Plano paralisado

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Publicada em 29/10/2019 às 10:48:00

 

O óleo que tomou as praias do 
nordeste ainda é tema de 
debates e embates nos tribunais. O governo federal jura de pés juntos que o Plano Nacional de Contingência foi colocado em ação, desde o primeiro momento da tragédia. O Ministério Público Federal em Sergipe afirma o contrário e acionou a Justiça para exigir providências. Em meio ao diz que me disse, o maior crime ambiental já registrado na costa brasileira segue penalizando os inocentes.
Por inocentes, entenda-se, por exemplo, milhares pescadores obrigados a cruzar os braços, sem saber quando poderão voltar ao mar. Para estes, se o tal plano realmente foi colocado em prática, serviu para coisa nenhuma.
De fato, as providências tomadas pelo governo são as mais tímidas. Ao invés de apontar o dedo a esmo, em busca de culpados, sem a menor responsabilidade, as autoridades no primeiro escalão da República deveriam tomar a frente do combate à poluição da costa brasileira. Não há apoio logístico e orientação adequadas para os voluntários. O destino do óleo recolhido nas praias é outra incógnita.
Há pouco tempo, o presidente Bolsonaro extinguiu conselhos, comissões, comitês, juntas e outras entidades criadas com o fim de atuar na preservação do meio ambiente. Agora, não à toa, o governo federal bate cabeça, sem saber como conter a tragédia que veio dar à praia, na qualidade de um mistério criminoso.
Um Plano de Contingência há. O documento prevê, entre outras medidas, a instauração de um Comitê de Suporte com o fim de alocar recursos materiais, humanos e financeiros, indispensáveis para se enfrentar um desastre socioambiental dessa grandeza. Até agora, salvo uma ou outra providência pontual, nada disso ocorreu.

O óleo que tomou as praias do  nordeste ainda é tema de  debates e embates nos tribunais. O governo federal jura de pés juntos que o Plano Nacional de Contingência foi colocado em ação, desde o primeiro momento da tragédia. O Ministério Público Federal em Sergipe afirma o contrário e acionou a Justiça para exigir providências. Em meio ao diz que me disse, o maior crime ambiental já registrado na costa brasileira segue penalizando os inocentes.
Por inocentes, entenda-se, por exemplo, milhares pescadores obrigados a cruzar os braços, sem saber quando poderão voltar ao mar. Para estes, se o tal plano realmente foi colocado em prática, serviu para coisa nenhuma.
De fato, as providências tomadas pelo governo são as mais tímidas. Ao invés de apontar o dedo a esmo, em busca de culpados, sem a menor responsabilidade, as autoridades no primeiro escalão da República deveriam tomar a frente do combate à poluição da costa brasileira. Não há apoio logístico e orientação adequadas para os voluntários. O destino do óleo recolhido nas praias é outra incógnita.
Há pouco tempo, o presidente Bolsonaro extinguiu conselhos, comissões, comitês, juntas e outras entidades criadas com o fim de atuar na preservação do meio ambiente. Agora, não à toa, o governo federal bate cabeça, sem saber como conter a tragédia que veio dar à praia, na qualidade de um mistério criminoso.
Um Plano de Contingência há. O documento prevê, entre outras medidas, a instauração de um Comitê de Suporte com o fim de alocar recursos materiais, humanos e financeiros, indispensáveis para se enfrentar um desastre socioambiental dessa grandeza. Até agora, salvo uma ou outra providência pontual, nada disso ocorreu.