Especialista critica demora do governo em agir para conter derramamento de óleo no Nordeste

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  • O PROFESSOR DANIEL GALVÃO NA CPI DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Especialistas convidados para depor na comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga o derramamento de óleo nas praias do Nordeste criticaram a demora do governo em agir de forma a minimizar os impactos do desastre.
O professor Daniel Brandt Galvão, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), lembrou que o governo levou mais de 40 dias para criar uma força-tarefa para conter o vazamento. "O tempo inteiro, a gente pedia às autoridades competentes que enviassem embarcações e boias de contenção para áreas sensíveis, como mangues e corais, e nada disso foi feito", afirmou.
"É melhor o governo dizer que atrasou com mais de 40 dias e tentou colocar a força-tarefa em campo. Acho que não é digno dizer que estava desde o início. Os voluntários, sim, estavam 24 horas por dia, esperando o óleo chegar", disse Galvão.
Pré-sal - Daniel Brandt Galvão questionou ainda o porquê de o governo não cogitar que a origem do óleo pudesse ser dos poços de petróleo da camada pré-sal. Segundo ele, o próprio Executivo especulou diversas origens das manchas de óleo que não foram comprovadas, como sendo da Venezuela ou de navios fantasmas.
"Se é poço de petróleo e se o governo sabia disso, será que o governo fez tudo para esconder por causa do leilão do pré-sal? Não são acusações, apenas [questões] para colaborar com as investigações", declarou.
"Quantos milhões de reais foram economizados com a eficiência, a produtividade e a rapidez com que os voluntários retiraram o óleo dos ecossistemas? Qual seria o prejuízo se esse óleo tivesse sido retirado em 1 mês, ao invés de ser em 5 dias?", perguntou Galvão.

Especialistas convidados para depor na comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga o derramamento de óleo nas praias do Nordeste criticaram a demora do governo em agir de forma a minimizar os impactos do desastre.
O professor Daniel Brandt Galvão, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), lembrou que o governo levou mais de 40 dias para criar uma força-tarefa para conter o vazamento. "O tempo inteiro, a gente pedia às autoridades competentes que enviassem embarcações e boias de contenção para áreas sensíveis, como mangues e corais, e nada disso foi feito", afirmou.
"É melhor o governo dizer que atrasou com mais de 40 dias e tentou colocar a força-tarefa em campo. Acho que não é digno dizer que estava desde o início. Os voluntários, sim, estavam 24 horas por dia, esperando o óleo chegar", disse Galvão.

Pré-sal - Daniel Brandt Galvão questionou ainda o porquê de o governo não cogitar que a origem do óleo pudesse ser dos poços de petróleo da camada pré-sal. Segundo ele, o próprio Executivo especulou diversas origens das manchas de óleo que não foram comprovadas, como sendo da Venezuela ou de navios fantasmas.
"Se é poço de petróleo e se o governo sabia disso, será que o governo fez tudo para esconder por causa do leilão do pré-sal? Não são acusações, apenas [questões] para colaborar com as investigações", declarou.
"Quantos milhões de reais foram economizados com a eficiência, a produtividade e a rapidez com que os voluntários retiraram o óleo dos ecossistemas? Qual seria o prejuízo se esse óleo tivesse sido retirado em 1 mês, ao invés de ser em 5 dias?", perguntou Galvão.


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