Tubarão é capturado por pescadores na Caueira

Geral


  • O tubarão ficou preso na rede dos pescadores

 

Milton Alves Júnior
Um tubarão de quatro 
metros, pertencente à 
espécie tigre, foi capturado na manhã de ontem por pescadores na praia da Caueira, município de Itaporanga d'Ajuda, região Sul do estado de Sergipe. Paralelo ao tamanho do animal, chamou a atenção dos órgãos de monitoramento ambiental o fato de se tratar de uma fêmea que estava prenha. De acordo com Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), não há na legislação brasileira qualquer indicativo de período de defeso legalmente instituído para a espécie. Independentemente de se tratar de um tubarão fêmea e carregando filhotes, o órgão federal reconheceu que os pescadores não devem ser punidos judicialmente pela ação.
Apesar desta constatação, a superintendência regional do Ibama enalteceu que, a exceção deve ocorrer caso o resultado das análises técnicas apresentem a espécie capturada na lista de animais ameaçados de extinção. "Caso essa possibilidade seja comprovada por meio de demonstrações técnicas, as medidas pertinentes serão adotadas com base na lei de crimes ambientais", informou o instituto. Presente no Artigo 29 da Lei nº 9.605 de 12 de Fevereiro de 1998, a ação matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida, pode resultar em detenção de seis meses a um ano, e multa.
Para o biólogo Victor Medeiros, a pesca com redes de grande extensão acaba contribuindo para que animais em plena fase de reprodução acabem sendo vítimas dos seres humanos. Ele diz reconhecer a legalidade da pesca em mais de 95% da costa brasileira, mas enaltece a forma como um grupo de pescadores segue agindo. "Na minha opinião é um crime; um tubarão fêmea, prenha e prestes a dar filhotes sendo removido do seu habitat natural por pescadores com o auxílio de redes. Se observou que se tratava de um animal nessas condições, que buscassem auxílio para removê-lo da rede e devolvesse ao mar. Infelizmente no Brasil poucos são os locais onde pescas dessa natueza são proibidas", disse.
Ainda na areia da praia o animal foi removido da rede de pesca, fatiado e distrubuído entre os pescadores. Questiondo sobre a possibilidade de essa carne apresentar alto índice de mercúrio e metais pesados, bem como alto teor de amônia, o biólogo confirmou o fato ao JORNAL DO DIA. "Essa situação ocorre em virtude da idade do animal, como também por ter atingido o da respectivo ponto alto da cadeia alimentar. Um animal de quatro metros, como foi esse registrado no litoral Sul do nosso estado, certamente está inserido nesse grupo. Prefiro não entrar no mérito da ação produzida pelos pescadores, apenas reforço minha tese de os governantes passarem a rever a legislação arcaica que ainda possuímos quando se trata de meio ambiente", completou Victor Medeiros.

Milton Alves Júnior

Um tubarão de quatro  metros, pertencente à  espécie tigre, foi capturado na manhã de ontem por pescadores na praia da Caueira, município de Itaporanga d'Ajuda, região Sul do estado de Sergipe. Paralelo ao tamanho do animal, chamou a atenção dos órgãos de monitoramento ambiental o fato de se tratar de uma fêmea que estava prenha. De acordo com Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), não há na legislação brasileira qualquer indicativo de período de defeso legalmente instituído para a espécie. Independentemente de se tratar de um tubarão fêmea e carregando filhotes, o órgão federal reconheceu que os pescadores não devem ser punidos judicialmente pela ação.
Apesar desta constatação, a superintendência regional do Ibama enalteceu que, a exceção deve ocorrer caso o resultado das análises técnicas apresentem a espécie capturada na lista de animais ameaçados de extinção. "Caso essa possibilidade seja comprovada por meio de demonstrações técnicas, as medidas pertinentes serão adotadas com base na lei de crimes ambientais", informou o instituto. Presente no Artigo 29 da Lei nº 9.605 de 12 de Fevereiro de 1998, a ação matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida, pode resultar em detenção de seis meses a um ano, e multa.
Para o biólogo Victor Medeiros, a pesca com redes de grande extensão acaba contribuindo para que animais em plena fase de reprodução acabem sendo vítimas dos seres humanos. Ele diz reconhecer a legalidade da pesca em mais de 95% da costa brasileira, mas enaltece a forma como um grupo de pescadores segue agindo. "Na minha opinião é um crime; um tubarão fêmea, prenha e prestes a dar filhotes sendo removido do seu habitat natural por pescadores com o auxílio de redes. Se observou que se tratava de um animal nessas condições, que buscassem auxílio para removê-lo da rede e devolvesse ao mar. Infelizmente no Brasil poucos são os locais onde pescas dessa natueza são proibidas", disse.
Ainda na areia da praia o animal foi removido da rede de pesca, fatiado e distrubuído entre os pescadores. Questiondo sobre a possibilidade de essa carne apresentar alto índice de mercúrio e metais pesados, bem como alto teor de amônia, o biólogo confirmou o fato ao JORNAL DO DIA. "Essa situação ocorre em virtude da idade do animal, como também por ter atingido o da respectivo ponto alto da cadeia alimentar. Um animal de quatro metros, como foi esse registrado no litoral Sul do nosso estado, certamente está inserido nesse grupo. Prefiro não entrar no mérito da ação produzida pelos pescadores, apenas reforço minha tese de os governantes passarem a rever a legislação arcaica que ainda possuímos quando se trata de meio ambiente", completou Victor Medeiros.

 


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