Brasil de extremos

Opinião

 

O contingente de brasileiros em condição de 
extrema pobreza só aumenta. Ao mesmo 
tempo, o governo federal reúne esforços para aprovar um pacote econômico que, na prática, tem o potencial de extinguir a rede de proteção social que, bem ou mal, ainda socorre os menos aquinhoados na hora do aperto. A estratégia é desastrosa. O liberalismo pretendido aqui e agora tende a aprofundar a desigualdade, alheio ao bem estar dos cidadãos.
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes só falam em economizar recursos, feito meninos de olhos grandes. O dogma liberal tem tanta influência sobre os dois, a ponto de o governo federal desprezar os números levantados pelo IBGE. Segundo o Instituto, 13,5 milhões de brasileiros vivem com menos de R$ 145 por mês. A população empobreceu. A situação não é tão drástica desde 2012. 
Segundo o mesmo levantamento, Sergipe está entre os estados com maior número de miseráveis, em termos proporcionais, junto ao Maranhão, Alagoas, Acre, Piauí e Amazonas. Aqui, mais de 10% da população sobrevive sem o mínimo, quase que por milagre.
Já foram apontadas diversas razões para explicar a existência da pobreza extrema em um país tão rico quanto o Brasil. Do clima tropical, à miscigenação, derivada de um drama histórico desumano como a escravidão, tudo já foi usado como desculpa para justificar a indignidade da fome. A verdade, no entanto, é mais imediata: Falta sensibilidade aos poderosos. Nos palácios, o pobre não entra.

O contingente de brasileiros em condição de  extrema pobreza só aumenta. Ao mesmo  tempo, o governo federal reúne esforços para aprovar um pacote econômico que, na prática, tem o potencial de extinguir a rede de proteção social que, bem ou mal, ainda socorre os menos aquinhoados na hora do aperto. A estratégia é desastrosa. O liberalismo pretendido aqui e agora tende a aprofundar a desigualdade, alheio ao bem estar dos cidadãos.
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes só falam em economizar recursos, feito meninos de olhos grandes. O dogma liberal tem tanta influência sobre os dois, a ponto de o governo federal desprezar os números levantados pelo IBGE. Segundo o Instituto, 13,5 milhões de brasileiros vivem com menos de R$ 145 por mês. A população empobreceu. A situação não é tão drástica desde 2012. 
Segundo o mesmo levantamento, Sergipe está entre os estados com maior número de miseráveis, em termos proporcionais, junto ao Maranhão, Alagoas, Acre, Piauí e Amazonas. Aqui, mais de 10% da população sobrevive sem o mínimo, quase que por milagre.
Já foram apontadas diversas razões para explicar a existência da pobreza extrema em um país tão rico quanto o Brasil. Do clima tropical, à miscigenação, derivada de um drama histórico desumano como a escravidão, tudo já foi usado como desculpa para justificar a indignidade da fome. A verdade, no entanto, é mais imediata: Falta sensibilidade aos poderosos. Nos palácios, o pobre não entra.

 


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