Do lado errado da história

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Publicada em 01/11/2019 às 21:53:00

 

O presidente Jair Bolsonaro e os 
seus rebentos teimam em se 
colocar do lado errado da história. Apoiadores das milícias cariocas, entusiastas de torturadores, os Bolsonaro sempre ostentaram desprezo pelas regras do embate democrático. A declaração estapafúrdia do deputado federal Eduardo Bolsonaro, para quem um novo AI - 5 seria a única resposta adequada a uma eventual radicalização dos partidos de esquerda, no entanto, superou todos os limites já traçados.
Em primeiro lugar, é preciso lembrar a repercussão do chamado Ato Institucional número cinco na realidade concreta do País, no período mais duro da ditadura militar instaurada em 1964: Congresso fechado; censura prévia; prisões arbitrárias; institucionalização da tortura. Depois, é necessário observar os princípios consagrados na Constituição Federal, o Código Penal, a Lei de Segurança Nacional e o regimento da Câmara dos Deputados. A declaração de Eduardo Bolsonaro incorre em crimes perfeitamente passíveis de punição.
Após a imensa repercussão negativa, Eduardo Bolsonaro tentou atribuir o problema criado pelas suas próprias palavras a um suposto lapso de interpretação. Não convenceu ninguém. Quem não se lembra do presidente Jair Bolsonaro exaltando o coronel Ustra, torturador condenado, durante a votação do impeachment da presidente Dilma? O histórico familiar condena o deputado.
O pendor autoritário do presidente Bolsonaro, empenhado em sufocar os maiores veículos de imprensa do País, por via financeira, transparece no modo personalista como encara o exercício do cargo. Assim, nada mais natural para ele e os seus herdeiros, do que dividir os ditadores em dois tipos: Fidel Castro, Hugo Chávez e Maduro encarnam a face mais perigosa do mal, ao lado do presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores. Pinochet, por outro lado, é tomado por um verdadeiro patriota.

O presidente Jair Bolsonaro e os  seus rebentos teimam em se  colocar do lado errado da história. Apoiadores das milícias cariocas, entusiastas de torturadores, os Bolsonaro sempre ostentaram desprezo pelas regras do embate democrático. A declaração estapafúrdia do deputado federal Eduardo Bolsonaro, para quem um novo AI - 5 seria a única resposta adequada a uma eventual radicalização dos partidos de esquerda, no entanto, superou todos os limites já traçados.
Em primeiro lugar, é preciso lembrar a repercussão do chamado Ato Institucional número cinco na realidade concreta do País, no período mais duro da ditadura militar instaurada em 1964: Congresso fechado; censura prévia; prisões arbitrárias; institucionalização da tortura. Depois, é necessário observar os princípios consagrados na Constituição Federal, o Código Penal, a Lei de Segurança Nacional e o regimento da Câmara dos Deputados. A declaração de Eduardo Bolsonaro incorre em crimes perfeitamente passíveis de punição.
Após a imensa repercussão negativa, Eduardo Bolsonaro tentou atribuir o problema criado pelas suas próprias palavras a um suposto lapso de interpretação. Não convenceu ninguém. Quem não se lembra do presidente Jair Bolsonaro exaltando o coronel Ustra, torturador condenado, durante a votação do impeachment da presidente Dilma? O histórico familiar condena o deputado.
O pendor autoritário do presidente Bolsonaro, empenhado em sufocar os maiores veículos de imprensa do País, por via financeira, transparece no modo personalista como encara o exercício do cargo. Assim, nada mais natural para ele e os seus herdeiros, do que dividir os ditadores em dois tipos: Fidel Castro, Hugo Chávez e Maduro encarnam a face mais perigosa do mal, ao lado do presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores. Pinochet, por outro lado, é tomado por um verdadeiro patriota.