Agentes prisionais protestam por convocação

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A conselheira Susana Azevedo se reuniu com representantes dos agentes
A conselheira Susana Azevedo se reuniu com representantes dos agentes

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Publicada em 06/11/2019 às 05:07:00

 

Contrário ao serviço terceirizado, bem como na luta pela convocação de profissionais aprovados no Concurso Público para Guarda Prisional de Sergipe, um grupo de agentes penitenciários se reuniu na manhã de ontem em frente à sede do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE), na zona Norte de Aracaju, para pressionar a Corte de Contas a rever o parecer que concede ao Estado o direito temporário de contratar funcionários terceirizados. Essa permissão foi oficializada pelo órgão ainda no ano de 2017, quando a conselheira Suzana Azevedo aprovou a utilização do serviço de terceirização no Presídio Antônio Nascimento Nogueira.
Com o apoio do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Sergipe (Sindipen), a classe trabalhadora diz esperar que o colegiado derrube o parecer, e exija que o Governo do Estado reinicie o processo de reestruturação das unidades prisionais atualmente em funcionamento em Sergipe. Para o presidente do Sindipen, Wesley Alves, é preciso que o Tribunal de Contas, sobretudo os conselheiros, apresentem em caráter imediato um parecer contrário, revogando a decisão e obrigando o estado a nomear concursados. Os manifestantes pedem que 100 candidatos aprovados no último concurso público sejam nomeados e passem a trabalhar efetivamente no sistema prisional.
"Nós temos déficit de trabalhadores, estrutura qualificada e condições de trabalho. Para se ter uma ideia, e é preciso que a população sergipana tenha conhecimento disso, a unidade prisional que fica no município de São Cristóvão [Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto (Copemcan)] possui capacidade para 800 internos e hoje tem três mil. Isso sem falar que tem pavilhões contendo 615 internos e apenas dois ou três agentes tomando conta. Trata-se de um barril de pólvora diário e estamos há meses chamando a atenção para esse problema", declarou. Logo após a manifestação o grupo foi informado que a conselheira Susana Azevedo estaria convidando uma comissão para tratar do pleito.
Na esfera administrativa estadual, o Governo de Sergipe informou por meio de nota que de fato: "o concurso já foi homologado e todo o material para o curso de formação está preparado. O poder executivo estadual destacou ainda que esse procedimento está em fase final para a entrega do novo semiaberto e, sem dúvidas, os candidatos serão paulatinamente chamados. Apenas aguardamos a ideal recuperação financeira do estado para que os concursados sejam chamados." (Milton Alves Júnior)

Contrário ao serviço terceirizado, bem como na luta pela convocação de profissionais aprovados no Concurso Público para Guarda Prisional de Sergipe, um grupo de agentes penitenciários se reuniu na manhã de ontem em frente à sede do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE), na zona Norte de Aracaju, para pressionar a Corte de Contas a rever o parecer que concede ao Estado o direito temporário de contratar funcionários terceirizados. Essa permissão foi oficializada pelo órgão ainda no ano de 2017, quando a conselheira Suzana Azevedo aprovou a utilização do serviço de terceirização no Presídio Antônio Nascimento Nogueira.
Com o apoio do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Sergipe (Sindipen), a classe trabalhadora diz esperar que o colegiado derrube o parecer, e exija que o Governo do Estado reinicie o processo de reestruturação das unidades prisionais atualmente em funcionamento em Sergipe. Para o presidente do Sindipen, Wesley Alves, é preciso que o Tribunal de Contas, sobretudo os conselheiros, apresentem em caráter imediato um parecer contrário, revogando a decisão e obrigando o estado a nomear concursados. Os manifestantes pedem que 100 candidatos aprovados no último concurso público sejam nomeados e passem a trabalhar efetivamente no sistema prisional.
"Nós temos déficit de trabalhadores, estrutura qualificada e condições de trabalho. Para se ter uma ideia, e é preciso que a população sergipana tenha conhecimento disso, a unidade prisional que fica no município de São Cristóvão [Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto (Copemcan)] possui capacidade para 800 internos e hoje tem três mil. Isso sem falar que tem pavilhões contendo 615 internos e apenas dois ou três agentes tomando conta. Trata-se de um barril de pólvora diário e estamos há meses chamando a atenção para esse problema", declarou. Logo após a manifestação o grupo foi informado que a conselheira Susana Azevedo estaria convidando uma comissão para tratar do pleito.
Na esfera administrativa estadual, o Governo de Sergipe informou por meio de nota que de fato: "o concurso já foi homologado e todo o material para o curso de formação está preparado. O poder executivo estadual destacou ainda que esse procedimento está em fase final para a entrega do novo semiaberto e, sem dúvidas, os candidatos serão paulatinamente chamados. Apenas aguardamos a ideal recuperação financeira do estado para que os concursados sejam chamados." (Milton Alves Júnior)