Em sintonia com empresas, rodoviários ameaçam com paralisação

Geral


  • REGRAS CONTRA CORONAVÍRUS REDUZIRAM NÚMERO DE PASSAGEIROS; RODOVIÁRIOS QUEREM SALÁRIOS

  • A redução no número de passageiros pode provocar suspensão de serviço

 

Milton Alves Júnior
Diante da incógnita 
que gira em torno 
do pagamento salarial dos motoristas e cobradores que operam o transporte coletivo na região metropolitana de Aracaju, no início da manhã de ontem a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Aracaju (Sinttra), oficializou que a classe trabalhadora não descarta a possibilidade deflagrar greve por tempo indeterminado caso os respectivos direitos salariais não sejam integralmente respeitados. Essa ameaça foi confirmada na tarde de ontem ao JORNAL DO DIA, por meio do presidente sindical, Miguel Belarmino. Desde o mês de março o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) tem se queixado da redução diária de passageiros, bem como a consecutiva queda na arrecadação.
Contabilizando uma redução de 78% no número de passageiros, e queda no fluxo financeiro avaliado em R$ 11 milhões apenas no último mês de abril, no início deste mês de maio a direção do Setransp já havia apresentado indícios de instabilidade financeira, administrativa e operacional. Em resposta ao JD, o sindicato responsável por coordenar o serviço passou a não descartar a possibilidade, inclusive, de suspender a circulação dos ônibus pertencentes ao sistema integrado. Um serviço apontado como essencial, e, que, sem a pandemia do coronavírus, costumava transportar diariamente mais de 175 mil pessoas. Além de Aracaju, o transporte coletivo urbano atende ainda aos passageiros que residem ou trabalham nos municípios da Barra dos Coqueiros, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro.
Sem receita - Se mostrando preocupada com a continuidade dos índices negativos o Setransp destacou que "as empresas estão movendo esforços para não suspender o serviço, haja vista que as condições para manter a operação estão cada vez mais difíceis, próximo ao colapso, diante de uma arrecadação de 26% do habitual do setor e com custos para operação que não caíram na mesma proporção. A soma dos valores recebidos hoje não cobre nem os custos de combustíveis e pessoal." 
No início da primeira quinzena de abril eram menos de 90 casos confirmados e três mortes registradas. Miguel Belarmino disse reconhecer a situação delicada vivenciada por todos os brasileiros, mas garantiu que a categoria deve cruzar os braços a partir do dia 06 de junho caso os salários não sejam efetivados.
"Percebemos que a categoria está intolerante a novas medidas que provoquem sacrifício. Afirmo isso porque o cidadão trabalhador já está com jornada reduzida, o salário reduzido, sem ticket alimentação, e ainda chega à informação de que talvez o salário não seja pago na data correta. Assim fica tudo muito difícil. Da mesma forma que fomos surpreendidos pelo oficio indicando possibilidade de atraso no pagamento salarial pós quinto dia útil, o próprio Setransp também sabe que a decisão em deflagrar greve não se trata de uma simples ameaça", destacou o presidente sindical. A Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), também acompanha a situação.
No que se refere a redução da carga horária dos trabalhadores, Belarmino destacou que essa medida de fato foi aprovada pela categoria ainda no final do mês de março mas, ficou definido ainda que os representantes dos motoristas e cobradores ainda desejariam negociar o pagamento dos tickets de alimentação e a manutenção do plano de saúde. O presidente revelou ainda a proposta empresarial em não promover demissões. "Quando esse acordo foi assinado, a Convenção Extraordinária de Trabalho evitou a demissão de cerca de 350 profissionais. Depois disso passamos a ser avisados pelos próprios empresários que a qualquer momento pode haver demissões porque o sistema ficou insustentável devido à queda de passageiros", denunciou Miguel Belarmino que completou enaltecendo:
"Estamos aguardando o pagamento normalmente referente ao mês de maio trabalhado. Caso chegue no dia 06, após o quinto dia útil permitido por Lei e o cidadão pais e mães de família não observem o depósito dos seus direitos trabalhistas, podem ficar ciente que o sistema de transporte coletivo na região metropolitana vai parar até que os direitos sejam cumpridos."

Milton Alves Júnior

Diante da incógnita  que gira em torno  do pagamento salarial dos motoristas e cobradores que operam o transporte coletivo na região metropolitana de Aracaju, no início da manhã de ontem a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Aracaju (Sinttra), oficializou que a classe trabalhadora não descarta a possibilidade deflagrar greve por tempo indeterminado caso os respectivos direitos salariais não sejam integralmente respeitados. Essa ameaça foi confirmada na tarde de ontem ao JORNAL DO DIA, por meio do presidente sindical, Miguel Belarmino. Desde o mês de março o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) tem se queixado da redução diária de passageiros, bem como a consecutiva queda na arrecadação.
Contabilizando uma redução de 78% no número de passageiros, e queda no fluxo financeiro avaliado em R$ 11 milhões apenas no último mês de abril, no início deste mês de maio a direção do Setransp já havia apresentado indícios de instabilidade financeira, administrativa e operacional. Em resposta ao JD, o sindicato responsável por coordenar o serviço passou a não descartar a possibilidade, inclusive, de suspender a circulação dos ônibus pertencentes ao sistema integrado. Um serviço apontado como essencial, e, que, sem a pandemia do coronavírus, costumava transportar diariamente mais de 175 mil pessoas. Além de Aracaju, o transporte coletivo urbano atende ainda aos passageiros que residem ou trabalham nos municípios da Barra dos Coqueiros, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro.

Sem receita - Se mostrando preocupada com a continuidade dos índices negativos o Setransp destacou que "as empresas estão movendo esforços para não suspender o serviço, haja vista que as condições para manter a operação estão cada vez mais difíceis, próximo ao colapso, diante de uma arrecadação de 26% do habitual do setor e com custos para operação que não caíram na mesma proporção. A soma dos valores recebidos hoje não cobre nem os custos de combustíveis e pessoal." 
No início da primeira quinzena de abril eram menos de 90 casos confirmados e três mortes registradas. Miguel Belarmino disse reconhecer a situação delicada vivenciada por todos os brasileiros, mas garantiu que a categoria deve cruzar os braços a partir do dia 06 de junho caso os salários não sejam efetivados.
"Percebemos que a categoria está intolerante a novas medidas que provoquem sacrifício. Afirmo isso porque o cidadão trabalhador já está com jornada reduzida, o salário reduzido, sem ticket alimentação, e ainda chega à informação de que talvez o salário não seja pago na data correta. Assim fica tudo muito difícil. Da mesma forma que fomos surpreendidos pelo oficio indicando possibilidade de atraso no pagamento salarial pós quinto dia útil, o próprio Setransp também sabe que a decisão em deflagrar greve não se trata de uma simples ameaça", destacou o presidente sindical. A Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), também acompanha a situação.
No que se refere a redução da carga horária dos trabalhadores, Belarmino destacou que essa medida de fato foi aprovada pela categoria ainda no final do mês de março mas, ficou definido ainda que os representantes dos motoristas e cobradores ainda desejariam negociar o pagamento dos tickets de alimentação e a manutenção do plano de saúde. O presidente revelou ainda a proposta empresarial em não promover demissões. "Quando esse acordo foi assinado, a Convenção Extraordinária de Trabalho evitou a demissão de cerca de 350 profissionais. Depois disso passamos a ser avisados pelos próprios empresários que a qualquer momento pode haver demissões porque o sistema ficou insustentável devido à queda de passageiros", denunciou Miguel Belarmino que completou enaltecendo:
"Estamos aguardando o pagamento normalmente referente ao mês de maio trabalhado. Caso chegue no dia 06, após o quinto dia útil permitido por Lei e o cidadão pais e mães de família não observem o depósito dos seus direitos trabalhistas, podem ficar ciente que o sistema de transporte coletivo na região metropolitana vai parar até que os direitos sejam cumpridos."

 


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