Expedição Fartura - Comidas do Brasil visita Sergipe

Cultura

 

Ainda há muito a ser descoberto e registrado sobre a cultura gastronômica brasileira. Por isso, o projeto Fartura - Comidas do Brasil, maior plataforma de gastronomia do país, se dedica, por meio da Expedição Fartura, a viajar e se aprofundar em receitas, personagens e tradições. Em março de 2020, a curadora gastronômica Luiza Fecarotta e a equipe da expedição visitaram o estado de Sergipe para conhecer mais sobre a cultura local.
A equipe conheceu o Quilombo Alagamar, em Pirambu, ao norte de Sergipe, local onde a comunidade pesca saburica, um pequeno camarão de água doce. As mulheres entram no rio com água na altura do joelho e capturam os crustáceos com puçás, instrumento semelhante a uma peneira. Eles são consumidos apenas para subsistência, em moquecas, ensopados com leite de coco e mamão verde e farofas.
O povoado vizinho fez dessa atividade uma fonte de renda. Secam e salgam os camarõezinhos e vendem para mercados de Aracaju. Com eles, o chef François Ozanne, proprietário do Alma Bistrot, preparou uma receita especial para a Expedição. O chef desenvolveu um vínculo estreito com os fornecedores da região, para levar à mesa alimentos orgânicos e saborosos, cujo cultivo cuidadoso está repleto de histórias, sentimentos, e respeito com o meio ambiente.
Já no Quilombo Sítio Alto, na cidade de Simão Dias, no centro-sul sergipano, dona Josefa de Jesus se empenha em transmitir as tradições de seus antepassados às gerações mais novas. Ela é conhecida como a guardiã de sementes crioulas. Ela guarda, a cada safra, mais de 10 variedades de feijões e favas para o replantio.
Uma das variedades, o feijão bico de pombo, foi usado em uma receita na chef Danila Duarte, do Restaurante Dona Divina. Ali, além de acompanhar o preparo, a equipe teve a oportunidade de conversar com a chef, que comanda a cozinha do estabelecimento há 20 anos, e saber mais sobre a sua história.
No município de Ilha das Flores, ao norte de Sergipe, no baixo rio São Francisco, a equipe conheceu dona Carlinda, uma senhora ativista de 73 anos que integra um grupo de 12 famílias, que estão experimentando produzir arroz agroecológico, sem agentes químicos. Desde a última safra a comunidade diminuiu 80% de tóxicos, se valendo de recursos naturais para controlar pragas.
Outra parada foi no povoado do Brejão, em Brejo Grande, na divisa de Sergipe com Alagoas, onde opera uma associação de apicultores envolvidos na comercialização do pólen. Depois de extraído das colmeias no campo, ele passa por beneficiamento. No processo, são eliminadas as impurezas como asas e cabeças de abelha e depois é submetido a duas secagens até que fique pronto para a venda.

Ainda há muito a ser descoberto e registrado sobre a cultura gastronômica brasileira. Por isso, o projeto Fartura - Comidas do Brasil, maior plataforma de gastronomia do país, se dedica, por meio da Expedição Fartura, a viajar e se aprofundar em receitas, personagens e tradições. Em março de 2020, a curadora gastronômica Luiza Fecarotta e a equipe da expedição visitaram o estado de Sergipe para conhecer mais sobre a cultura local.
A equipe conheceu o Quilombo Alagamar, em Pirambu, ao norte de Sergipe, local onde a comunidade pesca saburica, um pequeno camarão de água doce. As mulheres entram no rio com água na altura do joelho e capturam os crustáceos com puçás, instrumento semelhante a uma peneira. Eles são consumidos apenas para subsistência, em moquecas, ensopados com leite de coco e mamão verde e farofas.
O povoado vizinho fez dessa atividade uma fonte de renda. Secam e salgam os camarõezinhos e vendem para mercados de Aracaju. Com eles, o chef François Ozanne, proprietário do Alma Bistrot, preparou uma receita especial para a Expedição. O chef desenvolveu um vínculo estreito com os fornecedores da região, para levar à mesa alimentos orgânicos e saborosos, cujo cultivo cuidadoso está repleto de histórias, sentimentos, e respeito com o meio ambiente.
Já no Quilombo Sítio Alto, na cidade de Simão Dias, no centro-sul sergipano, dona Josefa de Jesus se empenha em transmitir as tradições de seus antepassados às gerações mais novas. Ela é conhecida como a guardiã de sementes crioulas. Ela guarda, a cada safra, mais de 10 variedades de feijões e favas para o replantio.
Uma das variedades, o feijão bico de pombo, foi usado em uma receita na chef Danila Duarte, do Restaurante Dona Divina. Ali, além de acompanhar o preparo, a equipe teve a oportunidade de conversar com a chef, que comanda a cozinha do estabelecimento há 20 anos, e saber mais sobre a sua história.
No município de Ilha das Flores, ao norte de Sergipe, no baixo rio São Francisco, a equipe conheceu dona Carlinda, uma senhora ativista de 73 anos que integra um grupo de 12 famílias, que estão experimentando produzir arroz agroecológico, sem agentes químicos. Desde a última safra a comunidade diminuiu 80% de tóxicos, se valendo de recursos naturais para controlar pragas.
Outra parada foi no povoado do Brejão, em Brejo Grande, na divisa de Sergipe com Alagoas, onde opera uma associação de apicultores envolvidos na comercialização do pólen. Depois de extraído das colmeias no campo, ele passa por beneficiamento. No processo, são eliminadas as impurezas como asas e cabeças de abelha e depois é submetido a duas secagens até que fique pronto para a venda.

 


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