Adema ainda não recebeu kits do governo federal

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O VOLUME DE ÓLEO NAS PRAIAS SERGIPANAS ESTÁ DIMINUINDO
O VOLUME DE ÓLEO NAS PRAIAS SERGIPANAS ESTÁ DIMINUINDO

As manchas de óleo voltaram a aparecer em algumas praias sergipanas
As manchas de óleo voltaram a aparecer em algumas praias sergipanas

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Publicada em 06/11/2019 às 05:09:00

 

Milton Alves Júnior
Seguem indisponíveis 
ao estado de Sergipe 
os kits contendo equipamentos de proteção individual prometidos pelo Governo Federal, por intermédio dos ministérios do Meio Ambiente, e do Desenvolvimento Regional. Conforme destacado pela direção da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), no primeiro momento o poder executivo federal havia anunciado o repasse em caráter imediato de 500 unidades. Diante do cenário agravante, no último dia 23 de outubro o ministro Gustavo Canuto, do Desenvolvimento Regional, oficializou que estaria dobrando a quantidade inicial, e, dessa forma, mil kits seriam encaminhados para Aracaju. Até o final da tarde de ontem, apenas equipamentos doados por empresas da iniciativa privada foram utilizados em toda a costa sergipana.
Em nova atualização das ações operacionais realizadas por órgãos públicos, organizações não governamentais, e escolas, foi possível constatar que foram recolhidos do litoral sergipano 1.210 toneladas de petróleo cru. Essa quantidade já ultrapassa em mais de 30% a capacidade de armazenamento do reservatório disponibilizado pela Petrobras localizado no povoado Alto do Jericó, no município sergipano de Carmópolis; o espaço, segundo o Governo Federal possui capacidade para acumular até 840 toneladas. Todas as 17 praias do estado de Sergipe - uma extensão de 197 quilômetros - foram atingidas pelas manchas de óleo. Chama a atenção o fato de o presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, ter anunciado na semana passada que um cenário de catástrofe ainda mais representativo pode atingir a região Nordeste do país.
Óleo diminui - Em contraponto às perspectivas apresentadas pelo chefe do poder executivo federal, na manhã de ontem, por meio de nota pública, a Frente Unificada de Sergipe informou que: "o trabalho de monitoramento e limpeza continua sendo realizado em praias, rios e manguezais, mas a quantidade de óleo diminuiu consideravelmente aqui no Estado." O grupo operacional é composto por integrantes da Marinha do Brasil, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Adema, Defesa Civil Nacional e Estadual, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Superintendência do Patrimônio da União (SPU), Fundação Mamíferos Aquáticos, Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Aracaju (Sema), Universidade Federal de Sergipe e Prefeitura Municipal da Barra dos Coqueiros.
Para o diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, apesar de os registros de manchas nas praias apresentarem atualmente um acúmulo inferior se comparado com a segunda quinzena de setembro - período quando o petróleo cru começou a ser notificado na região Norte de Sergipe - o encaminhamento dos kits de proteção individual deve ser realizado com o máximo de brevidade em virtude de o problema continuar presente na região litorânea. Dias informou ao JORNAL DO DIA que novas manchas de óleo começaram surgir nas praias da região Sul de Sergipe. O Governo do Estado de Sergipe tem buscado pressionar a administração pública federal para que as promessas publicadas há menos de 15 dias sejam devidamente cumpridas.
 "Estamos aguardando. Amanhã completam exatamente 15 dias que houve essa promessa de duplicação da quantidade de kits que seriam utilizados para proteger tanto os técnicos e demais profissionais dos órgãos federais, estaduais e municipais, como também aqueles voluntários de ONGs, associações de pescadores e populares que seguem se somando nessa luta. De equipamentos de proteção temos apenas aqueles que foram doados a partir da iniciativa privada. Os quais são extremamente bem-vindos, mas insuficientes para a quantidade de pessoas que trabalham para limpar as regiões atingidas", declarou Gilvan Dias. Até o fechamento desta matéria o Governo Federal não havia se manifestado sobre os motivos pelos quais seguem impossibilitando o repasse dos kits.

Milton Alves Júnior

Seguem indisponíveis  ao estado de Sergipe  os kits contendo equipamentos de proteção individual prometidos pelo Governo Federal, por intermédio dos ministérios do Meio Ambiente, e do Desenvolvimento Regional. Conforme destacado pela direção da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), no primeiro momento o poder executivo federal havia anunciado o repasse em caráter imediato de 500 unidades. Diante do cenário agravante, no último dia 23 de outubro o ministro Gustavo Canuto, do Desenvolvimento Regional, oficializou que estaria dobrando a quantidade inicial, e, dessa forma, mil kits seriam encaminhados para Aracaju. Até o final da tarde de ontem, apenas equipamentos doados por empresas da iniciativa privada foram utilizados em toda a costa sergipana.
Em nova atualização das ações operacionais realizadas por órgãos públicos, organizações não governamentais, e escolas, foi possível constatar que foram recolhidos do litoral sergipano 1.210 toneladas de petróleo cru. Essa quantidade já ultrapassa em mais de 30% a capacidade de armazenamento do reservatório disponibilizado pela Petrobras localizado no povoado Alto do Jericó, no município sergipano de Carmópolis; o espaço, segundo o Governo Federal possui capacidade para acumular até 840 toneladas. Todas as 17 praias do estado de Sergipe - uma extensão de 197 quilômetros - foram atingidas pelas manchas de óleo. Chama a atenção o fato de o presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, ter anunciado na semana passada que um cenário de catástrofe ainda mais representativo pode atingir a região Nordeste do país.

Óleo diminui - Em contraponto às perspectivas apresentadas pelo chefe do poder executivo federal, na manhã de ontem, por meio de nota pública, a Frente Unificada de Sergipe informou que: "o trabalho de monitoramento e limpeza continua sendo realizado em praias, rios e manguezais, mas a quantidade de óleo diminuiu consideravelmente aqui no Estado." O grupo operacional é composto por integrantes da Marinha do Brasil, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Adema, Defesa Civil Nacional e Estadual, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Superintendência do Patrimônio da União (SPU), Fundação Mamíferos Aquáticos, Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Aracaju (Sema), Universidade Federal de Sergipe e Prefeitura Municipal da Barra dos Coqueiros.
Para o diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, apesar de os registros de manchas nas praias apresentarem atualmente um acúmulo inferior se comparado com a segunda quinzena de setembro - período quando o petróleo cru começou a ser notificado na região Norte de Sergipe - o encaminhamento dos kits de proteção individual deve ser realizado com o máximo de brevidade em virtude de o problema continuar presente na região litorânea. Dias informou ao JORNAL DO DIA que novas manchas de óleo começaram surgir nas praias da região Sul de Sergipe. O Governo do Estado de Sergipe tem buscado pressionar a administração pública federal para que as promessas publicadas há menos de 15 dias sejam devidamente cumpridas.
 "Estamos aguardando. Amanhã completam exatamente 15 dias que houve essa promessa de duplicação da quantidade de kits que seriam utilizados para proteger tanto os técnicos e demais profissionais dos órgãos federais, estaduais e municipais, como também aqueles voluntários de ONGs, associações de pescadores e populares que seguem se somando nessa luta. De equipamentos de proteção temos apenas aqueles que foram doados a partir da iniciativa privada. Os quais são extremamente bem-vindos, mas insuficientes para a quantidade de pessoas que trabalham para limpar as regiões atingidas", declarou Gilvan Dias. Até o fechamento desta matéria o Governo Federal não havia se manifestado sobre os motivos pelos quais seguem impossibilitando o repasse dos kits.