A POLÍTICA E O FUTEBOL

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
Já são cinco sextas-feiras seguidas que a pauta da conjuntura é uma reunião ministerial, dois dias antes da exoneração de Moro, em que o presidente da República falou 38 palavrões, mentiu mais que o permitido, ameaçou, esbravejou, desrespeitou a Constituição, tudo para manter a boiada unida, e jogou na cara da mídia que o elegeu, todos hipócritas ao condená-lo, inclusive quem esteve presente e não teve coragem de se contrapor, por cumplicidade, o antes todo poderoso Eliot Ness.
A reunião foi na quarta-feira e o intocável foi demitido na sexta. E aí, as torcidas passaram a exercer seus papéis dividindo o País em quem é a favor do terror e quem é contra.
Com o futebol parado e a percepção crescente dos não alienados de que ele não é tão fundamental para a vida das pessoas, vê-se o desespero da mãe do golpe em exibir reprises de conquistas como as do Flamengo e do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro onde, para eles, o futebol só existe lá.
E é nesta expectativa que ela e aliados tentam purgar seus pecados, sem admitir qualquer mea-culpa.
Não se pode esquecer que foi a mídia corporativa quem inflou Moro e que foi Moro quem pariu Bolsonaro.
Que não tentem transformar tudo numa visão futebolística como a do flamenguista e do corintiano de que só tem duas torcidas: a do time dele e a que é do contra.
Nada disso. O Brasil tem dois segmentos opostos, o dos oprimidos e o dos opressores, e a essência dos opressores estava na reunião, demarcando posições nas palavras de Paulo Guedes que foi taxativo ao dizer que colocar dinheiro nas grandes empresas era para ganhar e nas médias e pequenas, era para perder, escrachando todos os pequenos e médios que votaram neles.
Para o servidor público anunciou que já colocou duas granadas nos bolsos e que aumento, nunca mais. No mesmo tom avisou, para os bancários do Banco do Brasil: vamos vender essa porra.
Muito explícito foi o Sr. Ricardo Salles com sua faceta criminosa sugerindo que enquanto todos estão atentos à luta contra o Covid-19, o governo aproveitasse para passar a boiada, ou seja, fazer tudo de ilegal, ilegítimo, impatriótico e destruidor com relação ao desmatamento e queimadas na Amazônia.
Weintrub, imaginando que o cabaré era inviolável, apontou para o STF e pediu prisão para os 11 bandidos que lá se reúnem e Damares, imaginando estar em cima da mais frondosa das goiabeiras, exigiu a prisão de todos os governadores e prefeitos que lutam para proteger seu povo e salvar vidas.
Após ver e rever com atenção a tal reunião, pior que a de qualquer grupo de torcida de futebol,ouso fazer uma provocação: mostrem o vídeo para um seleto grupo onde estejam Fernandinho Beira Mar, Marcola e outros chefe e ofereçam uma vaga naquele ministério e esperem as respostas.
É preciso cobrar de como se sentem os milhões de abnegados religiosos que apertaram o número 17 naquele fatídico dia de 2018, ao saberem que um funcionário administrativo da PRF, com 53 anos de idade, sem indicativo de risco, vindo a óbito pelo Covid-19 e a família receber uma nota protocolar de pesar do Diretor Geral da instituição e o ato provocar sua exoneração pelo Presidente da República e todos continuarem frequentando suas igrejas missas e cultos como se nada tivesse acontecido?
O gesto mede só o tamanho moral de quem vocês elegeram ou o de vocês também? Ou é uma coisa natural como comemorar um gol feito em impedimento pelo seu time?
Lembrem que os médicos cubanos expulsos daqui pelos seus votos estão sendo aclamados na Europa por salvarem milhares de vidas, que poderiam ter sido salvas aqui e que vocês devem orar por elas.
Ainda há tempo para uma pergunta: como vocês adoradores de Trump estão se sentindo vendo o Irã peitar as bravatas dele e atracar dois dos cinco navios com combustível em portos da Venezuela? É provável que depois da pandemia despenquem as vendas dos bonecos dos Super-heróis americanos, que não defendem o império de nada.
Como é incerto esperar ações vigorosas do STF para chamar o feito à ordem, devido seu histórico de frouxidão ante os militares, que vem desde o acolhimento frente ao General Floriano Peixoto no famoso caso do HC 300, na cassação de Márcio Moreira Alves pela ditadura de 1964 e no HC do Favretto, quando Toffoli aceitou a tutela de Villas Boas e do JN da Globo, com mais de 3 mil militares agarrados ao poder para dobrarem seus salários; a saída para o momento é reforçar o tapa na orelha dos Gaviões da Fiel, o recua, recua imposto pelas torcidas do Inter e do Grêmio frente os bolsomínios e as brigadas "antifas" que expulsou o gado das redondezas do cercadinho em Brasília.
Um sinal promissor é que parece que os EUA podem não estar com a bola cheia para bancar um novo 1964 no Brasil e Lula tem prestígio para recolocar o País na agenda mundial. Para tanto precisamos das torcidas organizadas e das brigadas "antifas" para ganhar a guerra de movimento nas ruas e inibir os arroubos do chefe de escoteiros Augusto Heleno. Pátria Livre, venceremos!
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Já são cinco sextas-feiras seguidas que a pauta da conjuntura é uma reunião ministerial, dois dias antes da exoneração de Moro, em que o presidente da República falou 38 palavrões, mentiu mais que o permitido, ameaçou, esbravejou, desrespeitou a Constituição, tudo para manter a boiada unida, e jogou na cara da mídia que o elegeu, todos hipócritas ao condená-lo, inclusive quem esteve presente e não teve coragem de se contrapor, por cumplicidade, o antes todo poderoso Eliot Ness.
A reunião foi na quarta-feira e o intocável foi demitido na sexta. E aí, as torcidas passaram a exercer seus papéis dividindo o País em quem é a favor do terror e quem é contra.
Com o futebol parado e a percepção crescente dos não alienados de que ele não é tão fundamental para a vida das pessoas, vê-se o desespero da mãe do golpe em exibir reprises de conquistas como as do Flamengo e do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro onde, para eles, o futebol só existe lá.
E é nesta expectativa que ela e aliados tentam purgar seus pecados, sem admitir qualquer mea-culpa.
Não se pode esquecer que foi a mídia corporativa quem inflou Moro e que foi Moro quem pariu Bolsonaro.
Que não tentem transformar tudo numa visão futebolística como a do flamenguista e do corintiano de que só tem duas torcidas: a do time dele e a que é do contra.
Nada disso. O Brasil tem dois segmentos opostos, o dos oprimidos e o dos opressores, e a essência dos opressores estava na reunião, demarcando posições nas palavras de Paulo Guedes que foi taxativo ao dizer que colocar dinheiro nas grandes empresas era para ganhar e nas médias e pequenas, era para perder, escrachando todos os pequenos e médios que votaram neles.
Para o servidor público anunciou que já colocou duas granadas nos bolsos e que aumento, nunca mais. No mesmo tom avisou, para os bancários do Banco do Brasil: vamos vender essa porra.
Muito explícito foi o Sr. Ricardo Salles com sua faceta criminosa sugerindo que enquanto todos estão atentos à luta contra o Covid-19, o governo aproveitasse para passar a boiada, ou seja, fazer tudo de ilegal, ilegítimo, impatriótico e destruidor com relação ao desmatamento e queimadas na Amazônia.
Weintrub, imaginando que o cabaré era inviolável, apontou para o STF e pediu prisão para os 11 bandidos que lá se reúnem e Damares, imaginando estar em cima da mais frondosa das goiabeiras, exigiu a prisão de todos os governadores e prefeitos que lutam para proteger seu povo e salvar vidas.
Após ver e rever com atenção a tal reunião, pior que a de qualquer grupo de torcida de futebol,ouso fazer uma provocação: mostrem o vídeo para um seleto grupo onde estejam Fernandinho Beira Mar, Marcola e outros chefe e ofereçam uma vaga naquele ministério e esperem as respostas.
É preciso cobrar de como se sentem os milhões de abnegados religiosos que apertaram o número 17 naquele fatídico dia de 2018, ao saberem que um funcionário administrativo da PRF, com 53 anos de idade, sem indicativo de risco, vindo a óbito pelo Covid-19 e a família receber uma nota protocolar de pesar do Diretor Geral da instituição e o ato provocar sua exoneração pelo Presidente da República e todos continuarem frequentando suas igrejas missas e cultos como se nada tivesse acontecido?
O gesto mede só o tamanho moral de quem vocês elegeram ou o de vocês também? Ou é uma coisa natural como comemorar um gol feito em impedimento pelo seu time?
Lembrem que os médicos cubanos expulsos daqui pelos seus votos estão sendo aclamados na Europa por salvarem milhares de vidas, que poderiam ter sido salvas aqui e que vocês devem orar por elas.
Ainda há tempo para uma pergunta: como vocês adoradores de Trump estão se sentindo vendo o Irã peitar as bravatas dele e atracar dois dos cinco navios com combustível em portos da Venezuela? É provável que depois da pandemia despenquem as vendas dos bonecos dos Super-heróis americanos, que não defendem o império de nada.
Como é incerto esperar ações vigorosas do STF para chamar o feito à ordem, devido seu histórico de frouxidão ante os militares, que vem desde o acolhimento frente ao General Floriano Peixoto no famoso caso do HC 300, na cassação de Márcio Moreira Alves pela ditadura de 1964 e no HC do Favretto, quando Toffoli aceitou a tutela de Villas Boas e do JN da Globo, com mais de 3 mil militares agarrados ao poder para dobrarem seus salários; a saída para o momento é reforçar o tapa na orelha dos Gaviões da Fiel, o recua, recua imposto pelas torcidas do Inter e do Grêmio frente os bolsomínios e as brigadas "antifas" que expulsou o gado das redondezas do cercadinho em Brasília.
Um sinal promissor é que parece que os EUA podem não estar com a bola cheia para bancar um novo 1964 no Brasil e Lula tem prestígio para recolocar o País na agenda mundial. Para tanto precisamos das torcidas organizadas e das brigadas "antifas" para ganhar a guerra de movimento nas ruas e inibir os arroubos do chefe de escoteiros Augusto Heleno. Pátria Livre, venceremos!

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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