Seca se agrava no sertão sergipano

Geral


  • Exército e Defesa Civil distribuem água através de 62 caminhões pipa, atendendo cerca de 43 mil pessoas nas áreas em emergência

 

Milton Alves Júnior
Por falta de chuva nos 
últimos 60 dias, a re-
gião Oeste do estado de Sergipe enfrenta situação de nível grave e já apresenta problemas para mais de 30 mil famílias que residem, sobretudo, na parte extrema da região. Conforme dados apresentados oficialmente na tarde da última sexta-feira pelo Monitor de Seca - grupo de estudo coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA) -, o cenário de devastação e solo rachado pode permanecer a longo prazo. Isso ocorre em virtude de o país estar vivenciando a época mais quente entre as estações do ano. De forma menos agressiva, porém, também em fase de desenvolvimento negativo, as regiões Agreste e Sertão seguem sofrendo com a ausência das chuvas. O Monitor registrou ainda instabilidade razoável no Leste sergipano.
Atualmente, de acordo com dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (SEDURB), 11 municípios enfrentam situação de emergência em virtude da seca. As cidades que juntas representam mais de 200 mil pessoas são: Porto da Folha, Pinhão, Poço Verde, Frei Paulo, Monte Alegre de Sergipe, Gararu, Poço Redondo, Carira, Canindé do São Francisco, Nossa Senhora da Glória e Tobias Barreto. A perspectiva é que essa situação delicada se estenda ao menos até a primeira quinzena do mês de abril, quando o índice de chuvas começa naturalmente a ser elevado e permanece até o mês de agosto, quando se encerra o período de inverno. Na perspectiva de minimizar a situação, caminhões pipa seguem sendo ofertados pela Defesa Civil do Estado, bem como pelo Exército brasileiro.
Segundo números apresentados pelos órgãos estadual e federal, ao todo estão em operação 62 caminhões transportadores de água potável, os quais, juntos, atendem a cerca de 43 mil pessoas. Para o Major Queiroz, coordenador da Defesa Civil estadual, ao longo dos últimos anos os órgãos têm trabalhado de forma preventiva junto aos municípios historicamente mais atingidos por essa ação da natureza, com a perspectiva de diminuir os conflitos enfrentados pela população. Além do fornecimento de água, em casos extremos, ele alega que o Governo Federal anteriormente promovia a distribuição de cestas básicas, mas o benefício foi cortado. Existe a perspectiva de ampliação desse tipo de situação em Sergipe; em virtude dessa suposição técnica, os prefeitos devem estar atentos aos documentos necessários para decretar estado de emergência e solicitar o apoio dos governos.
"Não tem como comparar, a água é o item mais solicitado pelas famílias e pelos governantes municipais. Acontece que em alguns casos, ao deparar com uma situação de extrema dificuldade e ampla vulnerabilidade humana, cestas básicas vinham sendo distribuídas pelo Governo Federal, mas esse benefício foi cortado. Para que nosso trabalho de distribuição de água permaneça ajudando as famílias, precisamos que os gestores municipais estejam atentos aos documentos e oficializem junto à Defesa Civil", declarou. O acolhimento operacional ocorre em um prazo de 180 dias, que se referem ao período oficial de estiagem. Caso a situação permaneça, um novo estudo é realizado, e esse prazo pode ser estendido por até mais seis meses.
Na região Nordeste o sistema de atualização ocorre a cada final de mês com o apoio técnico da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME). Em Sergipe esses dados são atualizados a cada quinzena pela Defesa Civil. "Esses estudos acontecem com frequência para que possamos acompanhar com maior precisão a situação vivenciada pelos municípios já em estado de emergência, como também aqueles que indicam problemas, mas estão na fase de oficialização da seca. Nosso trabalho é unificado e visa diminuir o sofrimento dessas famílias, por isso, pedimos que os prefeitos estejam atentos às normas. Agindo assim será possível diminuir os impactos da seca", concluiu o Major Queiroz.

Milton Alves Júnior

Por falta de chuva nos  últimos 60 dias, a re- gião Oeste do estado de Sergipe enfrenta situação de nível grave e já apresenta problemas para mais de 30 mil famílias que residem, sobretudo, na parte extrema da região. Conforme dados apresentados oficialmente na tarde da última sexta-feira pelo Monitor de Seca - grupo de estudo coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA) -, o cenário de devastação e solo rachado pode permanecer a longo prazo. Isso ocorre em virtude de o país estar vivenciando a época mais quente entre as estações do ano. De forma menos agressiva, porém, também em fase de desenvolvimento negativo, as regiões Agreste e Sertão seguem sofrendo com a ausência das chuvas. O Monitor registrou ainda instabilidade razoável no Leste sergipano.
Atualmente, de acordo com dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (SEDURB), 11 municípios enfrentam situação de emergência em virtude da seca. As cidades que juntas representam mais de 200 mil pessoas são: Porto da Folha, Pinhão, Poço Verde, Frei Paulo, Monte Alegre de Sergipe, Gararu, Poço Redondo, Carira, Canindé do São Francisco, Nossa Senhora da Glória e Tobias Barreto. A perspectiva é que essa situação delicada se estenda ao menos até a primeira quinzena do mês de abril, quando o índice de chuvas começa naturalmente a ser elevado e permanece até o mês de agosto, quando se encerra o período de inverno. Na perspectiva de minimizar a situação, caminhões pipa seguem sendo ofertados pela Defesa Civil do Estado, bem como pelo Exército brasileiro.
Segundo números apresentados pelos órgãos estadual e federal, ao todo estão em operação 62 caminhões transportadores de água potável, os quais, juntos, atendem a cerca de 43 mil pessoas. Para o Major Queiroz, coordenador da Defesa Civil estadual, ao longo dos últimos anos os órgãos têm trabalhado de forma preventiva junto aos municípios historicamente mais atingidos por essa ação da natureza, com a perspectiva de diminuir os conflitos enfrentados pela população. Além do fornecimento de água, em casos extremos, ele alega que o Governo Federal anteriormente promovia a distribuição de cestas básicas, mas o benefício foi cortado. Existe a perspectiva de ampliação desse tipo de situação em Sergipe; em virtude dessa suposição técnica, os prefeitos devem estar atentos aos documentos necessários para decretar estado de emergência e solicitar o apoio dos governos.
"Não tem como comparar, a água é o item mais solicitado pelas famílias e pelos governantes municipais. Acontece que em alguns casos, ao deparar com uma situação de extrema dificuldade e ampla vulnerabilidade humana, cestas básicas vinham sendo distribuídas pelo Governo Federal, mas esse benefício foi cortado. Para que nosso trabalho de distribuição de água permaneça ajudando as famílias, precisamos que os gestores municipais estejam atentos aos documentos e oficializem junto à Defesa Civil", declarou. O acolhimento operacional ocorre em um prazo de 180 dias, que se referem ao período oficial de estiagem. Caso a situação permaneça, um novo estudo é realizado, e esse prazo pode ser estendido por até mais seis meses.
Na região Nordeste o sistema de atualização ocorre a cada final de mês com o apoio técnico da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME). Em Sergipe esses dados são atualizados a cada quinzena pela Defesa Civil. "Esses estudos acontecem com frequência para que possamos acompanhar com maior precisão a situação vivenciada pelos municípios já em estado de emergência, como também aqueles que indicam problemas, mas estão na fase de oficialização da seca. Nosso trabalho é unificado e visa diminuir o sofrimento dessas famílias, por isso, pedimos que os prefeitos estejam atentos às normas. Agindo assim será possível diminuir os impactos da seca", concluiu o Major Queiroz.

 


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