O PLEBISCITO FRACASSOU

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
Há 59 anos e meses, um residente eleito e empossado com o poder simbólico de empunhar uma vassoura para varrer a corrupção do País, tentou através do gesto tresloucado da renúncia, voltar nos braços do povo e implantar uma ditadura.
Eleito presidente em 1960, Jânio Quadros, não era um político desconhecido do Brasil, como o louco de agora, ao contrário, era um reconhecido professor da Gramática e da língua Portuguesa, intelectual e debatedor brilhante, com tiradas capazes de destruir os opositores.
Já tinha sido campeão de votos paravVereador na capital paulista, prefeito da cidade de São Paulo onde dava passos largos para sepultar o adhemarismo e fazer florescer o janismo.
Eleito presidente, com uma votação esmagadora sobre o Marechal Lott, maior democrata das Forças Armadas, até hoje, iniciou um governo com a marca do inusitado, sempre surpreendendo a Nação com gestos, frases e medidas de impactos na economia, na geopolítica e nas vidas do cotidiano do povo.
No auge de sua loucura e egocentrismo julgou que poderia fechar o Congresso e governar por decretos e deu um tiro no pé. Renunciou na espera de voltar nos braços do povo, e o povo não estava lá.
Não contava com as espertezas das raposas do Congresso, teve sua renúncia aceita em tempo recorde e teve que sair às pressas pelo mundo afora, atordoado como quem acordou duma bebedeira e não sabe o que aconteceu e conta histórias que ninguém acredita.
Pois bem, quase seis décadas depois, aparece um sujeito desqualificado, conhecido apenas de um curral eleitoral controlado por milicianos e apoiado pelos que habitam os sarcófagos da ditadura militar, que se torna a última carta do baralho que o mercado precisava para consolidar mais um golpe de estado na América do Sul, fazendo despertar 57 milhões de retardados, misóginos, preconceituosos, escravocratas e descerebrados, e o colocar no posto de presidente do Brasil.
A fórmula utilizada para dar o passo necessário para destruir uma economia que se impunha como uma das mais sólidas e promissoras do mundo capitalista foi a reedição do método de Goelbbs: mentir, mentir e mentir, que as massas ignóbeis acabam acreditando ser verdade.
O alerta contra a enxurrada de mentiras, agora chamadas de Fake News, já fora dado por alguém bem conhecido do mundo todo. Disse ele: "Uma mentira dá meia volta ao mundo, antes que a verdade tenha tempo de vestir as calças".
Hoje, tem muita gente arrependida que tenta purificar a alma, no exame de consciência e diz: "a culpa é da esquerda que não teve competência de alertar a população do perigo". Mentira, a culpa é de quem não quis ouvir, sequer, a natureza, no exemplo da abelha com a mosca. "Por mais que a abelha explique à mosca que a flor é melhor que o lixo, a mosca não entenderá; porque sempre viveu no lixo".
No dia em que imaginou ser seu dia de glória e ser aclamado por manifestações em todo o Brasil, se deu por conta do fracasso e cometeu seu maior gesto de irresponsabilidade ao contrariar todas as recomendações dos organismos de saúde, nacionais e internacionais, inclusive seu Ministério da Saúde, por pirraça porque o ministro está ajudando Dória e Witzel, indo testar sua popularidade ante o pequeno grupo que o esperava frente ao Palácio.
Arriscou e perdeu. Sabendo que tudo no Brasil de 2020 é plebiscitário em relação ao seu desastrado governo; sabendo que sua aventura de dar um golpe respaldado pelo povo fracassou; sabendo que já há uma contagem regressiva para apeá-lo do poder; sabendo que seu posto ipiranga caminha para lacrar as bombas e fechar a loja de conveniência; mesmo assim, fez-se de desentendido, vestiu o paletó, chamou sua guarda e foi descer a rampa com cara de que nada tinha acontecido na véspera.
Para surpresa geral, foi recebido por uns gatos pingados entre os quais um haitiano que lavou as almas de milhões de brasileiros, ao dizer, "você não é presidente mais. Ocupa o espaço de presidente; Palácio de Presidente; salário de presidente, mas não exerce a presidência. Você está espalhando vírus e matando brasileiros".
Juro que não esperava viver para ouvir um haitiano, representante daqueles 63 assassinados sob o jugo de Heleno, dizer o que está engasgado em milhões de gargantas.
Juro também, que não esperava que esse verme, em apenas 14 meses, já estivesse levando surras morais de gente da sua laia como Dória e Witzel.
Inacreditável mesmo foi ver os bolsonaristas agredirem verbalmente o governador de Goiás, que tentou impedi-los de realizarem a manifestação que atentava contra a saúde pública.
Ronaldo Caiado é médico e um dos homens mais reacionários do Brasil, é de extrema direita e fundador da UDR, entidade acusada de comandar massacres no campo e um dos mais ferrenhos atacadores do PT, de Lula e Dilma.
Em São Paulo, o major Olímpio quase sai no tapa com o governador Dória, em uma reunião do governador com policiais civis.
O major senador estava com um coronel deputado federal, ambos do PSL, representando a podridão do tecido social que emergiu nas eleições de 2018.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Há 59 anos e meses, um residente eleito e empossado com o poder simbólico de empunhar uma vassoura para varrer a corrupção do País, tentou através do gesto tresloucado da renúncia, voltar nos braços do povo e implantar uma ditadura.
Eleito presidente em 1960, Jânio Quadros, não era um político desconhecido do Brasil, como o louco de agora, ao contrário, era um reconhecido professor da Gramática e da língua Portuguesa, intelectual e debatedor brilhante, com tiradas capazes de destruir os opositores.
Já tinha sido campeão de votos paravVereador na capital paulista, prefeito da cidade de São Paulo onde dava passos largos para sepultar o adhemarismo e fazer florescer o janismo.
Eleito presidente, com uma votação esmagadora sobre o Marechal Lott, maior democrata das Forças Armadas, até hoje, iniciou um governo com a marca do inusitado, sempre surpreendendo a Nação com gestos, frases e medidas de impactos na economia, na geopolítica e nas vidas do cotidiano do povo.
No auge de sua loucura e egocentrismo julgou que poderia fechar o Congresso e governar por decretos e deu um tiro no pé. Renunciou na espera de voltar nos braços do povo, e o povo não estava lá.
Não contava com as espertezas das raposas do Congresso, teve sua renúncia aceita em tempo recorde e teve que sair às pressas pelo mundo afora, atordoado como quem acordou duma bebedeira e não sabe o que aconteceu e conta histórias que ninguém acredita.
Pois bem, quase seis décadas depois, aparece um sujeito desqualificado, conhecido apenas de um curral eleitoral controlado por milicianos e apoiado pelos que habitam os sarcófagos da ditadura militar, que se torna a última carta do baralho que o mercado precisava para consolidar mais um golpe de estado na América do Sul, fazendo despertar 57 milhões de retardados, misóginos, preconceituosos, escravocratas e descerebrados, e o colocar no posto de presidente do Brasil.
A fórmula utilizada para dar o passo necessário para destruir uma economia que se impunha como uma das mais sólidas e promissoras do mundo capitalista foi a reedição do método de Goelbbs: mentir, mentir e mentir, que as massas ignóbeis acabam acreditando ser verdade.
O alerta contra a enxurrada de mentiras, agora chamadas de Fake News, já fora dado por alguém bem conhecido do mundo todo. Disse ele: "Uma mentira dá meia volta ao mundo, antes que a verdade tenha tempo de vestir as calças".
Hoje, tem muita gente arrependida que tenta purificar a alma, no exame de consciência e diz: "a culpa é da esquerda que não teve competência de alertar a população do perigo". Mentira, a culpa é de quem não quis ouvir, sequer, a natureza, no exemplo da abelha com a mosca. "Por mais que a abelha explique à mosca que a flor é melhor que o lixo, a mosca não entenderá; porque sempre viveu no lixo".
No dia em que imaginou ser seu dia de glória e ser aclamado por manifestações em todo o Brasil, se deu por conta do fracasso e cometeu seu maior gesto de irresponsabilidade ao contrariar todas as recomendações dos organismos de saúde, nacionais e internacionais, inclusive seu Ministério da Saúde, por pirraça porque o ministro está ajudando Dória e Witzel, indo testar sua popularidade ante o pequeno grupo que o esperava frente ao Palácio.
Arriscou e perdeu. Sabendo que tudo no Brasil de 2020 é plebiscitário em relação ao seu desastrado governo; sabendo que sua aventura de dar um golpe respaldado pelo povo fracassou; sabendo que já há uma contagem regressiva para apeá-lo do poder; sabendo que seu posto ipiranga caminha para lacrar as bombas e fechar a loja de conveniência; mesmo assim, fez-se de desentendido, vestiu o paletó, chamou sua guarda e foi descer a rampa com cara de que nada tinha acontecido na véspera.
Para surpresa geral, foi recebido por uns gatos pingados entre os quais um haitiano que lavou as almas de milhões de brasileiros, ao dizer, "você não é presidente mais. Ocupa o espaço de presidente; Palácio de Presidente; salário de presidente, mas não exerce a presidência. Você está espalhando vírus e matando brasileiros".
Juro que não esperava viver para ouvir um haitiano, representante daqueles 63 assassinados sob o jugo de Heleno, dizer o que está engasgado em milhões de gargantas.
Juro também, que não esperava que esse verme, em apenas 14 meses, já estivesse levando surras morais de gente da sua laia como Dória e Witzel.
Inacreditável mesmo foi ver os bolsonaristas agredirem verbalmente o governador de Goiás, que tentou impedi-los de realizarem a manifestação que atentava contra a saúde pública.
Ronaldo Caiado é médico e um dos homens mais reacionários do Brasil, é de extrema direita e fundador da UDR, entidade acusada de comandar massacres no campo e um dos mais ferrenhos atacadores do PT, de Lula e Dilma.
Em São Paulo, o major Olímpio quase sai no tapa com o governador Dória, em uma reunião do governador com policiais civis.
O major senador estava com um coronel deputado federal, ambos do PSL, representando a podridão do tecido social que emergiu nas eleições de 2018.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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