Só Jesus na causa

Rita Oliveira


Após a conferência ontem dos governadores do Nordeste com o presidente Bolsonaro o governador Belivaldo Chagas teve a humildade de agradecer, pelo twitter, as medidas anunciadas por ele para ajudar os estados e municípios nesse momento de pandemia do coronavírus. "Agradeço pelas medidas e vamos juntos fazer com que a gente siga em frente e, automaticamente, vença esse momento tão difícil", disse.

 

Só Jesus na causa

 

Em meio à crise mundial com a pande
mia do novo coronavírus (Covid-19), 
que já matou milhares de pessoas no mundo e no Brasil 34 até ontem às 18h, matando somente em um único dia na Itália, no sábado passado, 793 pessoas, o presidente Jair Bolsonaro continua mostrando despreparo para governar o país.
Primeiro faz pouco caso do vírus mortal, quando 24 membros da sua comitiva que esteve com ele nos Estados Unidos foram contaminados pelo coronavírus e ele seguiu estimulando a manifestação política do dia 15 de março contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o STF. Como se não bastasse, no dia da manifestação foi cumprimentar com aperto de mão os que faziam a manifestação em frente ao Planalto.
Diante da grande repercussão negativa, ele continuou negando que estava com o vírus, quando quase sua comitiva e alguns auxiliares contrariam. Se recusou a mostrar o resultado dos exames feitos e disse que sobreviveu a uma facada na campanha eleitoral de 2018 e não ia ser uma "gripezinha" que iria derrubá-lo.     
Ainda demonstrando para o povo brasileiro que não estava nem ai para o coronavírus, por considerar uma "histeria", chegou a anunciar que faria uma "festinha tradicional" no dia 21 de março para comemorar seu aniversário de 65 anos e da mulher no dia seguinte.
Está indo de encontro as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que é preciso evitar aglomerações e contato com pessoas, passando para o povo brasileiro uma realidade bem diferente. Realidade essa que tira a vida das pessoas e vem afetando a economia no mundo com a rápida propagação do vírus, que é silencioso e mortal.  
Fazendo pouco caso desse vírus, Bolsonaro não tomou nenhuma medida para fechar fronteiras, shoppings, cinemas, teatro, escolas, comércio, bancos entre outros estabelecimentos para evitar aglomerações e conter a epidemia. Ainda  criticou os governadores por adotarem medidas para conter a Covid-19 dizendo que vão "prejudicar a economia".
Como se não bastasse todos esses devaneios Bolsonaro baixou no domingo passado a Medida Provisória (MP) 927 com medidas trabalhistas decorrente da pandemia da Covid-19. Uma delas afeta diretamente o trabalhador por permitir que o empregador suspenda o contrato de trabalho por até quatro meses, para participação do empregado em curso de qualificação profissional não presencial, oferecido pela empresa ou por outra instituição, sem que receba salário.
Com essa medida, o presidente está levando o povo a não morrer somente pelo vírus, mas de fome. Ele vai na contramão do que os países europeus têm feito: usar a máquina pública para sustentar a renda dos trabalhadores durante a crise sanitária mundial.
Mas graças as críticas da imprensa e reação do Congresso Nacional, Bolsonaro voltou atrás em querer desempregar o trabalhador por quatro meses. Anunciou ontem, pelo twitter, que ordenou a retirada do artigo 18 da MP 927, que previa a suspensão de quatro meses de salário do trabalhador durante a pandemia de coronavírus.
Por esses atos insanos, um grupo de advogados solicitou no último sábado, junto ao Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF), que o presidente Bolsonaro seja interditado, ou seja, considerado incapaz para os atos da vida civil.
O conjunto intitulado de "Advogados e Advogadas pela Democracia" pede que seja feita uma avaliação psiquiátrica de Jair Bolsonaro. De acordo com a representação, as atitudes de Bolsonaro parecem "configurar considerável grau de desorientação e confusão psíquica".
Com Bolsonaro só Jesus na causa!

Em meio à crise mundial com a pande mia do novo coronavírus (Covid-19),  que já matou milhares de pessoas no mundo e no Brasil 34 até ontem às 18h, matando somente em um único dia na Itália, no sábado passado, 793 pessoas, o presidente Jair Bolsonaro continua mostrando despreparo para governar o país.
Primeiro faz pouco caso do vírus mortal, quando 24 membros da sua comitiva que esteve com ele nos Estados Unidos foram contaminados pelo coronavírus e ele seguiu estimulando a manifestação política do dia 15 de março contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o STF. Como se não bastasse, no dia da manifestação foi cumprimentar com aperto de mão os que faziam a manifestação em frente ao Planalto.
Diante da grande repercussão negativa, ele continuou negando que estava com o vírus, quando quase sua comitiva e alguns auxiliares contrariam. Se recusou a mostrar o resultado dos exames feitos e disse que sobreviveu a uma facada na campanha eleitoral de 2018 e não ia ser uma "gripezinha" que iria derrubá-lo.     
Ainda demonstrando para o povo brasileiro que não estava nem ai para o coronavírus, por considerar uma "histeria", chegou a anunciar que faria uma "festinha tradicional" no dia 21 de março para comemorar seu aniversário de 65 anos e da mulher no dia seguinte.
Está indo de encontro as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que é preciso evitar aglomerações e contato com pessoas, passando para o povo brasileiro uma realidade bem diferente. Realidade essa que tira a vida das pessoas e vem afetando a economia no mundo com a rápida propagação do vírus, que é silencioso e mortal.  
Fazendo pouco caso desse vírus, Bolsonaro não tomou nenhuma medida para fechar fronteiras, shoppings, cinemas, teatro, escolas, comércio, bancos entre outros estabelecimentos para evitar aglomerações e conter a epidemia. Ainda  criticou os governadores por adotarem medidas para conter a Covid-19 dizendo que vão "prejudicar a economia".
Como se não bastasse todos esses devaneios Bolsonaro baixou no domingo passado a Medida Provisória (MP) 927 com medidas trabalhistas decorrente da pandemia da Covid-19. Uma delas afeta diretamente o trabalhador por permitir que o empregador suspenda o contrato de trabalho por até quatro meses, para participação do empregado em curso de qualificação profissional não presencial, oferecido pela empresa ou por outra instituição, sem que receba salário.
Com essa medida, o presidente está levando o povo a não morrer somente pelo vírus, mas de fome. Ele vai na contramão do que os países europeus têm feito: usar a máquina pública para sustentar a renda dos trabalhadores durante a crise sanitária mundial.
Mas graças as críticas da imprensa e reação do Congresso Nacional, Bolsonaro voltou atrás em querer desempregar o trabalhador por quatro meses. Anunciou ontem, pelo twitter, que ordenou a retirada do artigo 18 da MP 927, que previa a suspensão de quatro meses de salário do trabalhador durante a pandemia de coronavírus.
Por esses atos insanos, um grupo de advogados solicitou no último sábado, junto ao Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF), que o presidente Bolsonaro seja interditado, ou seja, considerado incapaz para os atos da vida civil.
O conjunto intitulado de "Advogados e Advogadas pela Democracia" pede que seja feita uma avaliação psiquiátrica de Jair Bolsonaro. De acordo com a representação, as atitudes de Bolsonaro parecem "configurar considerável grau de desorientação e confusão psíquica".
Com Bolsonaro só Jesus na causa!

Critica a MP 1

Ontem pela manhã diversos senadores usaram as redes sociais para se posicionar contra a MP 927, que, para eles, prejudicaria os trabalhadores. O líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE), classificou a MP como uma "crueldade contra o trabalhador". "No momento em que os trabalhadores mais precisam, Governo Bolsonaro edita uma MP permitindo o confisco de salário dos trabalhadores por meses. Enquanto o mundo se mobiliza para proteger o emprego e a renda do trabalhador nesse momento difícil, Bolsonaro edita uma MP na calada da noite de domingo que permite suspender o contrato trabalhista. É revoltante!".

Critica a MP 2

Prossegue Rogério: "Não se salva a economia sem pensar nos seres humanos!. A MP de Bolsonaro, editada na calada da noite deste domingo, é revoltante, cruel, desumana. Não fala como os brasileiros vão pagar o aluguel, a conta de água, luz, cesta básica. Agrava ainda mais a situação dos trabalhadores. É possível, tem recursos e é viável. Governo Federal não pode fazer o povo ter que escolher entre morrer de fome adotando medidas para suspender a renda dos trabalhadores, ou morrer do vírus".

Até que enfim

Somente ontem à tarde o presidente Bolsonaro participou de vídeo conferência, em separado, com governadores do Nordeste e do Norte para discutir ações de enfrentamento ao novo coronavírus. O governador Belivaldo Chagas (PSD) participou da conferência dos governadores nordestinos no Palácio de Despachos.

Ajuda federal

Na conferência, Bolsonaro anunciou algumas medidas emergenciais para socorrer os estados e municípios. Falou de um plano de R$ 85,8 bilhões para fortalecer os entes federados, que diz respeito a transferência para a saúde  de R$ 8 bilhões; reposição do FPE e FPM em R$ 16 bilhões; suspensão das dívidas dos Estados com a União em R$ 12,6 bilhões; Orçamento Assistencial Social: R$ 2 bilhões; Renegociação com bancos: R$ 9,6 bilhões (d&iacut e;vidas de estados e municípios com bancos);  Operações com facilitação de créditos: R$ 40 bilhões; Seguro para perda de arrecadação de transferência da União. Garantia de manutenção do FPE e FPM aos mesmos níveis de 2019, entre outras.

Avaliação das medidas 1

Do governador Belivaldo Chagas após conferência com Bolsonaro: "Entendo que é hora de integração de ações em nome do Brasil. Em alguns momentos saímos um pouco à frente, pois entendemos a necessidade de ações imediatas para cada Estado, até mesmo porque temos um país de extensão continental. Às vezes é necessário que a gente to me ações de forma isolada para que no conjunto, acabe acertando. É melhor errar tentando do que por omissão. Tenho certeza absoluta que ao final estaremos todos unidos nessa luta".

Avaliação das medidas 2

Prossegue: "No geral, fiquei satisfeito pelas colocações feitas. Dúvidas foram dirimidas, mas insisto na importância de que o Ministério da Saúde agilize a entrega de insumos e equipamentos de modo geral. Faço um questionamento apenas em relação às notas dos Estados. Estados com nota C, com essa abertura de crédito, e a possibilidade da Secretaria de Tesouro Nacional reavaliar essa situação que é extremante importante. Resolvendo essa questão de condições para que os Estados possam buscar recursos, e essa ação integrada entre os governos dos Estad os e o G overno Federal vai fazer com que a população brasileira sinta-se mais tranquila".

Com os demais governadores

Será hoje a conferência de Bolsonaro com os governadores das regiões Centro-oeste, Sudeste e Sul com a mesma pauta de ajuda do governo federal aos estados e municípios nesse momento de pandemia do novo coronavírus.

Na Alese 1

Nesta terça-feira estará sendo protocolado na Assembleia Legislativa pedido de calamidade financeira do Poder Executivo em razão da Covid-19. O governo Belivaldo também estará protocolando projeto de lei estabelecendo multas e penalidades para as pessoas físicas e jurídicas que desrespeitarem o decreto nº 40.560, de 16 de março de 2020, que dispõe de medidas de enfrentamento e prevenção à epidemia causada pelo vírus.

Na Alese 2

Outros projetos a serem protocolados hoje: um que cria a linha de crédito de R$ 50 milhões para pequenos empreendedores que pertencem aos setores da indústria, comércio e serviços. Serão contempladas também as pessoas físicas que atuam informalmente na economia; um estabelecendo um período de carência, tempo para o pagamento e juros baixos para os empreendedores; e um outro criando o cartão-inclusão para atender 22 mil pessoas, com uma ajuda de R$ 100 reais. Os rec ursos se rão do Fundo da Pobreza.

Na Alese 3

O presidente da Assembleia, Luciano Bispo (MDB),  já se comprometeu com o governador de colocar esses projetos para discussão e votação nessa quarta-feira. Garantiu a convocação dos deputados para votar essas matérias de interesse público, em sessão ordinária.

Do ex-senador Almeida Lima (PRTB), pré-candidato a prefeito de Aracaju em 2020, sobre as discussões em torno do adiamento das eleições deste ano e até prorrogação de mandatos: "Adiar as eleições, sim.

Prorrogar mandatos, não. Prorrogar mandatos é inconstitucional, e a norma é Cláusula Pétrea, além de ser uma norma principiológica, norma superior, que é o Parágrafo Único do artigo 1° da CF - "O poder emana do povo...".

Veja essa ...

O presidente Jair Bolsonaro tem a pior avaliação sobre a gestão da crise do coronavírus no Brasil em comparação com o desempenho dos governadores e do Ministério da Saúde. A pesquisa feita pelo Datafolha, que ouviu 1.558 pessoas entre 18 e 20 de março, aponta que Bolsonaro tem aprovação de 35% na gestão da crise; os governadores são avaliados com uma atuação boa ou ótima por 54% dos entrevistados. Já o Ministério da Saúde, comandado por Luiz Henrique Mandetta, recebeu a aprovação de 55% dos entrevistados.

Curtas

Do vice-presidente nacional do PT, ex-deputado federal Márcio Macedo, sobre a MP 927 do presidente da República: "O trabalhador pode até escapar do coronavírus, mas não escapa de Bolsonaro, morre de fome. É Bolsonaro escolhendo quem deve viver e quem deve morrer.

Está em análise na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 684/20, de autoria do deputado federal João Daniel (PT-SE), que veda o corte, por parte das empresas concessionárias, do fornecimento de água e de energia elétrica para consumidores de baixa renda, em caso de pandemias reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os governadores nordestinos chegaram a pedir a China ajuda com materiais para conter a doença. Ainda diante da inércia do governo ao vírus, os estados firmaram uma parceria para o repasse de equipamentos de proteção individual, como máscara. O governo da Bahia, por exemplo, forneceu esses equipamentos ao Piauí e outros estados.

No combate à pandemia do novo coronavírus a Prefeitura de Aracaju conseguiu autorização da Anvisa para colocar em prática a aferição da temperatura, via termômetro digital, nos passageiros que desembarcarem no Aeroporto de Aracaju. 

 


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