Rio São Francisco em Sergipe tem um aumento de aproximadamente 40% na vazão

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  • Defesa Civil pede que população ribeirinha que construiu na calha do rio deve estar atenta a inundação

 

A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) iniciou, desde a 0h de ontem, a operação de elevação da vazão do Reservatório de Xingó, no Rio São Francisco, em Sergipe, para o patamar de uma vazão média diária de 1.100 m³/s, em decorrência das chuvas historicamente acima da média. O movimento determinado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e com concordância da Agência Nacional de Águas (ANA), tem como base do valor mínimo estabelecido pela Resolução ANA No 2081/2017, em função do atingimento de 60% de armazenamento para o Reservatório de Sobradinho em todos os cenários estudados.
A vazão de Xingó passou do patamar diário, em dias úteis, de uma média de 800 m³/s para os atuais 1.100³/s. O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Sedurbs, orienta a população que habita irregularmente as áreas ribeirinhas situadas na calha principal do rio, para deixar o local já que pode haver inundação. A quantidade de água que vem sendo liberada vai elevar o nível do rio em cerca de 30 a 40 cm.
A Defesa Civil do Estado já orientou as Defesas Civis Municipais da região do Baixo São Francisco para a necessidade de escoamento de ribeirinhos que fizeram construções inapropriadas nas calhas dos rios, onde a água pode atingir com o aumento da vazão. Segundo o Diretor da Defesa Civil Estadual, Cel. Alexandre José, é importante ressaltar que isso não significa dizer essa vazão vai adentrar as cidades. "Não há risco de inundação nas cidades, longe disso, porque os municípios ribeirinhos são altos em relação ao nível do rio. Mas, é importante observar os habitantes próximos às regiões que construíram em local onde já foi leito do rio", explica.
Segundo o coronel, essa orientação se estende para outros trechos do São Francisco, onde ocorreram chuvas acima da média e os afluentes do rio excederam o volume de água. "Na prática é necessária essa observação também nos outros municípios ribeirinhos que ficam depois de Xingó. Ontem nós vimos o exemplo do aumento da vazão observado no rio. Em Propriá, por exemplo, a medição mostrou uma vazão de mais de 2 mil metros cúbicos por segundo, pois o rio recebeu uma grande contribuição dos riachos Capivara e Ipanema, vindo de trechos mais altos do São Francisco", relata.
Na carta circular divulgada ontem pela Chesf, assinada pelo Diretor de Operações, Tony Ulysses Rodrigues de Matos Firmino, a empresa explica que pode haver novas alterações no valor da vazão para acima dos que foram divulgados. "É fundamental chamar atenção para o fato de que, a depender das condições de atendimento ao Sistema Interligado Nacional - SIN, poderá ocorrer a necessidade de aumento de geração da UHE Xingó acima dos valores supracitados. Neste sentido, evidencia-se a importância da não ocupação de áreas ribeirinhas situadas na calha principal do rio, já que pode haver inundação", explicou.

A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) iniciou, desde a 0h de ontem, a operação de elevação da vazão do Reservatório de Xingó, no Rio São Francisco, em Sergipe, para o patamar de uma vazão média diária de 1.100 m³/s, em decorrência das chuvas historicamente acima da média. O movimento determinado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e com concordância da Agência Nacional de Águas (ANA), tem como base do valor mínimo estabelecido pela Resolução ANA No 2081/2017, em função do atingimento de 60% de armazenamento para o Reservatório de Sobradinho em todos os cenários estudados.
A vazão de Xingó passou do patamar diário, em dias úteis, de uma média de 800 m³/s para os atuais 1.100³/s. O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Sedurbs, orienta a população que habita irregularmente as áreas ribeirinhas situadas na calha principal do rio, para deixar o local já que pode haver inundação. A quantidade de água que vem sendo liberada vai elevar o nível do rio em cerca de 30 a 40 cm.
A Defesa Civil do Estado já orientou as Defesas Civis Municipais da região do Baixo São Francisco para a necessidade de escoamento de ribeirinhos que fizeram construções inapropriadas nas calhas dos rios, onde a água pode atingir com o aumento da vazão. Segundo o Diretor da Defesa Civil Estadual, Cel. Alexandre José, é importante ressaltar que isso não significa dizer essa vazão vai adentrar as cidades. "Não há risco de inundação nas cidades, longe disso, porque os municípios ribeirinhos são altos em relação ao nível do rio. Mas, é importante observar os habitantes próximos às regiões que construíram em local onde já foi leito do rio", explica.

Segundo o coronel, essa orientação se estende para outros trechos do São Francisco, onde ocorreram chuvas acima da média e os afluentes do rio excederam o volume de água. "Na prática é necessária essa observação também nos outros municípios ribeirinhos que ficam depois de Xingó. Ontem nós vimos o exemplo do aumento da vazão observado no rio. Em Propriá, por exemplo, a medição mostrou uma vazão de mais de 2 mil metros cúbicos por segundo, pois o rio recebeu uma grande contribuição dos riachos Capivara e Ipanema, vindo de trechos mais altos do São Francisco", relata.
Na carta circular divulgada ontem pela Chesf, assinada pelo Diretor de Operações, Tony Ulysses Rodrigues de Matos Firmino, a empresa explica que pode haver novas alterações no valor da vazão para acima dos que foram divulgados. "É fundamental chamar atenção para o fato de que, a depender das condições de atendimento ao Sistema Interligado Nacional - SIN, poderá ocorrer a necessidade de aumento de geração da UHE Xingó acima dos valores supracitados. Neste sentido, evidencia-se a importância da não ocupação de áreas ribeirinhas situadas na calha principal do rio, já que pode haver inundação", explicou.

 


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