O óleo avança

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Publicada em 14/10/2019 às 22:48:00

 

Para salvar os rios que correm por 
Sergipe, foi necessário ir à barra 
dos tribunais. Até a expressa determinação da Justiça Federal, o governo Jair Bolsonaro não moveu uma palha no sentido de proteger os cursos de água doce da imensa mancha de óleo que tomou as praias da região nordeste. 
A pressa em apontar culpados por um provável crime ambiental contrasta com a falta de preocupação com as consequências do episódio. Para identificar a origem da poluição, o governo brasileiro recorreu até a satélites americanos (sem sucesso, infelizmente). Para conter o avanço do óleo, ao contrário, nenhuma medida foi tomada, como se a tragédia e todos os seus efeitos nocivos fosse já um fato consumado.
Felizmente, a falta de sensibilidade ambiental é privilégio do presidente e de seus assessores diretos, advogados do extrativismo predatório. A Justiça Federal deu o prazo de 48 horas para que a União implante barreiras de proteção nos rios São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza-Barris e Real. Sem a ação movida pelo Ministério Público, a mancha avançaria impunemente.
Trata-se aqui da maior tragédia ambiental já registrada na região. Pelo menos 100 toneladas de borra de petróleo foram recolhidas, desde o mês passado. De costas para o nordeste do Brasil, o governo federal demorou muito para tomar providências no sentido de esclarecer mais um desastre ecológico. E ainda tergiversa em remediar o óleo derramado.
De acordo com a decisão da Justiça, cada dia de negligência em relação aos rios sergipanos poderá custar R$ 100 mil ao tesouro nacional. O prejuízo ambiental derivado da tragédia, no entanto, ainda está em vias de ser devidamente calculado.

Para salvar os rios que correm por  Sergipe, foi necessário ir à barra  dos tribunais. Até a expressa determinação da Justiça Federal, o governo Jair Bolsonaro não moveu uma palha no sentido de proteger os cursos de água doce da imensa mancha de óleo que tomou as praias da região nordeste. 
A pressa em apontar culpados por um provável crime ambiental contrasta com a falta de preocupação com as consequências do episódio. Para identificar a origem da poluição, o governo brasileiro recorreu até a satélites americanos (sem sucesso, infelizmente). Para conter o avanço do óleo, ao contrário, nenhuma medida foi tomada, como se a tragédia e todos os seus efeitos nocivos fosse já um fato consumado.
Felizmente, a falta de sensibilidade ambiental é privilégio do presidente e de seus assessores diretos, advogados do extrativismo predatório. A Justiça Federal deu o prazo de 48 horas para que a União implante barreiras de proteção nos rios São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza-Barris e Real. Sem a ação movida pelo Ministério Público, a mancha avançaria impunemente.
Trata-se aqui da maior tragédia ambiental já registrada na região. Pelo menos 100 toneladas de borra de petróleo foram recolhidas, desde o mês passado. De costas para o nordeste do Brasil, o governo federal demorou muito para tomar providências no sentido de esclarecer mais um desastre ecológico. E ainda tergiversa em remediar o óleo derramado.
De acordo com a decisão da Justiça, cada dia de negligência em relação aos rios sergipanos poderá custar R$ 100 mil ao tesouro nacional. O prejuízo ambiental derivado da tragédia, no entanto, ainda está em vias de ser devidamente calculado.