Agentes da Civil farão paralisação de 24 horas

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AGENTES E ESCRIVÃES FIZERAM ONTEM MANIFESTAÇÃO EM FRENTE À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA E ANUNCIARAM PARALISAÇÃO NA SEXTA-FEIRA
AGENTES E ESCRIVÃES FIZERAM ONTEM MANIFESTAÇÃO EM FRENTE À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA E ANUNCIARAM PARALISAÇÃO NA SEXTA-FEIRA

Manifestação dos policiais civil em frente à Assembleia Legislativa
Manifestação dos policiais civil em frente à Assembleia Legislativa

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Publicada em 16/10/2019 às 10:27:00

 

Gabriel Damásio
Os agentes e escri-
vães da Polícia Civil 
cumpriram a promessa e decidiram aumentar a pressão para que o Palácio de Despachos e a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) aprovem e façam valer o chamado 'Projeto OPC', projeto de lei que unifica os cargos da base da carreira e cria o cargo de 'Oficial de Polícia Civil'. Dezenas de policiais civis participaram na manhã de ontem de uma manifestação na Praça Fausto Cardoso (Centro), em frente à sede da Alese. Em seguida, eles realizaram uma assembleia extraordinária e concordaram em fazer uma paralisação de 24 horas das atividades da categoria, durante esta sexta-feira. 
Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), a mobilização chamada de 'Alerta Geral' foi motivada pela demora do governo estadual em enviar o 'Projeto OPC'. A entidade alega que o envio do projeto foi um compromisso assumido pelo governador Belivaldo Chagas com a categoria e que ele conta com o aval da Secretaria da Segurança Pública (SSP). "O projeto foi amplamente discutido pelo governo com a categoria e se enquadra em uma filosofia moderna de polícia. Lamentamos que, mesmo depois de um ano de discussão com o governo e de ter a anuência da SSP, ele não tenha sido enviado para esta Casa. Agora, a responsabilidade pelo destino da Polícia Civil de Sergipe está nas mãos do senhor governador", avisa Adriano.  
Na manifestação, os policiais também buscaram convencer a população e os deputados de que o projeto não cria divisão na polícia e nem gera custos adicionais para o Estado, além de serem totalmente sintonizados com a realidade dos agentes e escrivães que atuam nas delegacias em Sergipe. "Ele nada mais é do que o cumprimento setorizado da lei dentro das delegacias, sem esquecer que a prioridade maior é o atendimento ao cidadão. É um projeto que não interfere nas funções que já existem, incluindo a de delegado, torna a polícia mais enxuta e agiliza o atendimento ao público", argumenta o presidente do Sinpol.
A mobilização dos agentes e escrivães foi convocada há alguns dias, após dois desdobramentos de uma primeira manifestação da categoria pela aprovação do Projeto OPC, no mês passado. Um deles foi a reação contrária da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), que é contra a unificação dos cargos e chegou apresentar uma sugestão de reformulação alternativa, a qual acabou rechaçada pelo Sinpol. Os delegados alegam que o projeto é inconstitucional e redundaria no fim da realização de concurso público para nomeação dos profissionais. 
O clima azedo entre as partes nas delegacias e na imprensa resultou em um duro recado do governador Belivaldo Chagas às entidades de classe: numa entrevista à rádio Fan FM, ele disse que não vai mandar nenhum projeto à Alese se as duas categorias continuarem medindo forças ou disputando espaço. Ontem, a assessoria do Palácio de Despachos informou que o projeto de lei do OPC e ainda não foi concluído e ainda passa por avaliações dentro do governo.

Gabriel Damásio

Os agentes e escri- vães da Polícia Civil  cumpriram a promessa e decidiram aumentar a pressão para que o Palácio de Despachos e a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) aprovem e façam valer o chamado 'Projeto OPC', projeto de lei que unifica os cargos da base da carreira e cria o cargo de 'Oficial de Polícia Civil'. Dezenas de policiais civis participaram na manhã de ontem de uma manifestação na Praça Fausto Cardoso (Centro), em frente à sede da Alese. Em seguida, eles realizaram uma assembleia extraordinária e concordaram em fazer uma paralisação de 24 horas das atividades da categoria, durante esta sexta-feira. 
Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), a mobilização chamada de 'Alerta Geral' foi motivada pela demora do governo estadual em enviar o 'Projeto OPC'. A entidade alega que o envio do projeto foi um compromisso assumido pelo governador Belivaldo Chagas com a categoria e que ele conta com o aval da Secretaria da Segurança Pública (SSP). "O projeto foi amplamente discutido pelo governo com a categoria e se enquadra em uma filosofia moderna de polícia. Lamentamos que, mesmo depois de um ano de discussão com o governo e de ter a anuência da SSP, ele não tenha sido enviado para esta Casa. Agora, a responsabilidade pelo destino da Polícia Civil de Sergipe está nas mãos do senhor governador", avisa Adriano.  
Na manifestação, os policiais também buscaram convencer a população e os deputados de que o projeto não cria divisão na polícia e nem gera custos adicionais para o Estado, além de serem totalmente sintonizados com a realidade dos agentes e escrivães que atuam nas delegacias em Sergipe. "Ele nada mais é do que o cumprimento setorizado da lei dentro das delegacias, sem esquecer que a prioridade maior é o atendimento ao cidadão. É um projeto que não interfere nas funções que já existem, incluindo a de delegado, torna a polícia mais enxuta e agiliza o atendimento ao público", argumenta o presidente do Sinpol.
A mobilização dos agentes e escrivães foi convocada há alguns dias, após dois desdobramentos de uma primeira manifestação da categoria pela aprovação do Projeto OPC, no mês passado. Um deles foi a reação contrária da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), que é contra a unificação dos cargos e chegou apresentar uma sugestão de reformulação alternativa, a qual acabou rechaçada pelo Sinpol. Os delegados alegam que o projeto é inconstitucional e redundaria no fim da realização de concurso público para nomeação dos profissionais. 
O clima azedo entre as partes nas delegacias e na imprensa resultou em um duro recado do governador Belivaldo Chagas às entidades de classe: numa entrevista à rádio Fan FM, ele disse que não vai mandar nenhum projeto à Alese se as duas categorias continuarem medindo forças ou disputando espaço. Ontem, a assessoria do Palácio de Despachos informou que o projeto de lei do OPC e ainda não foi concluído e ainda passa por avaliações dentro do governo.