O mapa do Brasil

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Publicada em 06/11/2019 às 05:31:00

 

No embalo de um novo pacto 
federativo, o presidente Jair 
Bolsonaro pretende riscar milhares de municípios brasileiros do mapa. E, por incrível que pareça, a medida faz sentido. Nos rincões do Brasil profundo, há cidades com prefeito, parlamentares, servidores e secretários, todos muito bem pagos, a serviço de pouquíssimos cidadãos.
Segundo a proposta enviada ao Senado, municípios com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria inferior a 10% da receita total serão incorporados pelo município vizinho. Mais de 1200 municípios estão na mira do governo federal.
Caso o Congresso aprove a sugestão do governo federal, 10 municípios sergipanos podem ser incorporados por outros, segunda estimativa populacional feita pelo IBGE em 2019: São Francisco (4.179), Cumbe (3.961), Canhoba (3.952), São Miguel do Aleixo (3.921), Santa Rosa de Lima (3.899), Malhada dos Bois (3.428), General Maynard (3.302), Pedra Mole (3.244), Telha (3.118) e Amparo do São Francisco (2.686) vão sumir da face da terra.
Embora tenha o potencial de apagar diversas fronteiras já riscadas nos mapas, esta não é a medida mais polêmica no bojo do pacto federativo proposto por Bolsonaro. A imposição de um teto de gastos a estados e municípios, por exemplo, certamente ainda vai render muita discussão.
Motivo para barulho não falta. Justos e injustos. As administrações municipais sustentam muita gente desocupada. Prefeitos, vereadores e bajuladores pagos regiamente para cuidar de coisa nenhuma certamente vão espernear muito, a fim de preservar as mordomias bancadas pelo erário. Pura bravata. Nas entrelinhas do pacto federativo enviado ao Senado, no entanto, há muito para ser discutido com a devida atenção. Melhor a população e os seus representantes na chamada Câmara Alta não perderem o foco, ocupados com questões menores.

No embalo de um novo pacto  federativo, o presidente Jair  Bolsonaro pretende riscar milhares de municípios brasileiros do mapa. E, por incrível que pareça, a medida faz sentido. Nos rincões do Brasil profundo, há cidades com prefeito, parlamentares, servidores e secretários, todos muito bem pagos, a serviço de pouquíssimos cidadãos.
Segundo a proposta enviada ao Senado, municípios com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria inferior a 10% da receita total serão incorporados pelo município vizinho. Mais de 1200 municípios estão na mira do governo federal.
Caso o Congresso aprove a sugestão do governo federal, 10 municípios sergipanos podem ser incorporados por outros, segunda estimativa populacional feita pelo IBGE em 2019: São Francisco (4.179), Cumbe (3.961), Canhoba (3.952), São Miguel do Aleixo (3.921), Santa Rosa de Lima (3.899), Malhada dos Bois (3.428), General Maynard (3.302), Pedra Mole (3.244), Telha (3.118) e Amparo do São Francisco (2.686) vão sumir da face da terra.
Embora tenha o potencial de apagar diversas fronteiras já riscadas nos mapas, esta não é a medida mais polêmica no bojo do pacto federativo proposto por Bolsonaro. A imposição de um teto de gastos a estados e municípios, por exemplo, certamente ainda vai render muita discussão.
Motivo para barulho não falta. Justos e injustos. As administrações municipais sustentam muita gente desocupada. Prefeitos, vereadores e bajuladores pagos regiamente para cuidar de coisa nenhuma certamente vão espernear muito, a fim de preservar as mordomias bancadas pelo erário. Pura bravata. Nas entrelinhas do pacto federativo enviado ao Senado, no entanto, há muito para ser discutido com a devida atenção. Melhor a população e os seus representantes na chamada Câmara Alta não perderem o foco, ocupados com questões menores.