Barreiras de contenção estão sendo implantadas nas praias e rios

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ONTEM, ÓRGÃOS FEDERAIS CEDERAM AS BARREIRAS DE CONTENÇÃO PARA QUE ADEMA TENTE EVITAR A CHEGADA DO ÓLEO AOS RIOS QUE CORTAM O ESTADO
ONTEM, ÓRGÃOS FEDERAIS CEDERAM AS BARREIRAS DE CONTENÇÃO PARA QUE ADEMA TENTE EVITAR A CHEGADA DO ÓLEO AOS RIOS QUE CORTAM O ESTADO

Boias de contenção instaladas no rio Vaza Barris, na Zona de Expansão de Aracaju
Boias de contenção instaladas no rio Vaza Barris, na Zona de Expansão de Aracaju

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Publicada em 18/10/2019 às 00:06:00

 

Milton Alves Júnior
O Governo Federal, 
por intermédio da 
Petrobras, deve disponibilizar por tempo indeterminado ao Governo de Sergipe cerca de mil metros de boias. Conforme os órgãos estaduais de proteção e monitoramento do Meio Ambiente tem destacado ao longo das últimas semanas, esses equipamentos criam uma contenção contra as camadas de petróleo cru as quais seguem atingindo todas as praias dos litorais Norte e Sul. A decisão foi oficializada na manhã de ontem durante reunião extraordinária na sede regional da Advocacia-geral da União (AGU), em Aracaju. À portas fechadas, o debate contou com a participação de representantes da Marinha do Brasil, da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Assim como vem reforçando desde a semana passada quando a Justiça Federal emitiu uma liminar exigindo que a União realizasse a instalação das barreiras, a superintendência do Ibama em Sergipe informou que vai respeitar a decisão deliberada na reunião de ontem, mas permaneceu alegando uma possível futura ausência de resultado positivo. Com idealismo semelhante ao publicado pelo Ministério do Meio Ambiente, o Instituto alega que as manchas de óleo estão chegando às praias e rios por baixo, e, dessa forma, as barreiras não têm como impedir que o produto tóxico alcance as faixas de areia. A Adema indica que resultados recém adquiridos por técnicos do órgão mostram situação contrária à defendida pela esfera federal.
Independentemente dos contrapontos técnicos apresentados pelos órgãos, conforme determinado pela juíza federal Telma Maria Santos Machado, em audiência realizada na manhã da última quarta-feira, 16, todo o conteúdo debatido na reunião de ontem foi registrado em ata, com citação de nome e assinatura de todos os participantes, e encaminhado para o gabinete da juíza que acompanha o caso. Horas após o fim deste segundo encontro em menos de 24h, foi a vez de o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas se pronunciar com críticas direcionadas ao Governo Federal. 
"Apresentamos um plano de ação no decreto de emergência onde está demonstrado os custos financeiro de tudo. O que nós queremos saber efetivamente é quando teremos recursos, quando teremos a colaboração do Governo Federal para agir em conjunto. Não adianta ficarmos recebendo visitas e entregando relatórios. Não recebemos um centavo e a atenção do Governo Federal é pouca. O Governo do Estado está fazendo sua parte, os órgãos estão presentes acompanhando o que está acontecendo, mas essa é uma responsabilidade do Governo Federal", declarou Belivaldo". Em Sergipe todas as 17 praias - uma soma de 197 quilômetros - foram atingidas. A presença do petróleo cru também já foi identificada em oito rios.
Até o momento, no Nordeste, mais de 200 toneladas do óleo foram recolhidas. Somente na costa sergipana - apontada pelos especialistas que acompanham o problema como uma das regiões mais atingidas pelo produto - são mais de 100 toneladas. Todo o óleo removido segue sendo levado para um reservatório da Petrobras localizado no povoado Alto do Jericó, no município sergipano de Carmópolis. Em virtude de as manchas continuarem surgindo em novos pontos, mesmo que em quantidade menor, ainda não foi descartada a possibilidade de encaminha esse material para outro reservatório cadastrado e de responsabilidade da estatal.

Milton Alves Júnior

O Governo Federal,  por intermédio da  Petrobras, deve disponibilizar por tempo indeterminado ao Governo de Sergipe cerca de mil metros de boias. Conforme os órgãos estaduais de proteção e monitoramento do Meio Ambiente tem destacado ao longo das últimas semanas, esses equipamentos criam uma contenção contra as camadas de petróleo cru as quais seguem atingindo todas as praias dos litorais Norte e Sul. A decisão foi oficializada na manhã de ontem durante reunião extraordinária na sede regional da Advocacia-geral da União (AGU), em Aracaju. À portas fechadas, o debate contou com a participação de representantes da Marinha do Brasil, da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Assim como vem reforçando desde a semana passada quando a Justiça Federal emitiu uma liminar exigindo que a União realizasse a instalação das barreiras, a superintendência do Ibama em Sergipe informou que vai respeitar a decisão deliberada na reunião de ontem, mas permaneceu alegando uma possível futura ausência de resultado positivo. Com idealismo semelhante ao publicado pelo Ministério do Meio Ambiente, o Instituto alega que as manchas de óleo estão chegando às praias e rios por baixo, e, dessa forma, as barreiras não têm como impedir que o produto tóxico alcance as faixas de areia. A Adema indica que resultados recém adquiridos por técnicos do órgão mostram situação contrária à defendida pela esfera federal.
Independentemente dos contrapontos técnicos apresentados pelos órgãos, conforme determinado pela juíza federal Telma Maria Santos Machado, em audiência realizada na manhã da última quarta-feira, 16, todo o conteúdo debatido na reunião de ontem foi registrado em ata, com citação de nome e assinatura de todos os participantes, e encaminhado para o gabinete da juíza que acompanha o caso. Horas após o fim deste segundo encontro em menos de 24h, foi a vez de o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas se pronunciar com críticas direcionadas ao Governo Federal. 
"Apresentamos um plano de ação no decreto de emergência onde está demonstrado os custos financeiro de tudo. O que nós queremos saber efetivamente é quando teremos recursos, quando teremos a colaboração do Governo Federal para agir em conjunto. Não adianta ficarmos recebendo visitas e entregando relatórios. Não recebemos um centavo e a atenção do Governo Federal é pouca. O Governo do Estado está fazendo sua parte, os órgãos estão presentes acompanhando o que está acontecendo, mas essa é uma responsabilidade do Governo Federal", declarou Belivaldo". Em Sergipe todas as 17 praias - uma soma de 197 quilômetros - foram atingidas. A presença do petróleo cru também já foi identificada em oito rios.
Até o momento, no Nordeste, mais de 200 toneladas do óleo foram recolhidas. Somente na costa sergipana - apontada pelos especialistas que acompanham o problema como uma das regiões mais atingidas pelo produto - são mais de 100 toneladas. Todo o óleo removido segue sendo levado para um reservatório da Petrobras localizado no povoado Alto do Jericó, no município sergipano de Carmópolis. Em virtude de as manchas continuarem surgindo em novos pontos, mesmo que em quantidade menor, ainda não foi descartada a possibilidade de encaminha esse material para outro reservatório cadastrado e de responsabilidade da estatal.