A importância de repensarmos os Museus

Saumínio Nascimento

 

Abordarei adiante um assunto que mere-
ce a nossa atenção no sentido de passar
mos para as gerações futuras a manutenção e o seu desenvolvimento, trata-se dos museus.
Consta na página do Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM, na forma da Lei nº 11.904, de 14 de janeiro de 2009, que instituiu o Estatuto de Museus, "Consideram-se museus, para os efeitos desta Lei, as instituições sem fins lucrativos que conservam, investigam, comunicam, interpretam e expõem, para fins de preservação, estudo, pesquisa, educação, contemplação e turismo, conjuntos e coleções de valor histórico, artístico, científico, técnico ou de qualquer outra natureza cultural, abertas ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento."
Segundo o IBRAM, no universo da cultura, o museu assume funções as mais diversas e envolventes. Uma vontade de memória seduz as pessoas e as conduz à procura de registros antigos e novos, levando-as ao campo dos museus, no qual as portas se abrem sempre mais. A museologia é hoje compartilhada como uma prática a serviço da vida E é isto que precisamos resgatar para as crianças, num lógica de valorização da nossa cultura.
Para o IBRAM, o museu é o lugar em que sensações, ideias e imagens de pronto irradiadas por objetos e referenciais ali reunidos iluminam valores essenciais para o ser humano. Espaço fascinante onde se descobre e se aprende, nele se amplia o conhecimento e se aprofunda a consciência da identidade, da solidariedade e da partilha. Por meio dos museus, a vida social recupera a dimensão humana que se esvai na pressa da hora. As cidades encontram o espelho que lhes revele a face apagada no turbilhão do cotidiano. E cada pessoa acolhida por um museu acaba por saber mais de si mesma.
E abordando sobre o Estado de Sergipe, temos uma lista cadastrada no IBRAM de 25 unidades museológicas, bem como outras instituições, acervos públicos, centros científicos, espaços culturais e reservas naturais que possui definição de museu.
Do ponto de vista geográfico, ainda existe uma forte concentração de museus em Aracaju, aproximadamente 60%. E nesse sentido gostaria de destacar que o Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe tem o museu mais antigo do Estado, que é o Museu Galdino Bicho, fundado em 1912, mas temos diversos e variados museus em Sergipe, também destacando o Museu da Gente Sergipana que fica no prédio onde funcionava o antigo Atheneuzinho, referido museu já recebeu várias premiações importantes, logo no ano seguinte da sua da sua construção, o museu recebeu o prêmio de Melhor da Arquitetura em 2012, organizado pela revista Arquitetura & Construção e no ano seguinte, 2013, ele foi eleito a Atração do Ano pelo Guia Quatro Rodas.
Citando um terceiro exemplo de museu existente em Sergipe, gostaria de ressaltar o esforço do Magnífico Reitor da Universidade Tiradentes, Prof. Jouberto Uchôa de Mendonça que tem realizado constante atividades de preservação da memória de Sergipe e para isso criou o Memorial de Sergipe que é um museu universitário, sob tutela da Universidade Tiradentes, referido museu possui um amplo e diversificado acerco, com mais de 20.000 peças, incluindo fósseis, artefatos arqueológicos, objetos históricos, obras de arte, documentos e fotos relacionados à história econômica, cultural e artística de Sergipe.
Ainda abordando a questão dos museus, informo que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançou um relatório sobre museus ao redor do mundo em face do COVID-19, fruto de uma pesquisa internacional direcionada a museus, profissionais da cultura e Estados-Membros.
O estudo da UNESCO revela que o número de museus é estimado em cerca de 95.000 em 2020, o que representa um aumento de 60% em relação a 2012. No entanto, eles são muito desigualmente distribuídos em todo o mundo. Os museus foram particularmente afetados pela pandemia, pois 90% deles fecharam suas portas durante a crise e, de acordo com o Conselho Internacional de Museus (ICOM), mais de 10% nunca poderão reabrir. Diante da crise, os museus agiram rapidamente para desenvolver sua presença na Internet. No entanto, a divisão digital é mais evidente do que nunca: apenas 5% dos museus na África e nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento foram capazes de propor conteúdo online.
Cabe aqui registrar a fala de Audrey Azoulay, Diretor Geral da UNESCO, ele aponta que "há uma necessidade urgente de fortalecer políticas que apoiem esse setor, que desempenha um papel essencial em nossas sociedades para a disseminação da cultura, educação, coesão social e apoio à economia criativa".
Os dados da UNESCO revelam que em todo o mundo, os museus foram fechados devido ao impacto do COVID-19. Isso significa que essas instituições tiveram que aprender rapidamente como operar remotamente e permanecer relevantes e visíveis enquanto seus edifícios permanecem fora dos limites. O papel da cultura e dos museus em nossa sociedade já está passando por rápidas mudanças. O conteúdo digital agora é essencial para manter o público confinado em suas casas. Os desafios de adaptação ao número reduzido de visitantes, distanciamento social no museu e garantia de pessoal e segurança pública significa que a experiência da cultura será radicalmente mudada. Esses tempos imprevisíveis exigem tomadas de decisão rápidas em todos os níveis.
Isso tudo significa que existe uma necessidade de mudarmos o modelo existente para os museus, pois até que haja uma recuperação completa, os museus com grandes doações e coleções para atrair estarão em uma posição melhor do que os pequenos, que dependem de contribuições de apoiadores, que provavelmente sofrerão profundas perdas. Todos os museus analisarão seus fluxos de renda. Os grandes museus que dependem do turismo e das taxas de admissão precisarão mudar seus modelos. Pequenos museus terão a vantagem; serem ágeis, acostumados a trabalhar com pequenos orçamentos e mais sintonizados com as necessidades das comunidades.
Ressalto que precisamos valorizar os nossos museus e enfrentarmos os desafios de um mundo que foi amplamente alterado e, por isso precisamos pensar o futuro de nossos museus.

Abordarei adiante um assunto que mere- ce a nossa atenção no sentido de passar mos para as gerações futuras a manutenção e o seu desenvolvimento, trata-se dos museus.Consta na página do Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM, na forma da Lei nº 11.904, de 14 de janeiro de 2009, que instituiu o Estatuto de Museus, "Consideram-se museus, para os efeitos desta Lei, as instituições sem fins lucrativos que conservam, investigam, comunicam, interpretam e expõem, para fins de preservação, estudo, pesquisa, educação, contemplação e turismo, conjuntos e coleções de valor histórico, artístico, científico, técnico ou de qualquer outra natureza cultural, abertas ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento."
Segundo o IBRAM, no universo da cultura, o museu assume funções as mais diversas e envolventes. Uma vontade de memória seduz as pessoas e as conduz à procura de registros antigos e novos, levando-as ao campo dos museus, no qual as portas se abrem sempre mais. A museologia é hoje compartilhada como uma prática a serviço da vida E é isto que precisamos resgatar para as crianças, num lógica de valorização da nossa cultura.
Para o IBRAM, o museu é o lugar em que sensações, ideias e imagens de pronto irradiadas por objetos e referenciais ali reunidos iluminam valores essenciais para o ser humano. Espaço fascinante onde se descobre e se aprende, nele se amplia o conhecimento e se aprofunda a consciência da identidade, da solidariedade e da partilha. Por meio dos museus, a vida social recupera a dimensão humana que se esvai na pressa da hora. As cidades encontram o espelho que lhes revele a face apagada no turbilhão do cotidiano. E cada pessoa acolhida por um museu acaba por saber mais de si mesma.
E abordando sobre o Estado de Sergipe, temos uma lista cadastrada no IBRAM de 25 unidades museológicas, bem como outras instituições, acervos públicos, centros científicos, espaços culturais e reservas naturais que possui definição de museu.
Do ponto de vista geográfico, ainda existe uma forte concentração de museus em Aracaju, aproximadamente 60%. E nesse sentido gostaria de destacar que o Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe tem o museu mais antigo do Estado, que é o Museu Galdino Bicho, fundado em 1912, mas temos diversos e variados museus em Sergipe, também destacando o Museu da Gente Sergipana que fica no prédio onde funcionava o antigo Atheneuzinho, referido museu já recebeu várias premiações importantes, logo no ano seguinte da sua da sua construção, o museu recebeu o prêmio de Melhor da Arquitetura em 2012, organizado pela revista Arquitetura & Construção e no ano seguinte, 2013, ele foi eleito a Atração do Ano pelo Guia Quatro Rodas.
Citando um terceiro exemplo de museu existente em Sergipe, gostaria de ressaltar o esforço do Magnífico Reitor da Universidade Tiradentes, Prof. Jouberto Uchôa de Mendonça que tem realizado constante atividades de preservação da memória de Sergipe e para isso criou o Memorial de Sergipe que é um museu universitário, sob tutela da Universidade Tiradentes, referido museu possui um amplo e diversificado acerco, com mais de 20.000 peças, incluindo fósseis, artefatos arqueológicos, objetos históricos, obras de arte, documentos e fotos relacionados à história econômica, cultural e artística de Sergipe.
Ainda abordando a questão dos museus, informo que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançou um relatório sobre museus ao redor do mundo em face do COVID-19, fruto de uma pesquisa internacional direcionada a museus, profissionais da cultura e Estados-Membros.
O estudo da UNESCO revela que o número de museus é estimado em cerca de 95.000 em 2020, o que representa um aumento de 60% em relação a 2012. No entanto, eles são muito desigualmente distribuídos em todo o mundo. Os museus foram particularmente afetados pela pandemia, pois 90% deles fecharam suas portas durante a crise e, de acordo com o Conselho Internacional de Museus (ICOM), mais de 10% nunca poderão reabrir. Diante da crise, os museus agiram rapidamente para desenvolver sua presença na Internet. No entanto, a divisão digital é mais evidente do que nunca: apenas 5% dos museus na África e nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento foram capazes de propor conteúdo online.
Cabe aqui registrar a fala de Audrey Azoulay, Diretor Geral da UNESCO, ele aponta que "há uma necessidade urgente de fortalecer políticas que apoiem esse setor, que desempenha um papel essencial em nossas sociedades para a disseminação da cultura, educação, coesão social e apoio à economia criativa".
Os dados da UNESCO revelam que em todo o mundo, os museus foram fechados devido ao impacto do COVID-19. Isso significa que essas instituições tiveram que aprender rapidamente como operar remotamente e permanecer relevantes e visíveis enquanto seus edifícios permanecem fora dos limites. O papel da cultura e dos museus em nossa sociedade já está passando por rápidas mudanças. O conteúdo digital agora é essencial para manter o público confinado em suas casas. Os desafios de adaptação ao número reduzido de visitantes, distanciamento social no museu e garantia de pessoal e segurança pública significa que a experiência da cultura será radicalmente mudada. Esses tempos imprevisíveis exigem tomadas de decisão rápidas em todos os níveis.
Isso tudo significa que existe uma necessidade de mudarmos o modelo existente para os museus, pois até que haja uma recuperação completa, os museus com grandes doações e coleções para atrair estarão em uma posição melhor do que os pequenos, que dependem de contribuições de apoiadores, que provavelmente sofrerão profundas perdas. Todos os museus analisarão seus fluxos de renda. Os grandes museus que dependem do turismo e das taxas de admissão precisarão mudar seus modelos. Pequenos museus terão a vantagem; serem ágeis, acostumados a trabalhar com pequenos orçamentos e mais sintonizados com as necessidades das comunidades.
Ressalto que precisamos valorizar os nossos museus e enfrentarmos os desafios de um mundo que foi amplamente alterado e, por isso precisamos pensar o futuro de nossos museus.

 


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