Tarde demais

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Publicada em 26/10/2019 às 14:00:00

 

A negligência do Governo Fede-
ral, a relutância para adotar 
medidas práticas capazes de mitigar as consequências do maior crime ambiental já registrado na costa brasileira, é o principal fundamento sob ação movida pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União. Falta de sensibilidade e competência levaram o governo às barras da Justiça.
A própria Justiça Federal em Sergipe já arguiu as autoridades da República a respeito da demora em agir. Há procedimentos padronizados para lidar com as tragédias. Inexplicavelmente, contudo, o Ministério do Meio Ambiente tomou providências tarde demais.
Aparentemente, há prova material do descaso. O passo a passo do manual elaborado para determinar se o Plano Nacional de Contingência de Incidentes com Óleo (PNC) deve ou não ser acionado mostra que o governo demorou a agir, mesmo com o agravamento diário da situação.
Além disso, o presidente Bolsonaro extinguiu conselhos, comissões, comitês, juntas e outras entidades criadas com o fim de atuar na preservação do meio ambiente. Agora, não à toa, o governo federal bate cabeça, sem saber como conter a tragédia que veio dar à praia, na qualidade de um mistério criminoso.
Independente de origem, a imensa mancha de óleo que polui as praias da região nordeste tem as digitais de Jair Bolsonaro. É lamentável, mas o desmonte deliberado da estrutura indispensável à proteção ambiental está entre os feitos dos quais o presidente se orgulha.

A negligência do Governo Fede- ral, a relutância para adotar  medidas práticas capazes de mitigar as consequências do maior crime ambiental já registrado na costa brasileira, é o principal fundamento sob ação movida pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União. Falta de sensibilidade e competência levaram o governo às barras da Justiça.
A própria Justiça Federal em Sergipe já arguiu as autoridades da República a respeito da demora em agir. Há procedimentos padronizados para lidar com as tragédias. Inexplicavelmente, contudo, o Ministério do Meio Ambiente tomou providências tarde demais.
Aparentemente, há prova material do descaso. O passo a passo do manual elaborado para determinar se o Plano Nacional de Contingência de Incidentes com Óleo (PNC) deve ou não ser acionado mostra que o governo demorou a agir, mesmo com o agravamento diário da situação.
Além disso, o presidente Bolsonaro extinguiu conselhos, comissões, comitês, juntas e outras entidades criadas com o fim de atuar na preservação do meio ambiente. Agora, não à toa, o governo federal bate cabeça, sem saber como conter a tragédia que veio dar à praia, na qualidade de um mistério criminoso.
Independente de origem, a imensa mancha de óleo que polui as praias da região nordeste tem as digitais de Jair Bolsonaro. É lamentável, mas o desmonte deliberado da estrutura indispensável à proteção ambiental está entre os feitos dos quais o presidente se orgulha.