Panorama Econômico Mundial para 2020

Saumínio Nascimento

 

Análises do Fundo Monetário In-
ternacional (FMI) apontam uma 
expectativa de crescimento global de 3,4% para 2020, isto graças à melhora projetada no desempenho econômico de vários mercados emergentes da América Latina, e economias médias e emergentes e em desenvolvimento na Europa sujeitas a tensões macroeconômicas. 
Mas o FMI alerta que levando em consideração a incerteza em torno das perspectivas de vários desses países, a desaceleração projetada na China e nos Estados Unidos e os riscos significativos de queda no ritmo da atividade global, o crescimento econômico poderá ser mais moderado. Para evitar um resultado menor, as políticas econômicas devem ter um objetivo decisivo de dissipar as tensões comerciais, intensificar a cooperação multilateral e fornecer à atividade econômica apoio oportuno nos casos em que for necessário. 
O cenário para 2020, com crescimento de 3,4%, na visão do FMI é melhor que o de 2019, cujo crescimento mundial deverá ser de 3,0%. Registre-se que durante 2019, o crescimento mundial diminuiu drasticamente. Entre as economias avançadas, o enfraquecimento foi generalizado e afetou grandes economias (Estados Unidos e, principalmente, a área do Euro) e as menores economias avançadas da Ásia. O declínio das atividades econômicas tem sido mais pronunciado entre economias de mercado emergentes e em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia, México e Rússia, bem como em algumas economias afetadas por tensões macroeconômicas e financeiras. 
Para o FMI, as disparidades regionais e subregionais, dentro de cada país, em produtos reais, emprego e produtividade em economias avançadas têm atraído maior interesse nos últimos anos em um contexto de crescentes tensões sociais e políticas. As disparidades regionais na economia média avançada aumentaram desde o final dos anos 80, refletindo os benefícios da concentração econômica em algumas regiões e uma estagnação relativa em outras. Em média, as regiões menos desenvolvidas apresentam piores resultados em saúde, menor produtividade do trabalho e maior proporção de empregos nos setores agrícola e industrial do que em outras regiões do mesmo país.
Verifica-se também que o ajuste nas regiões mais atrasadas é mais lento, com choques adversos tendo efeitos negativos mais longos no desempenho econômico. Embora tenham sido amplamente debatidos, os choques comerciais, em particular o aumento da concorrência de importações no mercado externo, parecem não conduzir, em média, diferenças no desempenho do mercado de trabalho entre as regiões mais atrasadas e as demais.
Já os choques tecnológicos, representados pela queda nos custos de bens de capital em máquinas e equipamentos, aumentam o desemprego nas regiões mais vulneráveis à automação, prejudicando especialmente as regiões mais expostas. Políticas nacionais que reduzem distorções e incentivam a existência de mercados mais flexíveis e abertos, ao mesmo tempo em que fornecem uma rede robusta de proteção social, podem facilitar o ajuste regional a choques adversos, reduzindo o aumento do desemprego. 
Nos estudos recentes do FMI, o ritmo das reformas estruturais nas economias de mercado emergentes e em desenvolvimento foi rápido durante os anos 90, mas diminuiu desde o início dos anos 2000. De um banco de dados recém-construído sobre reformas estruturais, observou-se que o progresso em áreas como governança, financiamento interno e externo, comércio e mão-de-obra e mercados de produtos pode trazer melhorias consideráveis no médio prazo. Um pacote amplo e substancial de reformas poderia dobrar a velocidade de convergência da economia de mercado média emergente ou em desenvolvimento para os padrões de vida das economias avançadas, aumentando o crescimento anual do PIB em cerca de 1 ponto percentual ao longo de um período de tempo.
Para ampliar a visão sobre o panorama econômico mundial para 2020, ínsito a visão da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), cuja percepção institucional é a de que a economia global está desacelerando, mas poderá ter uma leve recuperação em 2020 com melhorias no comércio de mercadorias e serviços, fazendo com que a produção econômica global real tenha um patamar de crescimento próximo a 3,5%, mesmos patamares do FMI. Ainda prospectando 2020, existe a perspectiva de que continue crescendo o déficit comercial de mercadorias nas economias desenvolvidas e haja uma expansão da oferta mundial de produtos manufaturados pelas economias exportadoras.
Na esfera das relações comerciais entre os países, o ano de 2020 poderá ser ainda pior que o ano de 2019 que já tinha apresentado níveis altos de medidas restritivas ao comércio internacional. Para a Organização Mundial do Comércio (OMC), as tendências para 2020 são desfavoráveis para o comércio internacional, pois o cenário de continuidade em restrições a alguns setores como: combustíveis e óleos minerais, máquinas, aparelhos, dispositivos mecânicos, prejudicaram o avanço do comércio internacional e impacta no crescimento econômico global que poderia ser bem melhor, caso os países iniciassem uma jornada de redução das barreiras comerciais.
O cenário econômico mundial para 2020 é de acirramento das guerras comerciais, reduzindo um maior aumento do crescimento global, mas ainda continuaremos a ver o progresso em algumas nações e a busca de melhoria das condições de trabalho e renda em vários países, inclusive o Brasil que tem muitos desafios a serem superados.

Análises do Fundo Monetário In- ternacional (FMI) apontam uma  expectativa de crescimento global de 3,4% para 2020, isto graças à melhora projetada no desempenho econômico de vários mercados emergentes da América Latina, e economias médias e emergentes e em desenvolvimento na Europa sujeitas a tensões macroeconômicas. 
Mas o FMI alerta que levando em consideração a incerteza em torno das perspectivas de vários desses países, a desaceleração projetada na China e nos Estados Unidos e os riscos significativos de queda no ritmo da atividade global, o crescimento econômico poderá ser mais moderado. Para evitar um resultado menor, as políticas econômicas devem ter um objetivo decisivo de dissipar as tensões comerciais, intensificar a cooperação multilateral e fornecer à atividade econômica apoio oportuno nos casos em que for necessário. 
O cenário para 2020, com crescimento de 3,4%, na visão do FMI é melhor que o de 2019, cujo crescimento mundial deverá ser de 3,0%. Registre-se que durante 2019, o crescimento mundial diminuiu drasticamente. Entre as economias avançadas, o enfraquecimento foi generalizado e afetou grandes economias (Estados Unidos e, principalmente, a área do Euro) e as menores economias avançadas da Ásia. O declínio das atividades econômicas tem sido mais pronunciado entre economias de mercado emergentes e em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia, México e Rússia, bem como em algumas economias afetadas por tensões macroeconômicas e financeiras. 
Para o FMI, as disparidades regionais e subregionais, dentro de cada país, em produtos reais, emprego e produtividade em economias avançadas têm atraído maior interesse nos últimos anos em um contexto de crescentes tensões sociais e políticas. As disparidades regionais na economia média avançada aumentaram desde o final dos anos 80, refletindo os benefícios da concentração econômica em algumas regiões e uma estagnação relativa em outras. Em média, as regiões menos desenvolvidas apresentam piores resultados em saúde, menor produtividade do trabalho e maior proporção de empregos nos setores agrícola e industrial do que em outras regiões do mesmo país.
Verifica-se também que o ajuste nas regiões mais atrasadas é mais lento, com choques adversos tendo efeitos negativos mais longos no desempenho econômico. Embora tenham sido amplamente debatidos, os choques comerciais, em particular o aumento da concorrência de importações no mercado externo, parecem não conduzir, em média, diferenças no desempenho do mercado de trabalho entre as regiões mais atrasadas e as demais.
Já os choques tecnológicos, representados pela queda nos custos de bens de capital em máquinas e equipamentos, aumentam o desemprego nas regiões mais vulneráveis à automação, prejudicando especialmente as regiões mais expostas. Políticas nacionais que reduzem distorções e incentivam a existência de mercados mais flexíveis e abertos, ao mesmo tempo em que fornecem uma rede robusta de proteção social, podem facilitar o ajuste regional a choques adversos, reduzindo o aumento do desemprego. 
Nos estudos recentes do FMI, o ritmo das reformas estruturais nas economias de mercado emergentes e em desenvolvimento foi rápido durante os anos 90, mas diminuiu desde o início dos anos 2000. De um banco de dados recém-construído sobre reformas estruturais, observou-se que o progresso em áreas como governança, financiamento interno e externo, comércio e mão-de-obra e mercados de produtos pode trazer melhorias consideráveis no médio prazo. Um pacote amplo e substancial de reformas poderia dobrar a velocidade de convergência da economia de mercado média emergente ou em desenvolvimento para os padrões de vida das economias avançadas, aumentando o crescimento anual do PIB em cerca de 1 ponto percentual ao longo de um período de tempo.
Para ampliar a visão sobre o panorama econômico mundial para 2020, ínsito a visão da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), cuja percepção institucional é a de que a economia global está desacelerando, mas poderá ter uma leve recuperação em 2020 com melhorias no comércio de mercadorias e serviços, fazendo com que a produção econômica global real tenha um patamar de crescimento próximo a 3,5%, mesmos patamares do FMI. Ainda prospectando 2020, existe a perspectiva de que continue crescendo o déficit comercial de mercadorias nas economias desenvolvidas e haja uma expansão da oferta mundial de produtos manufaturados pelas economias exportadoras.
Na esfera das relações comerciais entre os países, o ano de 2020 poderá ser ainda pior que o ano de 2019 que já tinha apresentado níveis altos de medidas restritivas ao comércio internacional. Para a Organização Mundial do Comércio (OMC), as tendências para 2020 são desfavoráveis para o comércio internacional, pois o cenário de continuidade em restrições a alguns setores como: combustíveis e óleos minerais, máquinas, aparelhos, dispositivos mecânicos, prejudicaram o avanço do comércio internacional e impacta no crescimento econômico global que poderia ser bem melhor, caso os países iniciassem uma jornada de redução das barreiras comerciais.
O cenário econômico mundial para 2020 é de acirramento das guerras comerciais, reduzindo um maior aumento do crescimento global, mas ainda continuaremos a ver o progresso em algumas nações e a busca de melhoria das condições de trabalho e renda em vários países, inclusive o Brasil que tem muitos desafios a serem superados.

 


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