O Futuro da Educação

Saumínio Nascimento

 

A iniciativa Futuros da Educação da Or
ganização das Nações Unidas para a 
Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) visa repensar a educação e moldar o futuro. A iniciativa está catalisando um debate global sobre como o conhecimento, a educação e o aprendizado precisam ser reimaginados em um mundo de crescente complexidade, incerteza e precariedade. 
É preciso lembrar que a educação está na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e que nós precisamos de um olhar além desse horizonte que se aproxima rapidamente, pois temos muitas realizações a serem cumpridas do ponto de vista de inclusão e equidade, por isso que a iniciativa Futuros da Educação da UNESCO mira o horizonte de 2050, antecipando e moldando os futuros mais próximos e mais distantes.
A UNESCO aponta que conhecimento e aprendizado são os maiores recursos renováveis da humanidade para responder aos desafios e inventar alternativas. No entanto, a educação faz mais do que responder a um mundo em mudança. A educação transforma o mundo. 
Essa iniciativa da UNESCO irá mobilizar as muitas maneiras de ser e conhecer, a fim de alavancar a inteligência coletiva da humanidade. Baseia-se em um amplo processo consultivo aberto que envolve jovens, educadores, sociedade civil, governos, empresas e outras partes interessadas. O trabalho será guiado por uma Comissão Internacional de alto nível de líderes de pensamento de diversos campos e diferentes regiões do mundo.
Vale registrar que está previsto para novembro de 2021, a publicação de um relatório destinado a compartilhar uma visão prospectiva do que a educação e o aprendizado ainda podem se tornar e oferecer uma agenda política. A iniciativa Futuros da Educação: Aprendendo a Tornar- se catalisará um debate global sobre como o conhecimento e a aprendizagem podem moldar o futuro da humanidade e do planeta.
A Comissão Internacional da UNECO que está cuidando do tema já realizou em janeiro de 2020 a primeira reunião e lançou um documento intitulado "Visão e enquadramento dos futuros da educação", destacando a visão, os princípios e os principais elementos que estruturam seu trabalho subsequente. A expectativa é a de que ocorra um amplo diálogo e engajamento global, reunindo a inteligência coletiva do mundo para entender e tornar possíveis as múltiplas possibilidades de melhoria da humanidade.
Neste cenário de futuros da educação tivemos uma excelente notícia bem recente, divulgada pela UNESCO em 15/05/2020, a de que um software brasileiro para habilidades de escrita (denominado de Letrus) é um dos dois vencedores do Prêmio Rei Hamad Bin Isa-Al Khalifa da UNESCO de 2019 pelo Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação na educação.
E esse software brasileiro ganhou o prêmio em uma edição cuja a temática era o uso da Inteligência Artificial para inovar na educação, ensino e aprendizagem. Por meio desse tema, a UNESCO visa promover aplicações efetivas e éticas da Inteligência Artificial na educação que estejam universalmente disponíveis.
O Letrus Writing Skills Program, desenvolvido pela empresa brasileira Letrus, é um programa de inteligência artificial com retorno automatizado sobre a escrita dos alunos. O objetivo é reduzir o analfabetismo funcional na língua portuguesa, apoiando alunos e professores do Ensino Médio.
O programa suporta as habilidades de escrita dos alunos por meio de feedback híbrido da inteligência artificial e das pessoas. Os alunos recebem retorno imediato do software, que pode identificar padrões de escrita, bem como retorno mais detalhado proveniente de correções humanas. Desde 2017, mais de 65 mil estudantes utilizam o programa em todos os estados brasileiros. Este é um exemplo de como podemos construir o futuro da educação no nosso país.
No quesito educação o Brasil tem muitos desafios a serem superados, basta analisar o último Censo Escolar da Educação Básica (a educação básica é essencial para a evolução da educação do nosso país), nele é possível verificar que o número de matrículas na educação infantil cresceu 12,6% de 2015 a 2019, atingindo 8,9 milhões em 2019, porém o crescimento decorreu, principalmente, do acréscimo de 706 mil matrículas em creches no período. Em 2019, foram registradas 26,9 milhões de matrículas no ensino fundamental, essa quantidade é 3,6% menor do que o registrado para 2015. A queda no número de matrículas foi similar nos anos iniciais (3,5%) e nos anos finais (3,7%) do ensino fundamental. Já no ensino médio de 2019 foram registradas 7,5 milhões de matrículas, sendo que o total de matrículas do ensino médio segue tendência de queda nos últimos anos, o que se deve tanto à redução da entrada proveniente do ensino fundamental (a matrícula do 9º ano caiu 8,3% de 2014 a 2018) quanto à melhoria do fluxo no ensino médio (a taxa de aprovação do ensino médio subiu 3,1 p.p. de 2014 a 2018). Nos últimos cinco anos, o número total de matrículas do ensino médio reduziu 7,6%.
Precisamos reverter essa tendência de redução de matrículas na educação básica brasileira e imagino que o projeto Futuros da Educação da UNESCO ajude-nos neste desafio. 

A iniciativa Futuros da Educação da Or ganização das Nações Unidas para a  Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) visa repensar a educação e moldar o futuro. A iniciativa está catalisando um debate global sobre como o conhecimento, a educação e o aprendizado precisam ser reimaginados em um mundo de crescente complexidade, incerteza e precariedade. 
É preciso lembrar que a educação está na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e que nós precisamos de um olhar além desse horizonte que se aproxima rapidamente, pois temos muitas realizações a serem cumpridas do ponto de vista de inclusão e equidade, por isso que a iniciativa Futuros da Educação da UNESCO mira o horizonte de 2050, antecipando e moldando os futuros mais próximos e mais distantes.
A UNESCO aponta que conhecimento e aprendizado são os maiores recursos renováveis da humanidade para responder aos desafios e inventar alternativas. No entanto, a educação faz mais do que responder a um mundo em mudança. A educação transforma o mundo. 
Essa iniciativa da UNESCO irá mobilizar as muitas maneiras de ser e conhecer, a fim de alavancar a inteligência coletiva da humanidade. Baseia-se em um amplo processo consultivo aberto que envolve jovens, educadores, sociedade civil, governos, empresas e outras partes interessadas. O trabalho será guiado por uma Comissão Internacional de alto nível de líderes de pensamento de diversos campos e diferentes regiões do mundo.
Vale registrar que está previsto para novembro de 2021, a publicação de um relatório destinado a compartilhar uma visão prospectiva do que a educação e o aprendizado ainda podem se tornar e oferecer uma agenda política. A iniciativa Futuros da Educação: Aprendendo a Tornar- se catalisará um debate global sobre como o conhecimento e a aprendizagem podem moldar o futuro da humanidade e do planeta.
A Comissão Internacional da UNECO que está cuidando do tema já realizou em janeiro de 2020 a primeira reunião e lançou um documento intitulado "Visão e enquadramento dos futuros da educação", destacando a visão, os princípios e os principais elementos que estruturam seu trabalho subsequente. A expectativa é a de que ocorra um amplo diálogo e engajamento global, reunindo a inteligência coletiva do mundo para entender e tornar possíveis as múltiplas possibilidades de melhoria da humanidade.
Neste cenário de futuros da educação tivemos uma excelente notícia bem recente, divulgada pela UNESCO em 15/05/2020, a de que um software brasileiro para habilidades de escrita (denominado de Letrus) é um dos dois vencedores do Prêmio Rei Hamad Bin Isa-Al Khalifa da UNESCO de 2019 pelo Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação na educação.
E esse software brasileiro ganhou o prêmio em uma edição cuja a temática era o uso da Inteligência Artificial para inovar na educação, ensino e aprendizagem. Por meio desse tema, a UNESCO visa promover aplicações efetivas e éticas da Inteligência Artificial na educação que estejam universalmente disponíveis.
O Letrus Writing Skills Program, desenvolvido pela empresa brasileira Letrus, é um programa de inteligência artificial com retorno automatizado sobre a escrita dos alunos. O objetivo é reduzir o analfabetismo funcional na língua portuguesa, apoiando alunos e professores do Ensino Médio.
O programa suporta as habilidades de escrita dos alunos por meio de feedback híbrido da inteligência artificial e das pessoas. Os alunos recebem retorno imediato do software, que pode identificar padrões de escrita, bem como retorno mais detalhado proveniente de correções humanas. Desde 2017, mais de 65 mil estudantes utilizam o programa em todos os estados brasileiros. Este é um exemplo de como podemos construir o futuro da educação no nosso país.
No quesito educação o Brasil tem muitos desafios a serem superados, basta analisar o último Censo Escolar da Educação Básica (a educação básica é essencial para a evolução da educação do nosso país), nele é possível verificar que o número de matrículas na educação infantil cresceu 12,6% de 2015 a 2019, atingindo 8,9 milhões em 2019, porém o crescimento decorreu, principalmente, do acréscimo de 706 mil matrículas em creches no período. Em 2019, foram registradas 26,9 milhões de matrículas no ensino fundamental, essa quantidade é 3,6% menor do que o registrado para 2015. A queda no número de matrículas foi similar nos anos iniciais (3,5%) e nos anos finais (3,7%) do ensino fundamental. Já no ensino médio de 2019 foram registradas 7,5 milhões de matrículas, sendo que o total de matrículas do ensino médio segue tendência de queda nos últimos anos, o que se deve tanto à redução da entrada proveniente do ensino fundamental (a matrícula do 9º ano caiu 8,3% de 2014 a 2018) quanto à melhoria do fluxo no ensino médio (a taxa de aprovação do ensino médio subiu 3,1 p.p. de 2014 a 2018). Nos últimos cinco anos, o número total de matrículas do ensino médio reduziu 7,6%.
Precisamos reverter essa tendência de redução de matrículas na educação básica brasileira e imagino que o projeto Futuros da Educação da UNESCO ajude-nos neste desafio. 

 


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