul, uma vertente dos estudos econômicos pouco difundida no Brasil.
Em um relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) foi apontado que mais de 3 bilhões de pessoas, a maioria delas em países em desenvolvimento, depende do oceano para sobreviver. E para melhorar suas vidas e meios de subsistência, a UNCTAD apoia os países em desenvolvimento para promover uma economia azul sustentável, facilitando o comércio melhorado nos setores oceânicos e ajudando as nações a elaborar e implementar políticas apropriadas relacionadas ao comércio. 
A entidade internacional (UNCTAD), também promove o BioTrade azul, que implica garantir cadeias de valor, produtos e serviços sustentáveis baseados na biodiversidade em setores oceânicos que aderem aos critérios acordados internacionalmente de sustentabilidade ambiental, social e econômica - princípios do BioTrade.
Cabe destacar que durante anos, a UNCTAD mobilizou países para acabar com a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada e apoiou esforços para acabar com os subsídios de pesca que aumentam a capacidade que contribuem diretamente para a sobrepesca - atualmente, 31% dos estoques globais de peixes estão abaixo dos níveis biológicos sustentáveis.
A UNCTAD também apoia o ecoturismo, que sustenta os meios de subsistência de milhões de pessoas, especialmente em pequenos estados insulares em desenvolvimento, onde o setor de turismo baseado no oceano representa entre 30% e 50% do produto interno bruto da maioria das nações.
E para reforçar os estudos na Economia Azul, a UNCTAD acaba de nomear como conselheira especial da entidade para a Economia Azul, Dona Bertarelli, que é considerada a mulher mais rápida a navegar em todo o mundo, ela é filantropa, defensora da conservação dos oceanos e empreendedora. Bertarelli é suíça de origem italiana e um marinheira experiente. Seu amor pelo oceano e pela navegação marítima a levou pelas águas do mundo, inspirando seu trabalho em conservação.
A ideia é que Dona Bertarelli ajude a UNCTAD a promover uma economia azul sustentável, particularmente nos países em desenvolvimento, para garantir o uso responsável e regenerador do oceano, mares e costas para o crescimento econômico, preservando a saúde do ecossistema oceânico.
Na sua experiência profissional Dona Bertarelli traz sua perspicácia nos negócios, paixão pela educação e capacitação, abordagem inovadora ao gerenciamento dos oceanos e visão de como tornar a economia azul sustentável e viável para as gerações futuras.
A UNCTAD espera que com a assessoria de Dona  Bertarelli seja possível chegar em comunidades vulneráveis que dependem do oceano com uma mensagem de esperança, promovendo seu avanço socioeconômico e mobilizando a opinião pública internacional em apoio ao uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas costeiros.
Quem cuida estrategicamente da Economia Azul no Brasil é a nossa Marinha que é vinculada ao Ministério da Defesa. Abordar um link específico da Economia Azul, o significado do mar, a marinha aborda o seguinte:
 "O mar faz parte da vida dos brasileiros. Pelo mar fomos descobertos. Por ele chegaram os primeiros invasores e consolidamos nossa independência e nosso território."
Segundo a Marinha do Brasil, o nosso país possui jurisdição sobre uma área oceânica com cerca de 5,7 milhões de Km², que equivale a mais da metade da nossa massa terrestre, dessa forma, a Marinha entende que esse espaço marítimo tem uma importância estratégica, pois nele estão contidas riquezas e devemos buscar a garantia de sua proteção e preservação.
Nesse sentido,  Marinha do Brasil alerta que é dos mares que retiramos cerca de 95% do petróleo, 80% do gás natural e 45% do pescado produzido no país, e ainda, pelas rotas marítimas escoamos mais de 95% do comércio exterior brasileiro. Assim, entendo ser necessária uma visão geopolítica da nossa Economia Azul e entendo que está em boas mãos a gestão estratégica dos nossos espaços oceânicos e ribeirinho, mas nós, sociedade, precisamos apoiar e ajudar a nossa marinha para que os objetivos de gestão da nossa economia azul sejam alcançados.
Cabe aqui destacar que conforme a Marinha do Brasil, a economia azul emerge, trazendo reflexões sobre a contribuição dos oceanos à economia e a necessidade de garantir sustentabilidade ambiental e ecológica dos espaços marítimos.
Outros dados apresentados pela Marinha do Brasil, mesmo que do conhecimento da maioria da população local, reforçam que a economia azul precisa ser vista de forma geopolítica, pois em aproximadamente 8.500 Km de faixa litorânea, concentram-se 80% da população, são produzidos 90% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e estão localizados os principais destinos turísticos nacionais.
Registro que como economista gosto da ideia da Marinha do Brasil de desenvolvermos um cluster marítimo brasileiro como viés para a exploração das vantagens da oportunidade de alavancar o desenvolvimento nacional.
Enfim precisamos explorar mais, estudar mais e implementarmos no Brasil uma economia azul que seja capaz de ajudar a tornar o nosso país mais próspero e mais moderno.

 


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