Manchas de óleo chegam ao Rio do Sal

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As manchas de óleo atingiram o rio do Sal
As manchas de óleo atingiram o rio do Sal

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Publicada em 14/10/2019 às 22:33:00

 

Milton Alves Júnior
Um novo balanço operacional realizado pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), mostra que o produto tóxico removido das praias no Estado de Sergipe já ultrapassa a casa das 100 toneladas. A remoção do petróleo cru, que permanece surgindo em todo o litoral sergipano, ocorre desde o último dia 24 de setembro, quando o município de Pirambu relatou aos órgãos de monitoramento e proteção do meio ambiente os primeiros casos do impacto ambiental que já atingiu todos os estados do Nordeste brasileiro. Sergipe possui 193 km de faixa litorânea; todas as 17 praias já apresentaram manchas de óleo. Produto de idêntica consistência também já foi identificado no Rio São Francisco e Rio Sergipe.
Ao JORNAL DO DIA, na tarde de ontem a direção da Adema enalteceu que técnicos especializados estão monitorando todas as praias do litoral Norte e Sul. Testes de balneabilidade estão sendo realizados com frequência, e, em todos os resultados, até o momento não foi constatado nenhuma alteração que impedisse o banho.
Os cuidados ficam por conta do contato direto com as camadas de óleo. Conforme destacou o órgão, por possuir moléculas de polaridades diferente - a água é polar, o óleo apolar - água e óleo não se misturam. Sendo assim, a composição tóxica do petróleo cru não dissolve e não contamina a água ao ponto de inviabilizar o banho, e proibir a prática de pesca. A recomendação fica por conta do não contato com as manchas que estão na areia. As limitações ficam por conta de regiões pontuais do Rio Vaza Barris e Rio Sergipe, em especial na região da Ilha do Viral, no bairro Mosqueiro, zona Sul da capital sergipana.
Segundo os peritos, as amostras estudadas apresentaram alterações as quais indicam instabilidade negativa no nível de balneabilidade. "O relatório das análises laboratoriais da Gerência de Avaliação e Monitoramento Ambiental (Geama) da Adema mostram que todos os trechos analisados revelam condições próprias para banho. Com relação à análise da quantificação de óleos e graxas nas amostras coletadas, os resultados foram negativos em todas as amostras. Estamos intensificando nossas atividades todos os dias para tentar combater esse problema que atinge Sergipe e os demais oito estados do Nordeste", declarou Gilvan Dias, presidente da Adema. Questionado sobre o trabalho a ser desenvolvido nos próximos dias, o gestor garantiu que o monitoramento vai permanecer por tempo indeterminado.
Colaboração - Esse trabalho de inspeção realizado pela Adema e pelo Ibama conota ainda com o apoio de 15 brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). De acordo com o analista ambiental o ICMBio, Erik Santos, a equipe ajudou a identificar a presença de novas manchas - desta vez espessas. Todo o material começou a ser removido ainda na manhã do último domingo e encaminhado em caminhão fechado para uma unidade da Petrobras em Carmópolis. "É um trabalho coletivo. Se não for assim ficaria difícil analisar rapidamente toda a área atingida pelo óleo, bem como remove-lo e despejar em local apropriado. Diferentemente do que presenciamos semanas atrás, as manchas estão espessas", afirmou Erik Santos.
Socorro - No final da tarde de ontem foram encontradas manchas de óleo pela primeira vez no Rio do Sal, localizado em Nossa Senhora do Socorro, região metropolitana de Aracaju. De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, amostras do produto foram armazenados em local seguro e encaminhados para a sede da Administração Estadual do Meio Ambiente. Segundo o secretário Hallison de Sousa: "a Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro vai permanecer acompanhado esse caso que tanto prejudica a natureza e nos entristece. Sabemos que se trata de um problema que atinge o Nordeste, e reforçamos a garantia de que estamos dispostos a ajudar no que for possível. Infelizmente mais uma cidade passa a registrar essa situação, e essa cidade é Socorro".

Milton Alves Júnior

Um novo balanço operacional realizado pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), mostra que o produto tóxico removido das praias no Estado de Sergipe já ultrapassa a casa das 100 toneladas. A remoção do petróleo cru, que permanece surgindo em todo o litoral sergipano, ocorre desde o último dia 24 de setembro, quando o município de Pirambu relatou aos órgãos de monitoramento e proteção do meio ambiente os primeiros casos do impacto ambiental que já atingiu todos os estados do Nordeste brasileiro. Sergipe possui 193 km de faixa litorânea; todas as 17 praias já apresentaram manchas de óleo. Produto de idêntica consistência também já foi identificado no Rio São Francisco e Rio Sergipe.
Ao JORNAL DO DIA, na tarde de ontem a direção da Adema enalteceu que técnicos especializados estão monitorando todas as praias do litoral Norte e Sul. Testes de balneabilidade estão sendo realizados com frequência, e, em todos os resultados, até o momento não foi constatado nenhuma alteração que impedisse o banho.
Os cuidados ficam por conta do contato direto com as camadas de óleo. Conforme destacou o órgão, por possuir moléculas de polaridades diferente - a água é polar, o óleo apolar - água e óleo não se misturam. Sendo assim, a composição tóxica do petróleo cru não dissolve e não contamina a água ao ponto de inviabilizar o banho, e proibir a prática de pesca. A recomendação fica por conta do não contato com as manchas que estão na areia. As limitações ficam por conta de regiões pontuais do Rio Vaza Barris e Rio Sergipe, em especial na região da Ilha do Viral, no bairro Mosqueiro, zona Sul da capital sergipana.
Segundo os peritos, as amostras estudadas apresentaram alterações as quais indicam instabilidade negativa no nível de balneabilidade. "O relatório das análises laboratoriais da Gerência de Avaliação e Monitoramento Ambiental (Geama) da Adema mostram que todos os trechos analisados revelam condições próprias para banho. Com relação à análise da quantificação de óleos e graxas nas amostras coletadas, os resultados foram negativos em todas as amostras. Estamos intensificando nossas atividades todos os dias para tentar combater esse problema que atinge Sergipe e os demais oito estados do Nordeste", declarou Gilvan Dias, presidente da Adema. Questionado sobre o trabalho a ser desenvolvido nos próximos dias, o gestor garantiu que o monitoramento vai permanecer por tempo indeterminado.

Colaboração - Esse trabalho de inspeção realizado pela Adema e pelo Ibama conota ainda com o apoio de 15 brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). De acordo com o analista ambiental o ICMBio, Erik Santos, a equipe ajudou a identificar a presença de novas manchas - desta vez espessas. Todo o material começou a ser removido ainda na manhã do último domingo e encaminhado em caminhão fechado para uma unidade da Petrobras em Carmópolis. "É um trabalho coletivo. Se não for assim ficaria difícil analisar rapidamente toda a área atingida pelo óleo, bem como remove-lo e despejar em local apropriado. Diferentemente do que presenciamos semanas atrás, as manchas estão espessas", afirmou Erik Santos.

Socorro - No final da tarde de ontem foram encontradas manchas de óleo pela primeira vez no Rio do Sal, localizado em Nossa Senhora do Socorro, região metropolitana de Aracaju. De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, amostras do produto foram armazenados em local seguro e encaminhados para a sede da Administração Estadual do Meio Ambiente. Segundo o secretário Hallison de Sousa: "a Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro vai permanecer acompanhado esse caso que tanto prejudica a natureza e nos entristece. Sabemos que se trata de um problema que atinge o Nordeste, e reforçamos a garantia de que estamos dispostos a ajudar no que for possível. Infelizmente mais uma cidade passa a registrar essa situação, e essa cidade é Socorro".