PONTOS PARA MARCIO

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
Algumas vezes dá para comparar a política com o futebol porque não faltam elementos de identidade entre as duas paixões do ser humano. Mas, com o basquete, corro o risco de ser inusitado; mesmo assim, arrisco dizer que no aquecimento de espera do fim da quarentena, Marcio Macedo fez uma cesta de três pontos.
Mesmo a grande lição do momento para enfrentar o fascismo e desmascarar, literalmente, o papel do militarismo traidor, no golpe contra o PT, contra Dilma, contra Lula e contra o crescente desenvolvimento do Brasil sendo dada pelas torcidas dos times de futebol marcando com sucesso as posições que devemos assumir na conjuntura, recorro a um exemplo do basquete.
Os três pontos decisivos de Marcio se consolidam, em primeiro lugar, na sua capacidade de articulação política de colocar Lula na maior entrevista radiofônica do Rádio sergipano neste malfadado ano do calendário bolsominiano.
Em segundo lugar veio a clareza de Lula, didaticamente, afirmar que Marcio, vinte anos depois, resgatará uma bem sucedida experiência de governança da capital, liderada por Marcelo Deda, que revolucionou o modo de governar com a Participação Popular, sempre registrando a cada obra entregue, com a famosa afirmação: "Esta obra tem a mão do povo", além de impulsionar o município na rota vitoriosa da modernização, que vem sendo esquecida nos últimos governos que sucederam o grande líder.
O terceiro ponto foi o certificado assinado por Lula de que Marcio tem experiência de comando, liderança e de administração, nos três entes federativos, que superam de longe os acúmulos  de todos os pretendentes até agora anunciados e esta semana, o principal deles deu um grande passo para se juntar ao pensamento bolsonariano ao dizer que o Corona Vírus não atrapalhou as obras em execução.
Ora Prefeito, o Covid-19 não tem nenhum compromisso com a construção civil nem com qualquer tipo de obra de interesse público ou privado. O único compromisso dele é matar pessoas e ele está conseguindo e em que pese toda a propaganda feita, não valem uma vida perdida, por mais modesta que seja a vítima.
O Prefeito parece que adotou o modo sinistro de governar de frente para os canteiros de obras e de costas para o povo, numa maneira piegas de lamentar e cruel de banalizar as mortes, bem diferente do governador que enfatiza a cada pronunciamento que a prioridade do momento é a incansável luta contra a pandemia, na defesa da vida.
Edvaldo Nogueira, ao ir para o PDT, partido cuja figura pública de maior relevância empunha a bandeira de confronto com Lula, Dilma e o PT, esquece o alerta do maior líder do partido, o eterno Leonel Brizola: "O povo ama a traição, mas odeia o traidor".
O bloco da direita para onde o prefeito caminha está com um problema, que tem mais cara de inequação do que de uma equação, onde ele possa extrair raízes para construir sua matriz e seus determinantes.
Já começa perdendo força porque vai ter que engolir um Vice ou uma Vice de goela seca. Vai ter que conviver com quem tem sede de poder e fome de cargos, para acomodar muita gente.
Entretanto, o calo que vai mais doer no Pé calçado com sapato fox de bico fino, vai ser um que venha do bolsonarismo que está, justamente, tentando sufocar o Governador para que este atenda à incontida ganância e jogue ao Deus dará dezenas de milhares de vidas sergipanas, desde que garantam seus lucros.
O mais provável é que os abutres com quem Edvaldo está se misturando não tenham assimilado o estilo firme e decidido de Belivaldo Chagas.
Para piorar, veio a questão André Moura que se cair totalmente no colo do prefeito, ele vai ter que rebolar, num tempo de dinheiro curto, para satisfazer quem não se contenta com pouco, e talvez tenha que sacrificar as gordas verbas da comunicação que é a única gordura que tem para queimar.
O histórico da eleição de 2016 mostra que Edvaldo Nogueira não tem como obter em 2020 os mesmos 99.815 votos daquele primeiro turno, por questões até bem simples: a eleição não será a mesma, os candidatos não serão os mesmos, os aliados também não, e o Partido dos Trabalhadores, o maior partido do Brasil, com uma enorme tradição de ser bem votado em Aracaju, terá um competitivo candidato com legado do qual ele não poderá mais se apropriar e o maior trunfo. Marcio Macedo estará com o suporte do maior transferidor de votos da eleição.
Com certeza, quando for aberta a cortina para a largada em direção à cadeira de Prefeito, mesmo com todos perfilados na mesma linha, Marcio Macedo será o queniano da corrida.
Ele será o candidato da Democracia, enquanto os demais terão suas digitais no golpe, no retrocesso e no Fascismo. A história de Aracaju não vai ser rasgada.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Algumas vezes dá para comparar a política com o futebol porque não faltam elementos de identidade entre as duas paixões do ser humano. Mas, com o basquete, corro o risco de ser inusitado; mesmo assim, arrisco dizer que no aquecimento de espera do fim da quarentena, Marcio Macedo fez uma cesta de três pontos.
Mesmo a grande lição do momento para enfrentar o fascismo e desmascarar, literalmente, o papel do militarismo traidor, no golpe contra o PT, contra Dilma, contra Lula e contra o crescente desenvolvimento do Brasil sendo dada pelas torcidas dos times de futebol marcando com sucesso as posições que devemos assumir na conjuntura, recorro a um exemplo do basquete.
Os três pontos decisivos de Marcio se consolidam, em primeiro lugar, na sua capacidade de articulação política de colocar Lula na maior entrevista radiofônica do Rádio sergipano neste malfadado ano do calendário bolsominiano.
Em segundo lugar veio a clareza de Lula, didaticamente, afirmar que Marcio, vinte anos depois, resgatará uma bem sucedida experiência de governança da capital, liderada por Marcelo Deda, que revolucionou o modo de governar com a Participação Popular, sempre registrando a cada obra entregue, com a famosa afirmação: "Esta obra tem a mão do povo", além de impulsionar o município na rota vitoriosa da modernização, que vem sendo esquecida nos últimos governos que sucederam o grande líder.
O terceiro ponto foi o certificado assinado por Lula de que Marcio tem experiência de comando, liderança e de administração, nos três entes federativos, que superam de longe os acúmulos  de todos os pretendentes até agora anunciados e esta semana, o principal deles deu um grande passo para se juntar ao pensamento bolsonariano ao dizer que o Corona Vírus não atrapalhou as obras em execução.
Ora Prefeito, o Covid-19 não tem nenhum compromisso com a construção civil nem com qualquer tipo de obra de interesse público ou privado. O único compromisso dele é matar pessoas e ele está conseguindo e em que pese toda a propaganda feita, não valem uma vida perdida, por mais modesta que seja a vítima.
O Prefeito parece que adotou o modo sinistro de governar de frente para os canteiros de obras e de costas para o povo, numa maneira piegas de lamentar e cruel de banalizar as mortes, bem diferente do governador que enfatiza a cada pronunciamento que a prioridade do momento é a incansável luta contra a pandemia, na defesa da vida.
Edvaldo Nogueira, ao ir para o PDT, partido cuja figura pública de maior relevância empunha a bandeira de confronto com Lula, Dilma e o PT, esquece o alerta do maior líder do partido, o eterno Leonel Brizola: "O povo ama a traição, mas odeia o traidor".
O bloco da direita para onde o prefeito caminha está com um problema, que tem mais cara de inequação do que de uma equação, onde ele possa extrair raízes para construir sua matriz e seus determinantes.
Já começa perdendo força porque vai ter que engolir um Vice ou uma Vice de goela seca. Vai ter que conviver com quem tem sede de poder e fome de cargos, para acomodar muita gente.
Entretanto, o calo que vai mais doer no Pé calçado com sapato fox de bico fino, vai ser um que venha do bolsonarismo que está, justamente, tentando sufocar o Governador para que este atenda à incontida ganância e jogue ao Deus dará dezenas de milhares de vidas sergipanas, desde que garantam seus lucros.
O mais provável é que os abutres com quem Edvaldo está se misturando não tenham assimilado o estilo firme e decidido de Belivaldo Chagas.
Para piorar, veio a questão André Moura que se cair totalmente no colo do prefeito, ele vai ter que rebolar, num tempo de dinheiro curto, para satisfazer quem não se contenta com pouco, e talvez tenha que sacrificar as gordas verbas da comunicação que é a única gordura que tem para queimar.
O histórico da eleição de 2016 mostra que Edvaldo Nogueira não tem como obter em 2020 os mesmos 99.815 votos daquele primeiro turno, por questões até bem simples: a eleição não será a mesma, os candidatos não serão os mesmos, os aliados também não, e o Partido dos Trabalhadores, o maior partido do Brasil, com uma enorme tradição de ser bem votado em Aracaju, terá um competitivo candidato com legado do qual ele não poderá mais se apropriar e o maior trunfo. Marcio Macedo estará com o suporte do maior transferidor de votos da eleição.
Com certeza, quando for aberta a cortina para a largada em direção à cadeira de Prefeito, mesmo com todos perfilados na mesma linha, Marcio Macedo será o queniano da corrida.
Ele será o candidato da Democracia, enquanto os demais terão suas digitais no golpe, no retrocesso e no Fascismo. A história de Aracaju não vai ser rasgada.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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