Do lado certo da História

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Mais de 60 filmes dedicadas aos movimentos populares e a classe trabalhadora
Mais de 60 filmes dedicadas aos movimentos populares e a classe trabalhadora

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Publicada em 16/10/2019 às 23:43:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Parecia um doido, sob 
a barba imensa e os 
cabelos desgrenhados. Estendeu a mão ao estagiário surpreendido na redação do jornal e se apresentou com o sotaque empoeirado, repleto de mares e estradas. Carlos Pronzato. O nome, então, não me dizia nada. Assina, no entanto, o documentário 'A revolta do buzu' (2003), um atestado de filiação dos mais aguerridos. Foi a primeira vez que vi um cineasta de verdade, em carne e osso. E o homem já tinha lado. 
Pronzato nunca para de filmar e se posicionar. Tem mais de 60 obras audiovisuais dedicadas aos movimentos populares e a organização da classe trabalhadora. Sempre na luta. Sempre ao lado dos pequenos, colocando o dedo na ferida. Sempre atento à próxima ameaça.
Sendo assim, nada mais natural do que dedicar a devida atenção aos fundamentos da chamada República de Curitiba, uma nação erigida sobre arbitrariedades flagrantes. Hoje, a sessão de 'A Contra República de Curitiba' ocorre em Salvador. Mas, como de hábito, o diretor da obra é quem promete, Aracaju também poderá ser incluída no roteiro da turnê, bem na fita.
O filme - O documentário se propõe investigar os impactos que a denominada República de Curitiba causou e causa na política nacional. Num momento político de extrema complexidade no Brasil, esta nova obra de Carlos Pronzato aborda, através de depoimentos de investigadores, cientistas políticos, sociólogos, juristas, professores, ativistas políticos e militantes de diversas correntes políticas do campo popular - inclusive com opiniões contrarias no amplo leque das esquerdas - realizadas na cidade de Curitiba, a origem e o desenvolvimento da assim denominada República de Curitiba, dispositivo político de impacto fundamental nas decisões do governo federal a partir da instalação da Lava Jato.
 Dentre muitos outros, foram entrevistados Lafaiete Neves, professor aposentado da UFPR, Celso Ludwig, professor de Filosofia do Direito da UFPR, Ana Julia Ribeiro, estudante de Direito da PUCPR, Aline Luana Oliveira, da Coordenacão da Vigília Lula livre e militante do MST, Nuredin Ahmad Allan, advogado e integrante da ABJD, Rodrigo Chemin, professor de Processo Penal Universidade Positivo, Janislei Aparecida Albuquerque, professora da Rede Pública Estadual do Paraná e Coordenação Estadual da APP Sindicato, Darci Frigo, Coordenador da Ong Terra de Direitos, Julia Maria da Gulabi Antifascista, Ricardo Prestes Pazzello, Professor de Antropologia e Sociologia Jurídica da UFPR.
 A obra abarca um lapso importante da vida política nacional desde os governos petistas, passando pelas Jornadas de Junho, o Golpe de 2016, o inicio das operações da Força Tarefa da Lava Jato até a os vazamentos dos áudios entre o juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol que o site The Intercept Brasil revelou para o mundo em junho deste ano.
 O documentário teve a sua pré-estreia em 12 de agosto na Vigília Lula livre em Curitiba e outros espaços culturais da cidade, posteriormente em São Paulo. O lançamento oficial aconteceu na ABI, no Rio de Janeiro em 28 de agosto deste ano com sala lotada.

Parecia um doido, sob  a barba imensa e os  cabelos desgrenhados. Estendeu a mão ao estagiário surpreendido na redação do jornal e se apresentou com o sotaque empoeirado, repleto de mares e estradas. Carlos Pronzato. O nome, então, não me dizia nada. Assina, no entanto, o documentário 'A revolta do buzu' (2003), um atestado de filiação dos mais aguerridos. Foi a primeira vez que vi um cineasta de verdade, em carne e osso. E o homem já tinha lado. 
Pronzato nunca para de filmar e se posicionar. Tem mais de 60 obras audiovisuais dedicadas aos movimentos populares e a organização da classe trabalhadora. Sempre na luta. Sempre ao lado dos pequenos, colocando o dedo na ferida. Sempre atento à próxima ameaça.
Sendo assim, nada mais natural do que dedicar a devida atenção aos fundamentos da chamada República de Curitiba, uma nação erigida sobre arbitrariedades flagrantes. Hoje, a sessão de 'A Contra República de Curitiba' ocorre em Salvador. Mas, como de hábito, o diretor da obra é quem promete, Aracaju também poderá ser incluída no roteiro da turnê, bem na fita.

O filme - O documentário se propõe investigar os impactos que a denominada República de Curitiba causou e causa na política nacional. Num momento político de extrema complexidade no Brasil, esta nova obra de Carlos Pronzato aborda, através de depoimentos de investigadores, cientistas políticos, sociólogos, juristas, professores, ativistas políticos e militantes de diversas correntes políticas do campo popular - inclusive com opiniões contrarias no amplo leque das esquerdas - realizadas na cidade de Curitiba, a origem e o desenvolvimento da assim denominada República de Curitiba, dispositivo político de impacto fundamental nas decisões do governo federal a partir da instalação da Lava Jato.
 Dentre muitos outros, foram entrevistados Lafaiete Neves, professor aposentado da UFPR, Celso Ludwig, professor de Filosofia do Direito da UFPR, Ana Julia Ribeiro, estudante de Direito da PUCPR, Aline Luana Oliveira, da Coordenacão da Vigília Lula livre e militante do MST, Nuredin Ahmad Allan, advogado e integrante da ABJD, Rodrigo Chemin, professor de Processo Penal Universidade Positivo, Janislei Aparecida Albuquerque, professora da Rede Pública Estadual do Paraná e Coordenação Estadual da APP Sindicato, Darci Frigo, Coordenador da Ong Terra de Direitos, Julia Maria da Gulabi Antifascista, Ricardo Prestes Pazzello, Professor de Antropologia e Sociologia Jurídica da UFPR.
 A obra abarca um lapso importante da vida política nacional desde os governos petistas, passando pelas Jornadas de Junho, o Golpe de 2016, o inicio das operações da Força Tarefa da Lava Jato até a os vazamentos dos áudios entre o juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol que o site The Intercept Brasil revelou para o mundo em junho deste ano.
 O documentário teve a sua pré-estreia em 12 de agosto na Vigília Lula livre em Curitiba e outros espaços culturais da cidade, posteriormente em São Paulo. O lançamento oficial aconteceu na ABI, no Rio de Janeiro em 28 de agosto deste ano com sala lotada.