Líderes divulgam nota desencorajando ida a manifestações no domingo

Gilvan Manoel


  • A sergipana Maria Dantas, deputada na Espanha, eleita pelo partido Esquerda Republicana, vai denunciar o governo Bolsonaro

 

Líderes de seis partidos do Senado di-
vulgaram nota pública desencora
jando os brasileiros a irem às ruas neste domingo (7) protestarem contra o governo. A nota foi lida durante a sessão remota do Senado desta quinta-feira (4) pelo líder da Minoria na Casa, Randolfe Rodriges (Rede-AP). Além de Randolfe, assinam o documento os líderes do Cidadania, Eliziane Gama (MA); do PDT, Weverton (MA); do PSB, Veneziano Vital do Rêgo (PB); do PSD, Otto Alencar (BA); e o vice-líder do PT, Jaques Wagner.
Na nota, os senadores explicam que, não tendo o país superado a pandemia, é preciso redobrar os cuidados sanitários e fortalecer o distanciamento social. Para Randolfe, é necessário pensar em alternativas que respeitem o isolamento, uma vez que o país já registrou mais de 30 mil mortes pela covid-19.
 "Entendemos que ainda não é o momento, em respeito às famílias de vítimas do coronavírus e também daqueles que até hoje têm respeitado, e com razões, o isolamento como a melhor alternativa de combate à covid-19. Continuaremos firmes na oposição das mais diversas formas que a situação pandêmica nos permite", diz o documento.
Veja abaixo o texto na íntegra:
"Nota dos Líderes Partidários do Senado Federal em defesa da VIDA e da DEMOCRACIA"
Os líderes dos diferentes partidos do Senado Federal, a saber a Rede Sustentabilidade, o PSB, o PDT, o Cidadania, o PSD e o PT, vem através desta nota desencorajar os brasileiros que, acertadamente, fazem oposição ao Sr. Jair Bolsonaro a irem às ruas nesse próximo domingo.
Nosso pedido parte da avaliação de que, não tendo o país ainda superado a pandemia, que agora avança em direção ao Brasil profundo, saindo das capitais e agravando nos interiores, precisamos redobrar os cuidados sanitários e ampliar a comunicação com a sociedade em prol do distanciamento social.
Bem certo que a organização de setores da sociedade aqueceu nossos corações de esperança, na certeza de que o Brasil já identificou que a política da presidência da república tem sido devastadora ao país e aliada do Coronavírus. Adiaremos à ida às ruas, pelo bem da população, até que possamos, sem riscos, ocupá-las, em prol da população.
Ademais, observando a escalada autoritária do governo federal, devemos preservar a vida e segurança dos brasileiros, não dando ao governo aquilo que ele exatamente deseja, o ambiente para atitudes arbitrárias.
Entendemos, portanto, que ainda não é o momento, em respeito às famílias de vítimas do Coronavírus e também daqueles que até hoje tem respeitado e com razões, baseado nos melhores estudos científicos, o isolamento como a melhor alternativa de combate à Covid-19. Continuaremos firmes na oposição das mais diversas formas que a situação pandêmica nos permite."
Assinam: Randolfe Rodrigues, líder da Oposição e da Rede Sustentabilidade do Senado Federal; Eliziane Gama, líder do Cidadania no Senado Federal; Weverton Rocha, líder do PDT no Senado Federal; Jaques Wagner, vice-líder do PT no Senado Federal; Veneziano Vital do Rego, líder do PSB no Senado Federal; Otto Alencar, líder do PSD no Senado Federal.

Líderes de seis partidos do Senado di- vulgaram nota pública desencora jando os brasileiros a irem às ruas neste domingo (7) protestarem contra o governo. A nota foi lida durante a sessão remota do Senado desta quinta-feira (4) pelo líder da Minoria na Casa, Randolfe Rodriges (Rede-AP). Além de Randolfe, assinam o documento os líderes do Cidadania, Eliziane Gama (MA); do PDT, Weverton (MA); do PSB, Veneziano Vital do Rêgo (PB); do PSD, Otto Alencar (BA); e o vice-líder do PT, Jaques Wagner.
Na nota, os senadores explicam que, não tendo o país superado a pandemia, é preciso redobrar os cuidados sanitários e fortalecer o distanciamento social. Para Randolfe, é necessário pensar em alternativas que respeitem o isolamento, uma vez que o país já registrou mais de 30 mil mortes pela covid-19.
 "Entendemos que ainda não é o momento, em respeito às famílias de vítimas do coronavírus e também daqueles que até hoje têm respeitado, e com razões, o isolamento como a melhor alternativa de combate à covid-19. Continuaremos firmes na oposição das mais diversas formas que a situação pandêmica nos permite", diz o documento.Veja abaixo o texto na íntegra:
"Nota dos Líderes Partidários do Senado Federal em defesa da VIDA e da DEMOCRACIA"
Os líderes dos diferentes partidos do Senado Federal, a saber a Rede Sustentabilidade, o PSB, o PDT, o Cidadania, o PSD e o PT, vem através desta nota desencorajar os brasileiros que, acertadamente, fazem oposição ao Sr. Jair Bolsonaro a irem às ruas nesse próximo domingo.
Nosso pedido parte da avaliação de que, não tendo o país ainda superado a pandemia, que agora avança em direção ao Brasil profundo, saindo das capitais e agravando nos interiores, precisamos redobrar os cuidados sanitários e ampliar a comunicação com a sociedade em prol do distanciamento social.
Bem certo que a organização de setores da sociedade aqueceu nossos corações de esperança, na certeza de que o Brasil já identificou que a política da presidência da república tem sido devastadora ao país e aliada do Coronavírus. Adiaremos à ida às ruas, pelo bem da população, até que possamos, sem riscos, ocupá-las, em prol da população.
Ademais, observando a escalada autoritária do governo federal, devemos preservar a vida e segurança dos brasileiros, não dando ao governo aquilo que ele exatamente deseja, o ambiente para atitudes arbitrárias.
Entendemos, portanto, que ainda não é o momento, em respeito às famílias de vítimas do Coronavírus e também daqueles que até hoje tem respeitado e com razões, baseado nos melhores estudos científicos, o isolamento como a melhor alternativa de combate à Covid-19. Continuaremos firmes na oposição das mais diversas formas que a situação pandêmica nos permite."
Assinam: Randolfe Rodrigues, líder da Oposição e da Rede Sustentabilidade do Senado Federal; Eliziane Gama, líder do Cidadania no Senado Federal; Weverton Rocha, líder do PDT no Senado Federal; Jaques Wagner, vice-líder do PT no Senado Federal; Veneziano Vital do Rego, líder do PSB no Senado Federal; Otto Alencar, líder do PSD no Senado Federal.

Reabertura

Mensagem postada pelo governador Belivaldo Chagas nas redes sociais deixa claro que o fim do isolamento social no estado deve começar mesmo na próxima semana. "A chegada de mais 20 respiradores do Ministério da Saúde pra Sergipe mostra que é pela união de todos que vamos conseguir sair desta fase tão difícil de pandemia! O ministro da Saúde general Eduardo Pazuello já tinha me garantido numa conversa que tivemos por telefone e os 40 respiradores chegaram. Se até ontem tínhamos 200 leitos de UTIs, entre públicos e privados, com estes aparelhos que chegaram hoje poderemos dar prosseguimento à ampliação, o que nos dá tranquilidade para continuar trabalhando no Plano de Retomada Econômica", diz o governador.

Comitê

Na reunião do Comitê Gestor de Retomada Econômica (Cogere), na útima quinta-feira, o governador declarou: "Que fique bem claro, o plano prevê que a gente, realmente, flexibilize a partir do dia 15, mas é possível que algo aconteça a partir da próxima segunda-feira, só vou confirmar isso na segunda (08). E também devo dizer que, se houver uma complicação até o dia 15, ele pode também não ter o seu início no dia 15.Tudo depende não apenas do crescimento da curva de contaminação, mas principalmente com relação à ocupação de leitos de UTI e também de leitos clínicos".

André

Em entrevista na Fan FM, ao jornalista Narciso Machado, na manhã desta sexta-feira (05), o ex-deputado federal André Moura falou sobre passagem pela Secretaria da Casa Civil do Rio de Janeiro e o motivo da saída. André diz que conseguiu desenvolver um bom trabalho, investindo nos setores essenciais, como saúde, educação, segurança e formando uma boa base na interlocução com a Assembleia Legislativa. 

Em Sergipe

Falando de futuro, André Moura disse que em Sergipe fez um trabalho de fortalecimento do PSC, e nessas eleições o partido vai apresentar candidaturas próprias ou vai compor com outros partidos nas chapas majoritárias em quase todos os municípios. "Dialogar para fazer qualquer composição é possível, pois tenho bom diálogo com todos os agrupamentos", explica. Sobre as eleições de 2022, diz que prefere aguardar "os novos desafios que vierem".

Bolsa família

Abancada do PT no Senado Federal apresentou projeto para suspender a portaria do governo federal publicada na quinta-feira (4) que transfere R$ 83,9 milhões de recursos do programa Bolsa Família para a comunicação institucional do Palácio do Planalto. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) foi  apresentado pelo líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), e os demais integrantes da bancada do partido na Casa. A proposta foi protocolada no Senado horas depois da publicação da portaria, assinada pelo secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues.

Calamidade

Segundo o senador Rogério Carvalho, a portaria atenta contra os direitos sociais previstos na Constituição Federal ao retirar recursos do Bolsa Família. "Diante do estado de calamidade, reconhecido pelo Congresso Nacional, e da pandemia do coronavírus, há risco concreto de ampliação da pobreza e da extrema pobreza no país, sobretudo em virtude da queda da renda do trabalho", explica. "Especialmente neste contexto, não é razoável retirar recursos do Bolsa Família para ampliar o orçamento de comunicação social do governo em mais de R$ 80 milhões. O Estado brasileiro não pode ser um fato de aprofundamento das desigualdades sociais e regionais", completou.

Auxílio

Rogério ressalta que a transferência ocorre no momento em que o país discute a ampliação do tempo de pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, atualmente restrito a três meses. Os beneficiários do Bolsa Família, que receberam em média R$ 188,16 em março, podem optar por receber o auxílio emergencial. "A gestão Bolsonaro defende a extensão do pagamento do benefício, mas com um valor de apenas R$ 300. Só o os R$ 83,9 milhões desviados do programa assistencial garantiriam o pagamento de um mês de R$ 600 a cerca de 140 mil pessoas", disse.

No STF

Procuradores dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte impetraram ação no STF para impedir a retirada de recursos do programa Bolsa Família. Somente o procurador do estado de Sergipe não assinou. Seria o primeiro passo para o estado deixar o Consórcio Nordeste?

Hospital

Diversos políticos apresentaram ontem representação ao Ministério Público Federal (MPF) pedindo investigação sobre supostos indícios de irregularidades na construção Hospital de Campanha montado pela Prefeitura de Aracaju no Estádio João Hora de Oliveira. A representação foi protocolada no MPF com as assinaturas do vereador Cabo Didi, do senador Alessandro Vieira, do ex-deputado federal Valadares Filho, da delegada Danielle Garcia, do vereador Elber Batalha, do ex-vereador Dr. Emerson Ferreira, da vereadora Emília Correia, do deputado Georgeo Passos, da delegada Georlize Teles, do deputado Gilmar Carvalho, do vereador Lucas Aribé, do empresário Milton Andrade, do delegado Paulo Márcio, da deputada Kitty Lima, do deputado Samuel Carvalho, e do presidente do Patriotas, Uezer Marques.

São Cristóvão

O falecimento do ex-prefeito de São Cristóvão e ex-deputado estadual Lauro Rocha, ocorrido na noite de quinta-feira (4), deixou muito comovido o amigo conterrâneo e deputado estadual Francisco Gualberto. Para ele, Lauro Rocha foi um dos grandes símbolos de resistência à ditadura militar em Sergipe nos anos 1970. Ao completar 18 anos de idade, em 1976, Gualberto filiou-se ao antigo MDB e, ao lado de Lauro Rocha, militou contra o regime autoritário no país. "Trabalhei com ele na prefeitura de São Cristóvão de 1976 a 1979, quando me mudei para Aracaju. Mas a amizade pessoal e o respeito político sempre permaneceram", disse o deputado. Lauro Rocha tinha 84 anos de idade e estava internado no Hospital São Lucas, em Aracaju, por conta de uma infecção bacteriana, apresentando dificuldade respiratória.

Espanha

Única parlamentar na ativa fora do Brasil, a deputada sergipana Maria Dantas, eleita na Espanha pelo Esquerda Republicana em 2019, vai denunciar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) junto ao Parlamento Europeu, segundo reportagem do jornal O Globo. Na próxima segunda-feira (8) ela enviará uma carta a deputados dos 27 Estados-membros da União Europeia, com um dossiê de 11 páginas, contendo uma série de acusações contra o chefe do Executivo no Brasil, a maior parte veiculada na mídia internacional. Combate ao coronavírus, Amazônia e povos indígenas são alguns dos temas em destaque no documento, que foi elaborado pela deputada em inglês, mas traduzido para outros idiomas, entre eles castelhano, catalão, francês e alemão. 

Adesões

"A carta já foi enviada ao Parlamento Europeu, serão recolhidas adesões de parlamentares e posteriormente ela será enviada ao Comissário Europeu. Também será enviada a todos os Parlamentos nacionais de todos os Estados Membros da UE. A ideia é interpelar os meus pares dos Legislativos europeus para que façam instâncias aos seus Executivos, para que sejam criados intergrupos em comissão legislativa",  diz Maria Dantas.  

Com agências

 


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