Bolsa Família não é esmola

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 16/10/2019 às 11:06:00

 

O presidente Jair Bolsonaro assi-
nou ontem Medida Provisória 
que prevê o pagamento de um 13º salário para beneficiários do Bolsa Família. O pagamento será no mesmo valor do benefício e acontecerá no calendário regular, já estabelecido pelo programa social. Finalmente, entre tantos despautérios, o populismo descarado redunda em um gesto aceitável do presidente.
Os programas de transferência de renda começaram a ser adotados no Brasil durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Ampliado desde o primeiro mandato de Lula, sempre mereceu a alcunha de "bolsa esmola" pelos adversários do Partido dos Trabalhadores. Além do seu evidente apelo eleitoral, contudo, há razão de sobra para o governo federal insistir na distribuição do auxílio. Antes de todos, a economia agradece.
Em primeiro lugar, ao contrário do que afirmam os desinformados, o investimento jamais manteve milionários. O Bolsa Família é destinado a famílias com renda per capita de até R$ 179 mensais. 
Infelizmente, os brasileiros em situação miserável ainda são muitos. Em setembro, 13,5 milhões de famílias foram atendidas a um custo de R$ 2,5 bilhões. O benefício médio registrado pelo governo foi de R$ 189,21.
Em um País incapaz de oferecer uma oportunidade a 13 milhões de desempregados, a fome é um dado da realidade. O pagamento do Bolsa Família tem sim, portanto, uma face assistencialista. No entanto, as consequências virtuosas na economia, derivadas do consumo entre os mais pobres, não são menos importantes.

O presidente Jair Bolsonaro assinou ontem Medida Provisória  que prevê o pagamento de um 13º salário para beneficiários do Bolsa Família. O pagamento será no mesmo valor do benefício e acontecerá no calendário regular, já estabelecido pelo programa social. Finalmente, entre tantos despautérios, o populismo descarado redunda em um gesto aceitável do presidente.
Os programas de transferência de renda começaram a ser adotados no Brasil durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Ampliado desde o primeiro mandato de Lula, sempre mereceu a alcunha de "bolsa esmola" pelos adversários do Partido dos Trabalhadores. Além do seu evidente apelo eleitoral, contudo, há razão de sobra para o governo federal insistir na distribuição do auxílio. Antes de todos, a economia agradece.
Em primeiro lugar, ao contrário do que afirmam os desinformados, o investimento jamais manteve milionários. O Bolsa Família é destinado a famílias com renda per capita de até R$ 179 mensais. 
Infelizmente, os brasileiros em situação miserável ainda são muitos. Em setembro, 13,5 milhões de famílias foram atendidas a um custo de R$ 2,5 bilhões. O benefício médio registrado pelo governo foi de R$ 189,21.
Em um País incapaz de oferecer uma oportunidade a 13 milhões de desempregados, a fome é um dado da realidade. O pagamento do Bolsa Família tem sim, portanto, uma face assistencialista. No entanto, as consequências virtuosas na economia, derivadas do consumo entre os mais pobres, não são menos importantes.