O governo acabou

Marcos Cardoso

 

O que falta para o fim do trágico governo Bolsonaro? Se falta apenas fechar o número necessário para formar o quórum qualificado, de dois terços dos deputados, para aprovar o impeachment na Câmara, então teremos que esperar. Em tempo de pandemia nada é mais importante do que unir esforços no combate ao inimigo invisível e fatal.
Da mesma forma, se o despejo for decidido pelo Judiciário, o que é menos provável, também teremos que esperar. Juiz é um animal que se arrasta mais lentamente do que o parlamentar.
Menos provável ainda parece ser a ideia de renúncia. Seja como for, há motivos para todas as opções. Os sucessivos crimes de responsabilidade cometidos por Bolsonaro já ensejaram 27 pedidos de impeachment protocolados na Câmara e o 28º está a caminho.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) anunciou na sexta-feira, 24, que decidiu ingressar com um pedido de impeachment contra o presidente, "tendo em vista os sucessivos crimes de responsabilidade cometidos por ele, assim como os graves atentados à saúde pública e à vida materializados no estímulo ao desrespeito às orientações das autoridades da área de Saúde no tocante à prevenção à pandemia do coronavírus".
Apenas para recordar fatos recentes, não esqueçamos das manifestações a favor da ditadura, apoiadas pelo próprio presidente da República.
Depois do pedido de demissão do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, confirmando a tentativa de Bolsonaro de usar a Polícia Federal para interesses pessoais, não há dúvida de que se tornou insustentável a sua situação no cargo.
Mediante constrangimento, o presidente solicitou documentos sigilosos da Polícia Federal, o que se enquadra na categoria de crimes de responsabilidade, passíveis da pena de perda do cargo. Ao que parece o ex-diretor geral da PF Maurício Valeixo foi exonerado por ter se negado a ser cúmplice do crime, daí o porquê da exoneração não aceita por Moro.
Bolsonaro quer proteger os filhos 01 e 02, que foram muito mal acostumados na malandragem. Um, o senador Flávio, é envolvido até o cano da pistola com o esquema miliciano do Rio de Janeiro e, sabe-se agora, segundo revela o The Intercept, usou dinheiro das rachadinhas, quando deputado estadual, para financiar o agora silenciado capitão Adriano na construção ilegal de edifícios de apartamentos. E ganhou muito dinheiro com isso.
O vereador Carlos, o 02, chefe do Gabinete do Ódio, é mentor de fake news contra o Congresso e até contra o Supremo Tribunal Federal.
Até o procurador-geral da República, Augusto Aras, veja só, pediu a abertura de um inquérito ao STF contra Bolsonaro para investigar as tentativas de interferência nos trabalhos da Polícia Federal.
O pedido feito os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça e corrupção passiva privilegiada. É a terceira investigação no STF que atinge o presidente.
E para o azar dos Bolsonaro, a equipe da PF que trabalha na investigação aberta pelo STF para apurar as notícias falsas lançadas nas redes sociais é a mesma que deverá tocar o inquérito que vai apontar os responsáveis pelas manifestações pró-ditadura, regidas pelo patriarca da família.
Parece que tudo se entrelaça na formação de uma tempestade perfeita que há de desabar sobre a cabeça mórbida de Jair Bolsonaro. 
Ele já não governa, não consegue aprovar mais nada do seu interesse no Congresso. Os pilares do seu governo estão desabando. Sérgio Moro foi embora, Paulo Guedes perdeu o rumo da economia e se transformou num fantoche de meias e máscara.
Até uma estrela em ascensão, o demitido Luiz Henrique Mandetta, que fazia um bom trabalho no Ministério da Saúde à frente do combate ao coronavírus, o vaidoso e ciumento Bolsonaro tratou de apagar.
O rei está nu.

O que falta para o fim do trágico governo Bolsonaro? Se falta apenas fechar o número necessário para formar o quórum qualificado, de dois terços dos deputados, para aprovar o impeachment na Câmara, então teremos que esperar. Em tempo de pandemia nada é mais importante do que unir esforços no combate ao inimigo invisível e fatal.
Da mesma forma, se o despejo for decidido pelo Judiciário, o que é menos provável, também teremos que esperar. Juiz é um animal que se arrasta mais lentamente do que o parlamentar.
Menos provável ainda parece ser a ideia de renúncia. Seja como for, há motivos para todas as opções. Os sucessivos crimes de responsabilidade cometidos por Bolsonaro já ensejaram 27 pedidos de impeachment protocolados na Câmara e o 28º está a caminho.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) anunciou na sexta-feira, 24, que decidiu ingressar com um pedido de impeachment contra o presidente, "tendo em vista os sucessivos crimes de responsabilidade cometidos por ele, assim como os graves atentados à saúde pública e à vida materializados no estímulo ao desrespeito às orientações das autoridades da área de Saúde no tocante à prevenção à pandemia do coronavírus".
Apenas para recordar fatos recentes, não esqueçamos das manifestações a favor da ditadura, apoiadas pelo próprio presidente da República.
Depois do pedido de demissão do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, confirmando a tentativa de Bolsonaro de usar a Polícia Federal para interesses pessoais, não há dúvida de que se tornou insustentável a sua situação no cargo.
Mediante constrangimento, o presidente solicitou documentos sigilosos da Polícia Federal, o que se enquadra na categoria de crimes de responsabilidade, passíveis da pena de perda do cargo. Ao que parece o ex-diretor geral da PF Maurício Valeixo foi exonerado por ter se negado a ser cúmplice do crime, daí o porquê da exoneração não aceita por Moro.
Bolsonaro quer proteger os filhos 01 e 02, que foram muito mal acostumados na malandragem. Um, o senador Flávio, é envolvido até o cano da pistola com o esquema miliciano do Rio de Janeiro e, sabe-se agora, segundo revela o The Intercept, usou dinheiro das rachadinhas, quando deputado estadual, para financiar o agora silenciado capitão Adriano na construção ilegal de edifícios de apartamentos. E ganhou muito dinheiro com isso.
O vereador Carlos, o 02, chefe do Gabinete do Ódio, é mentor de fake news contra o Congresso e até contra o Supremo Tribunal Federal.
Até o procurador-geral da República, Augusto Aras, veja só, pediu a abertura de um inquérito ao STF contra Bolsonaro para investigar as tentativas de interferência nos trabalhos da Polícia Federal.
O pedido feito os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça e corrupção passiva privilegiada. É a terceira investigação no STF que atinge o presidente.
E para o azar dos Bolsonaro, a equipe da PF que trabalha na investigação aberta pelo STF para apurar as notícias falsas lançadas nas redes sociais é a mesma que deverá tocar o inquérito que vai apontar os responsáveis pelas manifestações pró-ditadura, regidas pelo patriarca da família.
Parece que tudo se entrelaça na formação de uma tempestade perfeita que há de desabar sobre a cabeça mórbida de Jair Bolsonaro. 
Ele já não governa, não consegue aprovar mais nada do seu interesse no Congresso. Os pilares do seu governo estão desabando. Sérgio Moro foi embora, Paulo Guedes perdeu o rumo da economia e se transformou num fantoche de meias e máscara.
Até uma estrela em ascensão, o demitido Luiz Henrique Mandetta, que fazia um bom trabalho no Ministério da Saúde à frente do combate ao coronavírus, o vaidoso e ciumento Bolsonaro tratou de apagar.
O rei está nu.

 


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