Desastre anunciado

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 18/10/2019 às 22:22:00

 

O projeto do Governo Federal 
para o nordeste brasileiro, lugar 
de "paraíbas", nas palavras reveladoras do presidente Jair Bolsonaro, já ficou claro em diversas oportunidades. No que diz respeito a Sergipe, contudo, nenhum gesto foi tão explícito quanto o plano de desinvestimento colocado em prática pela direção da Petrobras. Trata-se de deixar o estado à míngua, depois de entregar a riqueza no subsolo do seu território de mãos beijadas para a iniciativa privada.
Passo a passo, paulatinamente, a Petrobras se retira e se afasta de Sergipe. Primeiro promoveu a hibernação da Fafen, depois lançou sucessivas versões de um temível Programa de Demissão Voluntária. Agora, bate mais um prego no caixão da estatal realizando testes em águas profundas. No atual contexto, tudo indica que a iniciativa da estatal não é motivada pela intenção de explorar as bacias locais, mas com o eventual interesse estrangeiro no petróleo e no gás sergipano.
O objetivo da Petrobras é mensurar a extensão das bacias sergipanas, o quanto antes. Um teste de longa duração como o que foi anunciado agora é fundamental para obter dados mais precisos sobre os reservatórios, com potencial presumido na produção de petróleo e gás - Uma informação que vale ouro.
Por enquanto, a reação dos sindicatos de classe, políticos e sociedade em geral ainda é tímida, quando comparada ao vácuo de investimentos gerado pelo fim das atividades da empresa em solo sergipano. Se os 700 empregos diretos gerados pela Fábrica de Fertilizantes em Laranjeiras fazem falta, o que dizer dos 1200 postos de trabalhos fechados imediatamente, com um golpe de caneta impensado?
Uma vez confirmado, o fim das atividades da Petrobras em Sergipe tende a agravar a situação do depauperado mercado de trabalho local, marcado pela arrecadação em baixa e recorde de desempregados. Um desastre anunciado.

O projeto do Governo Federal  para o nordeste brasileiro, lugar  de "paraíbas", nas palavras reveladoras do presidente Jair Bolsonaro, já ficou claro em diversas oportunidades. No que diz respeito a Sergipe, contudo, nenhum gesto foi tão explícito quanto o plano de desinvestimento colocado em prática pela direção da Petrobras. Trata-se de deixar o estado à míngua, depois de entregar a riqueza no subsolo do seu território de mãos beijadas para a iniciativa privada.
Passo a passo, paulatinamente, a Petrobras se retira e se afasta de Sergipe. Primeiro promoveu a hibernação da Fafen, depois lançou sucessivas versões de um temível Programa de Demissão Voluntária. Agora, bate mais um prego no caixão da estatal realizando testes em águas profundas. No atual contexto, tudo indica que a iniciativa da estatal não é motivada pela intenção de explorar as bacias locais, mas com o eventual interesse estrangeiro no petróleo e no gás sergipano.
O objetivo da Petrobras é mensurar a extensão das bacias sergipanas, o quanto antes. Um teste de longa duração como o que foi anunciado agora é fundamental para obter dados mais precisos sobre os reservatórios, com potencial presumido na produção de petróleo e gás - Uma informação que vale ouro.
Por enquanto, a reação dos sindicatos de classe, políticos e sociedade em geral ainda é tímida, quando comparada ao vácuo de investimentos gerado pelo fim das atividades da empresa em solo sergipano. Se os 700 empregos diretos gerados pela Fábrica de Fertilizantes em Laranjeiras fazem falta, o que dizer dos 1200 postos de trabalhos fechados imediatamente, com um golpe de caneta impensado?
Uma vez confirmado, o fim das atividades da Petrobras em Sergipe tende a agravar a situação do depauperado mercado de trabalho local, marcado pela arrecadação em baixa e recorde de desempregados. Um desastre anunciado.