Taxistas pedem redução do preço do gás veícular

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 22/10/2019 às 22:42:00

 

Taxistas e motoristas de aplicativos se reuniram na tarde de ontem na Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), para acompanhar os debates a respeito da política de redução no custo final do Gás Natural Veicular (GNV). Os trabalhadores pedem que o Governo reduza o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aplicado no GNV, e, assim, colabore com a redução nas tabelas de preço hoje presentes nos postos de combustíveis.o debate econômico foi promovido pelo deputado estadual Dilson de Agripino, em parceria com a Federação das Cooperativas de Táxis de Sergipe (Fecoopetax). Diante dos preços atualmente cobrados, taxistas alegam que a categoria tem multiplicado a perda de trabalhadores.
Na avaliação do taxista Gilton Barreto, a chegada dos aplicativos de transporte - apontado por ele como clandestinos - contribuiu significativamente para ampliar a concorrência e resultar na migração de muitos colegas de farda para a nova forma de transportar pessoas. Apesar das críticas direcionadas aos aplicativos utilizados em todos os estados brasileiros e fora do país, o valor cobrado no GNV em Sergipe é outro fator que tem contribuído para a categoria caminhar para o fim. "Uber, em especial, é uma tendência internacional. Deu certo em todos os cantos do planeta e não seria aqui em Aracaju que ele daria errado. Ruim para a gente, mas sabíamos que era uma briga difícil de ganhar. A questão local é que o preço do gás está muito elevado e por isso pedimos ao governo uma ajuda", disse.
Ainda de acordo com Gilton Barreto, milhares de kits de GNV foram adquiridos ao longo dos últimos dez anos em Sergipe em virtude do preço sempre ser apresentado como inferior se comparado ao etanol e a gasolina. "Muito menor, eu diria. O gás sempre valeu muito mais a pena que a gasolina para nós que trabalhamos com carro. Agora essa diferença não é tão grande como já foi antes. Isso tem contribuído para que inúmeros colegas tenham buscado outra fonte de renda. Se o governo não nos ajudar nesse momento, se o ICMS não for reduzido, podem ter certeza que já no início da próxima década será raro encontrar um táxi rodando pelas ruas de Aracaju. No interior essa situação já é visível", concluiu.
Alese - Compartilhando com o pleito dos taxistas, Dilson de Agripino informou que vai trabalhar para que os demais colegas parlamentares também somem forças a fim de atender os pedidos protocolados pelos trabalhadores. Na concepção do deputado: "os taxistas sergipanos sofrem com os altos preços praticados com o GNV em nosso Estado. Nós precisamos entender qual política é adotada e analisar todas às condições favoráveis para que o preço seja reduzido. Além disso, vamos abrir uma discussão para propor que o serviço de distribuição chegue aos municípios do interior do Estado. São demandas dos taxistas e que o nosso mandato abraçou e vai lutar." (Milton Alves Júnior)

Taxistas e motoristas de aplicativos se reuniram na tarde de ontem na Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), para acompanhar os debates a respeito da política de redução no custo final do Gás Natural Veicular (GNV). Os trabalhadores pedem que o Governo reduza o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aplicado no GNV, e, assim, colabore com a redução nas tabelas de preço hoje presentes nos postos de combustíveis.o debate econômico foi promovido pelo deputado estadual Dilson de Agripino, em parceria com a Federação das Cooperativas de Táxis de Sergipe (Fecoopetax). Diante dos preços atualmente cobrados, taxistas alegam que a categoria tem multiplicado a perda de trabalhadores.
Na avaliação do taxista Gilton Barreto, a chegada dos aplicativos de transporte - apontado por ele como clandestinos - contribuiu significativamente para ampliar a concorrência e resultar na migração de muitos colegas de farda para a nova forma de transportar pessoas. Apesar das críticas direcionadas aos aplicativos utilizados em todos os estados brasileiros e fora do país, o valor cobrado no GNV em Sergipe é outro fator que tem contribuído para a categoria caminhar para o fim. "Uber, em especial, é uma tendência internacional. Deu certo em todos os cantos do planeta e não seria aqui em Aracaju que ele daria errado. Ruim para a gente, mas sabíamos que era uma briga difícil de ganhar. A questão local é que o preço do gás está muito elevado e por isso pedimos ao governo uma ajuda", disse.
Ainda de acordo com Gilton Barreto, milhares de kits de GNV foram adquiridos ao longo dos últimos dez anos em Sergipe em virtude do preço sempre ser apresentado como inferior se comparado ao etanol e a gasolina. "Muito menor, eu diria. O gás sempre valeu muito mais a pena que a gasolina para nós que trabalhamos com carro. Agora essa diferença não é tão grande como já foi antes. Isso tem contribuído para que inúmeros colegas tenham buscado outra fonte de renda. Se o governo não nos ajudar nesse momento, se o ICMS não for reduzido, podem ter certeza que já no início da próxima década será raro encontrar um táxi rodando pelas ruas de Aracaju. No interior essa situação já é visível", concluiu.

Alese - Compartilhando com o pleito dos taxistas, Dilson de Agripino informou que vai trabalhar para que os demais colegas parlamentares também somem forças a fim de atender os pedidos protocolados pelos trabalhadores. Na concepção do deputado: "os taxistas sergipanos sofrem com os altos preços praticados com o GNV em nosso Estado. Nós precisamos entender qual política é adotada e analisar todas às condições favoráveis para que o preço seja reduzido. Além disso, vamos abrir uma discussão para propor que o serviço de distribuição chegue aos municípios do interior do Estado. São demandas dos taxistas e que o nosso mandato abraçou e vai lutar." (Milton Alves Júnior)