A vitória da esquerda na América

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O vice-presidente estadual do MDB, Sérgio Reis, esteve presente na 12ª Caminhada Missionária da Paróquia de Santa Luzia, no domingo, no povoado Colônia 13, município de Lagarto. Para Reis, o momento propiciou o fortalecimento de laços afetivos. \"Fui
O vice-presidente estadual do MDB, Sérgio Reis, esteve presente na 12ª Caminhada Missionária da Paróquia de Santa Luzia, no domingo, no povoado Colônia 13, município de Lagarto. Para Reis, o momento propiciou o fortalecimento de laços afetivos. \"Fui

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Publicada em 29/10/2019 às 10:41:00

 

Em meio ao grande desastre ambiental 
com manchas de óleo tendo atingido 
todo o litoral nordestino, incluindo as 17 praias de Sergipe, com danos não só ao meio ambiente, mas a economia local e ao turismo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) saiu em viagem internacional por duas semanas para bem longe: três países do Oriente Médio (Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita).
No tour pelo Oriente Médio, Bolsonaro assistiu, no domingo, a vitória de Alberto Fernández e Cristina Kirchner para presidente e vice-presidente respectivamente da Argentina, cujo país vive uma crise econômica sem precedentes com alta inflação, desemprego e desvalorização da moeda. Os dois fazem parte da coalizão de esquerda Frente de Todos, que derrotou o presidente Maurício Macri, de centro direita.
O capitão acompanhou a eleição na Argentina e já falou besteira.  Bolsonaro disse que "lamenta" o resultado das eleições presidenciais e que a Argentina "escolheu mal".
Quando Bolsonaro esteve na Argentina, em junho deste ano e foi recebido na Casa Rosada pelo presidente Macri, enfrentou protestos de ONG´s, movimentos políticos, sociais e sindicais na Praça de Maio, um dos principais símbolos de resistência política da capital Buenos Aires.
O protesto foi motivado pelos seus elogios público a torturadores, uma vez que os argentinos passaram por uma das ditaduras mais sangrentas da América Latina (1966 e 1973). Uma compilação de suas falas defendendo ditadores, torturadores e atacando a deputada do PT, Maria do Rosário, foi exibida e rechaçada no início do ato, quando estava sendo recebido por Macri.
Não faltaram projeções e dizeres como "Fora Bolsonaro" e "seu ódio não é bem-vindo".  Por conta do grande protesto, a imprensa argentina já noticiava em junho que Macri, que já era pré-candidato a reeleição, poderia sofrer uma derrota pela sua aproximação com o presidente Bolsonaro. Dito e feito.
Não somente o povo argentino decidiu tirar a direita do poder. A população do Uruguai caminha nessa direção. Na eleição do domingo, os uruguaios levaram para o 2º turno Daniel Martínez, da esquerda Frente Ampla, e Luis Lacalle Pou, candidato de direita pelo Partido Nacional. No 1º turno, Martínez obteve 38,6% dos votos, enquanto Lacalle obteve 28,2%.
A direita não está nada bem também no Chile. O presidente Sebastián Piñera está enfrentando protestos do povo chileno. Na última sexta-feira mais de um milhão de pessoas foram às ruas pedir melhorias sociais no país. Com bandeiras, apitos, cartazes, panelas e frigideiras para se fazerem ouvir, houve protestos.
Os manifestantes expressavam demandas como melhores salários e aposentadorias e melhorias no setor de educação. Nos mais de 10 dias de protesto, já são quase 20 mortes e dezenas de prisões.
Trocando em miúdos, a direita está ruindo na América Latina. Bolsonaro que se cuide...

Em meio ao grande desastre ambiental  com manchas de óleo tendo atingido  todo o litoral nordestino, incluindo as 17 praias de Sergipe, com danos não só ao meio ambiente, mas a economia local e ao turismo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) saiu em viagem internacional por duas semanas para bem longe: três países do Oriente Médio (Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita).
No tour pelo Oriente Médio, Bolsonaro assistiu, no domingo, a vitória de Alberto Fernández e Cristina Kirchner para presidente e vice-presidente respectivamente da Argentina, cujo país vive uma crise econômica sem precedentes com alta inflação, desemprego e desvalorização da moeda. Os dois fazem parte da coalizão de esquerda Frente de Todos, que derrotou o presidente Maurício Macri, de centro direita.
O capitão acompanhou a eleição na Argentina e já falou besteira.  Bolsonaro disse que "lamenta" o resultado das eleições presidenciais e que a Argentina "escolheu mal".
Quando Bolsonaro esteve na Argentina, em junho deste ano e foi recebido na Casa Rosada pelo presidente Macri, enfrentou protestos de ONG´s, movimentos políticos, sociais e sindicais na Praça de Maio, um dos principais símbolos de resistência política da capital Buenos Aires.
O protesto foi motivado pelos seus elogios público a torturadores, uma vez que os argentinos passaram por uma das ditaduras mais sangrentas da América Latina (1966 e 1973). Uma compilação de suas falas defendendo ditadores, torturadores e atacando a deputada do PT, Maria do Rosário, foi exibida e rechaçada no início do ato, quando estava sendo recebido por Macri.
Não faltaram projeções e dizeres como "Fora Bolsonaro" e "seu ódio não é bem-vindo".  Por conta do grande protesto, a imprensa argentina já noticiava em junho que Macri, que já era pré-candidato a reeleição, poderia sofrer uma derrota pela sua aproximação com o presidente Bolsonaro. Dito e feito.
Não somente o povo argentino decidiu tirar a direita do poder. A população do Uruguai caminha nessa direção. Na eleição do domingo, os uruguaios levaram para o 2º turno Daniel Martínez, da esquerda Frente Ampla, e Luis Lacalle Pou, candidato de direita pelo Partido Nacional. No 1º turno, Martínez obteve 38,6% dos votos, enquanto Lacalle obteve 28,2%.
A direita não está nada bem também no Chile. O presidente Sebastián Piñera está enfrentando protestos do povo chileno. Na última sexta-feira mais de um milhão de pessoas foram às ruas pedir melhorias sociais no país. Com bandeiras, apitos, cartazes, panelas e frigideiras para se fazerem ouvir, houve protestos.
Os manifestantes expressavam demandas como melhores salários e aposentadorias e melhorias no setor de educação. Nos mais de 10 dias de protesto, já são quase 20 mortes e dezenas de prisões.
Trocando em miúdos, a direita está ruindo na América Latina. Bolsonaro que se cuide...

Em Buenos Aires

O ex-governador Jackson Barreto (MDB), que tem sua formação política na esquerda e lutou contra a ditadura militar e pela redemocratização do país, viajou a Argentina na sexta-feira passada para acompanhar as eleições no país e torcer pela chapa peronista encabeçada por Alberto Fernández. Satisfeito com o resultado das urnas retorna ao Brasil nessa quarta-feira.

Eleição

Está marcada para a sessão do próximo dia 7 de novembro a escolha do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE). Pelo critério de rodízio, o escolhido deve ser o conselheiro Luiz Augusto Ribeiro. A posse ocorre no final de dezembro.

No O Dia 1

O Informe do Dia, do Jornal O Dia, do Rio de Janeiro, publicou no domingo que o ex-deputado federal André Moura (PSC), perto de completar um mês como secretário da Casa Civil, é o "mais novo homem-forte do Palácio Guanabara". Diz o Informe: "Hoje, não há projetos ou decisões que não passem primeiro por sua mesa. Além de fazer a roda girar na gestão, coordena as ações de Witzel para viabilizar a pré-candidatura à Presidência".

No O Dia 2

Publica ainda O Dia: "Ele chega ao trabalho pontualmente às 7h45. Faz reuniões simultâneas, prática comum em Brasília. Nos bastidores, André despertou ciúme de colegas pela aproximação com Witzel. Já outros, que operam em áreas estratégicas, tentaram se aliar, mas fracassaram. Na Alerj, teve deputado elogiando em discurso a articulação política de Witzel".

Super secretário

André Moura comanda no governo de Wilson Witze cinco secretarias: Planejamento, Orçamento, Comunicação, Representação de Brasília e Gabinete.  Tem 16 sub-secretários. Com isso, administra um orçamento cinco vezes maior que o do Estado de Sergipe.

Quer que fique

Apesar de André ter pretensão de disputar mandato eletivo em 2022 por Sergipe é intenção de Witze que seja candidato pelo Rio de Janeiro. O próprio governador disse ao ex-deputado federal João Fontes, no dia do jogo do Flamengo x Grêmio, no Maracanã, que Moura não voltaria para Sergipe. "Preciso que André fique aqui para ajudar o Rio. Não vou deixar ele voltar. Vai ser parlamentar para ajudar o Rio de Janeiro", chegou a dizer.

Ainda impressionado

João Fontes declarou à coluna que ficou impressionado com o carinho que o governador do Rio tem com André, assim como, com o seu prestígio. Enfatiza o fato de no intervalo do jogo, Witze ter assinado com o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e André Moura, um projeto de lei para que seja reconstruído no Maracanã a antiga "geral" para que o torcedor pobre possa ir assistir aos jogos do Mengão com ingressos populares. As cadeiras, padrão Fifa, passam a ser móveis na área destinada para a geral e só ser&ati lde;o utilizadas nesse espaço nos jogos da Fifa. A geral ficaria em todo o campeonato carioca.

Sem ideologia

O detalhe é que o projeto de lei assinado é de autoria de dois deputados do PT, que fazem oposição ao governo carioca. O que fez Witze sair com essa na assinatura do projeto de lei: "Estamos trabalhando juntos, longe das ideologias, para melhorar a qualidade de vida da população".

A sucessora

Em conversa recente com a coluna, André Moura declarou que a sua pretensão política é disputar mandato eletivo em 2022 por Sergipe.  Mas, por algum motivo de força maior, ele não vindo a ser candidato pelo estado o nome para sucedê-lo é o da filha Iandra Moura, que é advogada.

Sobre as manchas 1

Do ex-senador Antônio Carlos Valadares (PSB) sobre as manchas de óleo no litoral nordestino: "Há algo estranho que  não foi descoberto. O óleo vem, suja as nossas praias, atinge o ecossistema dos mares, matando peixes e inviabilizando a pesca, e as nossas autoridades ficam a especular sobre a causa e não sabem como combater os seus efeitos".

Sobre as manchas 2

Prossegue: "Nesse diapasão, um ministro meio perdido, o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sem saber ao certo quem fez a sujeira, insinua que um navio da Greenpeace, famosa ONG  mundial que atua em defesa do meio ambiente, de ter despejado o temido e pegajoso óleo em nossas praias. Despreparo, e falta de compromisso. Discursos bombásticos, medidas paliativas sem qualquer consequência imediata a médio, ou a longo prazo, para conter essa mancha, ou outra que no futuro apare&cc edil;a".

Sobre as manchas 3

Enfatiza Valadares: "Prova disso é que o Plano de Contingência  a cargo do governo federal, que deveria estar preparado para catástrofes como essa, não foi acionado a tempo, como deveria. Equipes de voluntários aparecem numa ação humana e solidária nas praias nordestinas, ocupando um espaço do poder público, e agem com presteza para evitar a contaminação e diminuir os impactos do d errame. O meio ambiente, a pesca e o turismo agradecem. Mas, afinal, a quem reclamar sobre conduta tão omissa e irresponsável?". 

Capela 1

A Maternidade de Capela pode fechar as portas por falta de profissionais de saúde. Informações chegadas à coluna dão conta que a falta de profissionais só ocorre em razão do critério de contratação não ser mais por contrato, mas, através de PSS (Processo Seletivo Simplificado) da Saúde, que não está ocorrendo na área.

Capela 2

Segundo um médico, vários colegas têm interesse em trabalhar na Maternidade de Capela. Só que não tem como por ter mudado o critério de contratação, que é pelo PSS que não está ocorrendo. Isso está levando a especulação entre os funcionários de que a intenção do secretário da Saúde, Valberto de Oliveira< /span>, que tem a pretensão de disputar a prefeitura de Propriá em 2020, tem a pretensão de fechar a maternidade de Capela e abrir uma no seu município.

Veja essa ...

Eleito no domingo com 48% dos votos, o próximo presidente da Argentina, Alberto Fernández, em seu discurso em comemoração ao resultado das eleições, e, entre as falas emocionadas, pediu que o ex-presidente Lula seja libertado da prisão.  Fernández chegou a visitar Lula em Curitiba. O discurso não agradou o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que disse que não irá parabenizá-lo pela vitória.   

Curtas

O Cidadania realizou no final de semana o Congresso Extraordinário do partido, oportunidade em que foi aprovado o novo Estatuto e Programa Político. O evento contou com a presença do presidente nacional da legenda, Roberto Freire, e do senador Alessandro Vieira (SE).

"O novo estatuto incorpora uma visão de mundo contemporânea, abraçando a sociedade e os movimentos de renovação com o objetivo claro de fortalecer a nossa democracia e apresentar soluções concretas para nossos problemas sociais e econômicos crônicos. Longe de radicalismos inúteis e buscando o diálogo produtivo e respeitoso com todos os setores envolvidos", disse Alessandro.

Do vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, com relação aos 74 anos completados pelo ex-presidente Lula no domingo: "Quero aproveitar e dizer para o Brasil que o nosso presente para Lula é continuar na luta por sua liberdade, e a cada dia provar para mais pessoas a sua inocência e lutar pelo restabelecimento dos seus direitos políticos".