Quadrilha receptava celulares roubados em todo o país

Geral


  • A delegada Mayra Moinhos, do Cope

 

Gabriel Damásio
A Polícia Civil desarti-
culou um grupo 
que receptava e desbloqueava celulares roubados em todo o país, além de atuar nos próprios roubos. Pelo menos cinco pessoas suspeitas de fazer parte da quadrilha foram identificadas, incluindo três proprietários de lojas de telefones. Um deles, Diego Elias Santos Ferreira, 31 anos, foi preso em Aracaju. Outros dois estão foragidos: o paraense Emerson Lins Lopes Cardoso, 42 anos, que tem três mandados de prisão em aberto no Pará e no Espírito Santo, e o carioca Cristian David Rodrigues, 41 anos, o 'DJ Cristian Mayca', que segundo a polícia, é dono de um canal no YouTube que ensina a desbloquear celulares e smartphones. 
Os acusados foram identificados por meio das investigações da 'Operação Eva', que começaram em janeiro do ano passado e envolveram as polícias civis de Sergipe, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas e Bahia. O levantamento apontou que a quadrilha tinha várias 'células' de atuação e "terceirizavam" alguns de seus serviços. Um deles era o roubo e furto de telefones celulares e smartphones de vítimas, que aconteciam principalmente em shows e grandes eventos. A polícia descobriu que os líderes da quadrilha viajavam para cidades onde aconteciam grandes eventos e aliciavam criminosos locais e até garotas de programa para roubarem os celulares dos frequentadores. 
"Pessoas especializadas em subtrair os aparelhos, os chamados 'batedores de celular', frequentam áreas diferenciadas, como camarotes e áreas VIPs, com o intuito de furtar os smartphones. E eles são muito astutos em simular uma briga, ou esbarrão ou empurra-empurra, pra pegar o aparelho da vítima sem que ela perceba, Nós já tivemos eventos aqui com notícias de 30 subtrações de aparelhos da marca Apple", explica a delegada Mayra Moinhos, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Um dos eventos com a atuação da quadrilha foi o Rock in Rio, no Rio de Janeiro, em setembro do ano passado, onde mais de 100 celulares foram roubados em cada dia de shows. Em 1º de outubro, a polícia fluminense prendeu uma quadrilha de ladrões que agiu no evento e trocou informações com o Cope sergipano. 
Após os furtos e roubos, os bandidos obtiam os códigos para recuperação e o desbloqueio dos telefones, já que alguns aparelhos exigem códigos e protocolos para que sejam desbloqueados e formatados. De acordo com a delegada, isso acontecia através de um programa falso criado por 'Cristian Mayca'. "Ele criou um sistema que envia a qualquer número uma isca, que a gente chama de 'phishing'. O criminoso está de posse da sua linha, no chip, e envia uma mensagem para ela, quando o usuário recupera a linha em outro aparelho. Ao resgatar a linha, ele recebe uma mensagem com uma localização, como se fosse o fabricante do aparelho. Se a vítima clica nessa isca, ela a direciona para uma página falsa do fabricante, onde você coloca dados, coloca a senha, e aí o receptador formata o aparelho e revende", diz Mayra.
E quando a estratégia não dava certo, ou seja, se a vítima não clicasse na páguina falsa, outros criminosos faziam ameaças às vítimas pelo Whatsapp, exibindo armas e exigindo dinheiro das vítimas para não manipular e divulgar dados e fotos íntimas. Entre as vítimas já identificadas, estão uma arquiteta e a esposa de um deputado estadual. Algumas gravações com essas ameaças foram cedidas à polícia pelas próprias vítimas. "Olha, eu tive aqui acesso ao número todo de sua irmã, todas as redes sociais estão vinculadas ao número dela. eu vou te mostrar quem é que vai fazer e acontecer agora, viu? Por bem ou por mal, você vai desbloquear esse telefone. Quer apostar comigo? Em menos de 24 horas você vai me procurar", ameaça o bandido na gravação, dando risadas e ofendendo a vítima com palavrões. 
Os acusados ficaram conhecidos por ostentar nas redes sociais, em hotéis de luxo, resorts e viagens periódicas. A polícia informou que o principal deles, 'Cristian Mayca', mora na região da Pavuna, no Rio, e é conhecido como "o cara que desbloqueia Iphone" e utilizava o nome de "Rozan Páginas", para vender o sistema dele em redes sociais para todo o país, tendo um forte contato entre receptadores e donos de lojas de celulares. Os investigados na 'Operação Eva' serão indiciados pelos crimes de ameaça, receptação, estelionato e associação criminosa.

Gabriel Damásio

A Polícia Civil desarti- culou um grupo  que receptava e desbloqueava celulares roubados em todo o país, além de atuar nos próprios roubos. Pelo menos cinco pessoas suspeitas de fazer parte da quadrilha foram identificadas, incluindo três proprietários de lojas de telefones. Um deles, Diego Elias Santos Ferreira, 31 anos, foi preso em Aracaju. Outros dois estão foragidos: o paraense Emerson Lins Lopes Cardoso, 42 anos, que tem três mandados de prisão em aberto no Pará e no Espírito Santo, e o carioca Cristian David Rodrigues, 41 anos, o 'DJ Cristian Mayca', que segundo a polícia, é dono de um canal no YouTube que ensina a desbloquear celulares e smartphones. 
Os acusados foram identificados por meio das investigações da 'Operação Eva', que começaram em janeiro do ano passado e envolveram as polícias civis de Sergipe, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas e Bahia. O levantamento apontou que a quadrilha tinha várias 'células' de atuação e "terceirizavam" alguns de seus serviços. Um deles era o roubo e furto de telefones celulares e smartphones de vítimas, que aconteciam principalmente em shows e grandes eventos. A polícia descobriu que os líderes da quadrilha viajavam para cidades onde aconteciam grandes eventos e aliciavam criminosos locais e até garotas de programa para roubarem os celulares dos frequentadores. 
"Pessoas especializadas em subtrair os aparelhos, os chamados 'batedores de celular', frequentam áreas diferenciadas, como camarotes e áreas VIPs, com o intuito de furtar os smartphones. E eles são muito astutos em simular uma briga, ou esbarrão ou empurra-empurra, pra pegar o aparelho da vítima sem que ela perceba, Nós já tivemos eventos aqui com notícias de 30 subtrações de aparelhos da marca Apple", explica a delegada Mayra Moinhos, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Um dos eventos com a atuação da quadrilha foi o Rock in Rio, no Rio de Janeiro, em setembro do ano passado, onde mais de 100 celulares foram roubados em cada dia de shows. Em 1º de outubro, a polícia fluminense prendeu uma quadrilha de ladrões que agiu no evento e trocou informações com o Cope sergipano. 
Após os furtos e roubos, os bandidos obtiam os códigos para recuperação e o desbloqueio dos telefones, já que alguns aparelhos exigem códigos e protocolos para que sejam desbloqueados e formatados. De acordo com a delegada, isso acontecia através de um programa falso criado por 'Cristian Mayca'. "Ele criou um sistema que envia a qualquer número uma isca, que a gente chama de 'phishing'. O criminoso está de posse da sua linha, no chip, e envia uma mensagem para ela, quando o usuário recupera a linha em outro aparelho. Ao resgatar a linha, ele recebe uma mensagem com uma localização, como se fosse o fabricante do aparelho. Se a vítima clica nessa isca, ela a direciona para uma página falsa do fabricante, onde você coloca dados, coloca a senha, e aí o receptador formata o aparelho e revende", diz Mayra.
E quando a estratégia não dava certo, ou seja, se a vítima não clicasse na páguina falsa, outros criminosos faziam ameaças às vítimas pelo Whatsapp, exibindo armas e exigindo dinheiro das vítimas para não manipular e divulgar dados e fotos íntimas. Entre as vítimas já identificadas, estão uma arquiteta e a esposa de um deputado estadual. Algumas gravações com essas ameaças foram cedidas à polícia pelas próprias vítimas. "Olha, eu tive aqui acesso ao número todo de sua irmã, todas as redes sociais estão vinculadas ao número dela. eu vou te mostrar quem é que vai fazer e acontecer agora, viu? Por bem ou por mal, você vai desbloquear esse telefone. Quer apostar comigo? Em menos de 24 horas você vai me procurar", ameaça o bandido na gravação, dando risadas e ofendendo a vítima com palavrões. 
Os acusados ficaram conhecidos por ostentar nas redes sociais, em hotéis de luxo, resorts e viagens periódicas. A polícia informou que o principal deles, 'Cristian Mayca', mora na região da Pavuna, no Rio, e é conhecido como "o cara que desbloqueia Iphone" e utilizava o nome de "Rozan Páginas", para vender o sistema dele em redes sociais para todo o país, tendo um forte contato entre receptadores e donos de lojas de celulares. Os investigados na 'Operação Eva' serão indiciados pelos crimes de ameaça, receptação, estelionato e associação criminosa.

 


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