Cabo da PM é preso em ação contra roubo de veículos

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Kassio Viana, delegado responsável pelo caso
Kassio Viana, delegado responsável pelo caso

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Publicada em 22/10/2019 às 22:47:00

 

Gabriel Damásio
Um policial militar foi 
apontado como 
suspeito de liderar uma quadrilha que atua no roubo e no desmanche de veículos em Aracaju. O cabo José Luiz de Souza, lotado no Batalhão de Policiamento de Turismo (BPTur) e afastado atualmente das funções por motivos de saúde, foi preso ontem de manhã em Itaporanga D'Ajuda (Sul), por equipes da Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) e do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp). Os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, como parte de uma investigação da Polícia Civil. Durante a abordagem, o acusado não esboçou reação.
Segundo o delegado Kássio Kelinton Viana, responsável pela DRFV, o cabo José Luiz era quem encomendava os roubos dos veículos e seus respectivos processos de desmontagem e revenda das peças em oficinas irregulares. Outros três homens foram identificados como os que agiam sob ordens do militar. Dois deles, Michael Pereira da Silva Dias, o 'Neguinho'; e João Victor Silva Santos, o 'Vitinho', foram presos no dia 2 de agosto deste ano em outra operação do DRFV, que localizou quatro veículos - incluindo . A investigação mostrou que eram eles quem executavam os assaltos e furtos dos carros, os quais eram levados para um galpão localizado em Nossa Senhora do Socorro. 
A partir das prisões, os agentes chegaram à identidade do proprietário do galpão onde os veículos roubados eram desmanchados. "Descobrimos que quem encomendava os veículos era José Luiz de Souza. Ele recebia os veículos roubados dos ladrões, mas tinha um grupo que roubava diretamente pra ele [o cabo]. Ele também organizava a parte de desmanche e venda de peças. Fomos até um galpão que pertencia a ele no Guajará, em Socorro, e lá encontramos um veículo roubado e diversos carros desmanchados", explicou o delegado. 
Ele confirma ainda que, entre as provas coletadas pela polícia, estão peças de veículos que estavam guardadas na casa de Luiz - identificadas como pertencentes a pelo menos dois carros roubados em Aracaju - e diálogos que ele tinha com 'Neguinho' e 'Vitinho', combinando a entrega dos carros e a estratégia que eles usariam para fazer os roubos.
Com em todas estas informações apuradas e outras provas, a Polícia Civil confirmou que José Luiz era o chefe da organização e tinha como seu principal parceiro um primo, Edênio Menezes dos Santos, que também teve a prisão decretada, mas não foi encontrado e é considerado foragido. "O Edênio era o intermediário. Ele contatava, comprava e recebia os carros de outros ladrões que não faziam parte do grupo, os 'independentes'. Cabia a ele fazer esses contatos, porque o Luiz não queria se expor muito, por ser policial", explicou Kássio. Ainda de acordo com o delegado, Edênio contatou os policiais através de um advogado e prometeu se entregar a qualquer momento. 
A DRFV ainda não sabe ao certo quantos veículos foram roubados e desmanchados pela quadrilha, mas, à época das prisões de 'Vitinho' e 'Neguinho', cinco roubos atribuídos à dupla foram investigados  e posteriormente relacionados a José Luiz. Um dos casos foi a invasão à casa de um advogado no conjunto Médici (zona sul), em junho deste ano, onde VW Fox foi levado e as vítimas chegaram a ser espancadas. Um levantamento está sendo feito pelos policiais para identificar quais e quantos outros veículos foram roubados, bem como se há outros executores e receptadores envolvidos. Os quatro acusados serrão indiciados por crimes de roubo e associação criminosa.  
Resposta da PM - Ao confirmar a prisão do cabo José Luiz, o próprio delegado Kássio Viana fez questão de elogiar a Polícia Militar e ressaltar que ela é uma instituição séria, que não compactua com desvios. "Trata-se de uma pessoa que trabalha num órgão e que acabou se desviando de sua função de policial e passou agir como criminoso. Dessa forma, ele será tratado como uma pessoa que praticou crimes e não como policial, pois o policial trabalha para proteger a população. A maioria absoluta das nossas polícias é assim. Quem se envereda para o lado do crime não pode ser considerado policial. Infelizmente, ele está na instituição, mas tenho convicção de que depois que a Polícia Militar receber a vasta documentação probatória que liga um de seus membros ao mundo do crime tomará as providências necessárias para aplicar a punição devida", afirmou.
Em nota, o Comando da Polícia Militar afirmou que "está adotando todas as providências necessárias à apuração das circunstâncias em que tão lamentável ação aconteceu", deixando claro que "não coaduna com o desvio de função de qualquer um dos seus integrantes e, nesse sentido, comprovada a autenticidade dos fatos, na apuração que está sendo realizada pela Polícia Civil, não poupará esforços para responsabilizar o policial envolvido na forma da Lei, com o rigor e a agilidade que a situação requer, garantindo-lhe o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa". A PM destaca ainda que vem trabalhando em conjunto com a Polícia Civil, "reduzindo os índices criminais de maneira expressiva", e que "uma ação isolada não reflete o excelente trabalho desenvolvido pela maioria absoluta da tropa". 

Gabriel Damásio

Um policial militar foi  apontado como  suspeito de liderar uma quadrilha que atua no roubo e no desmanche de veículos em Aracaju. O cabo José Luiz de Souza, lotado no Batalhão de Policiamento de Turismo (BPTur) e afastado atualmente das funções por motivos de saúde, foi preso ontem de manhã em Itaporanga D'Ajuda (Sul), por equipes da Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) e do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp). Os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, como parte de uma investigação da Polícia Civil. Durante a abordagem, o acusado não esboçou reação.
Segundo o delegado Kássio Kelinton Viana, responsável pela DRFV, o cabo José Luiz era quem encomendava os roubos dos veículos e seus respectivos processos de desmontagem e revenda das peças em oficinas irregulares. Outros três homens foram identificados como os que agiam sob ordens do militar. Dois deles, Michael Pereira da Silva Dias, o 'Neguinho'; e João Victor Silva Santos, o 'Vitinho', foram presos no dia 2 de agosto deste ano em outra operação do DRFV, que localizou quatro veículos - incluindo . A investigação mostrou que eram eles quem executavam os assaltos e furtos dos carros, os quais eram levados para um galpão localizado em Nossa Senhora do Socorro. 
A partir das prisões, os agentes chegaram à identidade do proprietário do galpão onde os veículos roubados eram desmanchados. "Descobrimos que quem encomendava os veículos era José Luiz de Souza. Ele recebia os veículos roubados dos ladrões, mas tinha um grupo que roubava diretamente pra ele [o cabo]. Ele também organizava a parte de desmanche e venda de peças. Fomos até um galpão que pertencia a ele no Guajará, em Socorro, e lá encontramos um veículo roubado e diversos carros desmanchados", explicou o delegado. 
Ele confirma ainda que, entre as provas coletadas pela polícia, estão peças de veículos que estavam guardadas na casa de Luiz - identificadas como pertencentes a pelo menos dois carros roubados em Aracaju - e diálogos que ele tinha com 'Neguinho' e 'Vitinho', combinando a entrega dos carros e a estratégia que eles usariam para fazer os roubos.
Com em todas estas informações apuradas e outras provas, a Polícia Civil confirmou que José Luiz era o chefe da organização e tinha como seu principal parceiro um primo, Edênio Menezes dos Santos, que também teve a prisão decretada, mas não foi encontrado e é considerado foragido. "O Edênio era o intermediário. Ele contatava, comprava e recebia os carros de outros ladrões que não faziam parte do grupo, os 'independentes'. Cabia a ele fazer esses contatos, porque o Luiz não queria se expor muito, por ser policial", explicou Kássio. Ainda de acordo com o delegado, Edênio contatou os policiais através de um advogado e prometeu se entregar a qualquer momento. 
A DRFV ainda não sabe ao certo quantos veículos foram roubados e desmanchados pela quadrilha, mas, à época das prisões de 'Vitinho' e 'Neguinho', cinco roubos atribuídos à dupla foram investigados  e posteriormente relacionados a José Luiz. Um dos casos foi a invasão à casa de um advogado no conjunto Médici (zona sul), em junho deste ano, onde VW Fox foi levado e as vítimas chegaram a ser espancadas. Um levantamento está sendo feito pelos policiais para identificar quais e quantos outros veículos foram roubados, bem como se há outros executores e receptadores envolvidos. Os quatro acusados serrão indiciados por crimes de roubo e associação criminosa.  

Resposta da PM -
Ao confirmar a prisão do cabo José Luiz, o próprio delegado Kássio Viana fez questão de elogiar a Polícia Militar e ressaltar que ela é uma instituição séria, que não compactua com desvios. "Trata-se de uma pessoa que trabalha num órgão e que acabou se desviando de sua função de policial e passou agir como criminoso. Dessa forma, ele será tratado como uma pessoa que praticou crimes e não como policial, pois o policial trabalha para proteger a população. A maioria absoluta das nossas polícias é assim. Quem se envereda para o lado do crime não pode ser considerado policial. Infelizmente, ele está na instituição, mas tenho convicção de que depois que a Polícia Militar receber a vasta documentação probatória que liga um de seus membros ao mundo do crime tomará as providências necessárias para aplicar a punição devida", afirmou.
Em nota, o Comando da Polícia Militar afirmou que "está adotando todas as providências necessárias à apuração das circunstâncias em que tão lamentável ação aconteceu", deixando claro que "não coaduna com o desvio de função de qualquer um dos seus integrantes e, nesse sentido, comprovada a autenticidade dos fatos, na apuração que está sendo realizada pela Polícia Civil, não poupará esforços para responsabilizar o policial envolvido na forma da Lei, com o rigor e a agilidade que a situação requer, garantindo-lhe o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa". A PM destaca ainda que vem trabalhando em conjunto com a Polícia Civil, "reduzindo os índices criminais de maneira expressiva", e que "uma ação isolada não reflete o excelente trabalho desenvolvido pela maioria absoluta da tropa".