LULA, NOBEL E SHELL

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Publicada em 23/10/2019 às 21:18:00

 

* Rômulo Rodrigues
O anúncio do vencedor do Prêmio Nobel da Paz, no último dia 11, não me trouxe nenhuma frustração ou quebra de expectativa.
No dia anterior, quinta feira (10), já havia manifestado minha opinião que a premiação de Lula alteraria a correlação de forças e o colocaria na estrada da Secretaria Geral da ONU.
Anunciados os vencedores, da Paz e da Economia, não há como negar que Lula venceu, sem ter sido anunciado.
Antes de tecer qualquer consideração sobre o vencedor do Prêmio, é bom resgatar o momento emblemático da antológica reunião do G-20 em que Bush pediu a Lula apoio aos EUA na guerra contra o Iraque e ouviu como resposta: a guerra que deveria ser priorizada no mundo é contra a fome e a prioridade é combatê-la no continente africano.
A partir daquele momento, o Brasil passou a ser destaque na agenda mundial como o mais forte e respeitado País a desfraldar a Bandeira da Paz, que não fosse a dos Cemitérios; a dos Sepulcros Caiados.
Um passo importante dentro do futuro contexto foi o acordo sobre a politica de não proliferação de armas nucleares pelo Iran, mediado com as intervenções do Brasil e da Turquia e que, após a vitória e posse de Barak Obama, novo presidente dos Estados Unidos, este assinou um novo acordo. Bem inferior, mas que lhe valeu o Nobel da Paz.
As impressões de Lula no Nobel da Paz e da Economia, são visíveis. O Primeiro Ministro da Etiópia representa um dos mais inquestionáveis reconhecimentos ao papel da África para a Paz mundial e o combate à fome, um dos Oito Objetivos do Milênio da ONU, assinado por 192 Países em Janeiro de 2000, que os governos Lula e Dilma cumpriram integralmente e foram muito premiados pelos feitos alcançados.
Na Economia, um trio formado por um americano nascido na Índia, uma franco americana e um americano de origem foram os premiados, por uma abordagem experimental para aliviar a pobreza global.
É muito interessante ver o principal destaque para a premiação; "como resultado direto de um de seus estudos, mais de 5 milhões de crianças indianas se beneficiaram de programas eficazes de aulas de reforço nas escolas. Outro exemplo; os pesados subsídios para cuidados de saúde preventivos que foram introduzidos em muitos Países", afirmou o Comitê do Nobel, destacando ainda que as pesquisas "têm um grande potencial para melhorar ainda mais a vida das pessoas em pior situação do mundo".
Como, para bom entendedor, um pingo é letra; nenhuma das considerações para as premiações superam a adoção de cotas para acesso às Universidades no Brasil, para formar filhos de Pedreiros, Operários, empregadas Domésticas, Assentados Rurais; a expansão das Universidades federais para importantes cidades do interior do País, a criação de centenas de Institutos Federais de Educação em todo o Brasil, a criação do piso nacional do Magistério, as destinações de 25% dos Royaltyes do pré-sal para a Educação e 75% para a Saúde, como Programas de Políticas Públicas de Estado criadas pelos governos de Lula e Dilma que tiveram como contra ofensiva um Golpe de Estado, coordenado pela CIA e comandado pelo poder judiciário, pelo Exército e pela grande Mídia, que é repudiado pela prisão de Lula, cuja justificativa dada para não ser laureado, pelo Comitê norueguês, foi de que tal decisão poderia parecer política. Coisa que não aconteceu com Obama, nem com All Gore.
Agora, vamos entrar no capítulo do que a Shell tem a ver com a decisão. A Royal Dutch Shell é uma multinacional petrolífera anglo-holandeza com atividades principais no refino do Petróleo e na extração do gás Natural, dois ingredientes cobiçadíssimos nas criminosas dilapidações do patrimônio e da soberania nacional.
Parece estranheza, mas pode ser apenas coincidência, que a avalanche de pixe que invadiu as praias do Nordeste, tragam à mostra com a mais absoluta nitidez, as impressões digitais da Shell.
Com a previsão do Mega Leilão do pré-sal marcado para o próximo dia 06 de Novembro e tendo a Equinor Brasil Energia Ltda, empresa da Noruega, País de origem do quinteto que fez o julgamento do Prêmio Nobel da Paz de 2019, todos com caráter bastante conservador e reconhecidas ligações com os ideais neoliberais que andam apanhando na Bolívia, Argentina, Uruguai e encurralados no Equador, no Chile e na Colômbia, combinaram que dar um passaporte de Nobel da Paz a Lula, nesta conjuntura internacional, era mais que temerário; era suicídio.
Lula iria direto para a porta da Secretaria Geral da ONU.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

O anúncio do vencedor do Prêmio Nobel da Paz, no último dia 11, não me trouxe nenhuma frustração ou quebra de expectativa.
No dia anterior, quinta feira (10), já havia manifestado minha opinião que a premiação de Lula alteraria a correlação de forças e o colocaria na estrada da Secretaria Geral da ONU.
Anunciados os vencedores, da Paz e da Economia, não há como negar que Lula venceu, sem ter sido anunciado.
Antes de tecer qualquer consideração sobre o vencedor do Prêmio, é bom resgatar o momento emblemático da antológica reunião do G-20 em que Bush pediu a Lula apoio aos EUA na guerra contra o Iraque e ouviu como resposta: a guerra que deveria ser priorizada no mundo é contra a fome e a prioridade é combatê-la no continente africano.
A partir daquele momento, o Brasil passou a ser destaque na agenda mundial como o mais forte e respeitado País a desfraldar a Bandeira da Paz, que não fosse a dos Cemitérios; a dos Sepulcros Caiados.
Um passo importante dentro do futuro contexto foi o acordo sobre a politica de não proliferação de armas nucleares pelo Iran, mediado com as intervenções do Brasil e da Turquia e que, após a vitória e posse de Barak Obama, novo presidente dos Estados Unidos, este assinou um novo acordo. Bem inferior, mas que lhe valeu o Nobel da Paz.
As impressões de Lula no Nobel da Paz e da Economia, são visíveis. O Primeiro Ministro da Etiópia representa um dos mais inquestionáveis reconhecimentos ao papel da África para a Paz mundial e o combate à fome, um dos Oito Objetivos do Milênio da ONU, assinado por 192 Países em Janeiro de 2000, que os governos Lula e Dilma cumpriram integralmente e foram muito premiados pelos feitos alcançados.
Na Economia, um trio formado por um americano nascido na Índia, uma franco americana e um americano de origem foram os premiados, por uma abordagem experimental para aliviar a pobreza global.
É muito interessante ver o principal destaque para a premiação; "como resultado direto de um de seus estudos, mais de 5 milhões de crianças indianas se beneficiaram de programas eficazes de aulas de reforço nas escolas. Outro exemplo; os pesados subsídios para cuidados de saúde preventivos que foram introduzidos em muitos Países", afirmou o Comitê do Nobel, destacando ainda que as pesquisas "têm um grande potencial para melhorar ainda mais a vida das pessoas em pior situação do mundo".
Como, para bom entendedor, um pingo é letra; nenhuma das considerações para as premiações superam a adoção de cotas para acesso às Universidades no Brasil, para formar filhos de Pedreiros, Operários, empregadas Domésticas, Assentados Rurais; a expansão das Universidades federais para importantes cidades do interior do País, a criação de centenas de Institutos Federais de Educação em todo o Brasil, a criação do piso nacional do Magistério, as destinações de 25% dos Royaltyes do pré-sal para a Educação e 75% para a Saúde, como Programas de Políticas Públicas de Estado criadas pelos governos de Lula e Dilma que tiveram como contra ofensiva um Golpe de Estado, coordenado pela CIA e comandado pelo poder judiciário, pelo Exército e pela grande Mídia, que é repudiado pela prisão de Lula, cuja justificativa dada para não ser laureado, pelo Comitê norueguês, foi de que tal decisão poderia parecer política. Coisa que não aconteceu com Obama, nem com All Gore.
Agora, vamos entrar no capítulo do que a Shell tem a ver com a decisão. A Royal Dutch Shell é uma multinacional petrolífera anglo-holandeza com atividades principais no refino do Petróleo e na extração do gás Natural, dois ingredientes cobiçadíssimos nas criminosas dilapidações do patrimônio e da soberania nacional.
Parece estranheza, mas pode ser apenas coincidência, que a avalanche de pixe que invadiu as praias do Nordeste, tragam à mostra com a mais absoluta nitidez, as impressões digitais da Shell.
Com a previsão do Mega Leilão do pré-sal marcado para o próximo dia 06 de Novembro e tendo a Equinor Brasil Energia Ltda, empresa da Noruega, País de origem do quinteto que fez o julgamento do Prêmio Nobel da Paz de 2019, todos com caráter bastante conservador e reconhecidas ligações com os ideais neoliberais que andam apanhando na Bolívia, Argentina, Uruguai e encurralados no Equador, no Chile e na Colômbia, combinaram que dar um passaporte de Nobel da Paz a Lula, nesta conjuntura internacional, era mais que temerário; era suicídio.
Lula iria direto para a porta da Secretaria Geral da ONU.

* Rômulo Rodrigues é militante político