Faz parte da história

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Publicada em 10/10/2019 às 22:18:00

 

Na coluna da quarta-feira passada foi 
feita uma análise de que nas eleições 
2020 e 2022 dificilmente o agrupamento político liderado hoje pelo governador Belivaldo Chagas (PSD) perderá as eleições pelo crescimento de votos nas urnas a cada eleição de governador e pela união do grupo de Marcelo Déda (PT) e Jackson Barreto (MDB) desde 2000, que elegeu Déda prefeito de Aracaju.   E, claro, pelo esfacelamento da oposição com a derrota das principais lideranças nas eleições 2018, a exemplo dos ex-senadores Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSDB) e dos deputados federais André Moura (PSC) e Valadares Filho (PSB).
Por conta desse comentário, o ex-vice-presidente do PT, Silvio Santos, publicou a seguinte nota no grupo de whatsApp Política sem Frescura: "Grupo de Marcelo Déda e Jackson Barreto em 2000? Não. São apenas 19 anos. É muito pouco tempo para esquecer dos fatos. É preciso muito cuidado com a história, pois as futuras gerações vão saber o que aconteceu no passado pesquisando e lendo jornais. É preciso rigor factual para contar a história. Em 2000 Jackson estava ao lado do candidato Antonio Carlos Valadares, João Alves e Albano Franco enfrentando a candidatura de Marcelo Déda que, sim, ganhou a eleiçã ;o no 1º turno. Ao contrário do que diz a matéria, Jackson Barreto perdeu".
O ex-deputado federal João Fontes também comentou. Disse: "Em 2000 JB vinha do desgaste do acórdão com Albano de 1998. Valadares despencou nas pesquisas da disputa para prefeito de Aracaju, depois da famosa passeata ao lado de JB, com saída da Igreja Espírito Santo até o calçadão da João Pessoa". Falou Fontes que o apoio de JB na eleição de Valadares prefeito de Aracaju tinha um componente muito forte: Jugurta, irmão de Jackson, era o primeiro suplente de senador com a vitória de Valadares. João finaliza dizendo que JB, Déda e Valadares ficaram juntos na eleição de 1994 e voltaram a se apaixonar na eleição de Zé Eduardo governador no ano de 2002.
A coluna, que não queria polemizar, afirma que JB, indiretamente, em 2000 apoiou a eleição de Marcelo Déda após entendimento com o então prefeito João Augusto Gama (MDB), que não foi para a reeleição.  Esse entendimento foi fechado no apartamento de Gama, com a presença de Déda e Jackson. JB só não podia declarar esse apoio publicamente, por  pedido do seu irmão Jugurta, que assumiria o Senado se Valadares fosse eleito prefeito. Ficou acordado que toda a estrutura seria usada na campanha de Déda, que ganhou no primeiro turno. JB e Gama estão vivos para confirmar esse acordo branco.
Vale lembrar que em 1986, Valadares foi eleito governador de Sergipe e Déda deputado estadual com uma votação astronômica: mais de 33 mil votos. Com a intervenção na Prefeitura de Aracaju em 1988 com o voto favorável de Marcelo Déda na Assembleia - quando Jackson era o prefeito  - em 1990 Déda acabou não sendo reeleito deputado. Obteve uma votação pífia em torno de 3 mil votos. Na época, o que se comentou foi que a derrota acachapante tinha sido o povo insatisfeito por ele ter votado pela saída de JB da prefeitura.
Em 1992, Jackson voltou a Prefeitura de Aracaju com mais de 68% dos votos válidos e em 1994 buscou reunir a esquerda na disputa pelo governo do estado. Trouxe o PT de Déda para seu agrupamento e ganhou a eleição no 1º turno para Albano Franco (PSDB), mas perdeu no 2º turno. JB foi derrotado, mas o seu palanque elegeu os petistas José Eduardo Dutra senador, que nunca teve mandato parlamentar, e Déda deputado federal, que estava há quatro anos sem mandato.
Em 1996, Jackson elegeu Gama prefeito de Aracaju que, como a coluna já falou, não foi para a reeleição em 2000, e fez um acordo branco junto com JB para apoiar Marcelo Déda. O apoio informal não foi porque estava desgastado com a derrota para o Senado em 1998, após acordo político com Albano Franco eleito governador naquele ano, mas a pedido do seu irmão Jugurta que era suplente de Valadares.
Trocando em miúdos, Jackson Barreto e Marcelo Déda estavam juntos desde 1994, tendo tido alguns percalços no meio do caminho.  Não se pode separar JB de Déda desde então...   Vale lembrar que o líder petista faleceu em 2 de dezembro de 2013 como governador e tendo JB como seu vice.
Isso é história política oficial e de bastidores de Sergipe...     

Na coluna da quarta-feira passada foi  feita uma análise de que nas eleições  2020 e 2022 dificilmente o agrupamento político liderado hoje pelo governador Belivaldo Chagas (PSD) perderá as eleições pelo crescimento de votos nas urnas a cada eleição de governador e pela união do grupo de Marcelo Déda (PT) e Jackson Barreto (MDB) desde 2000, que elegeu Déda prefeito de Aracaju.   E, claro, pelo esfacelamento da oposição com a derrota das principais lideranças nas eleições 2018, a exemplo dos ex-senadores Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSDB) e dos deputados federais André Moura (PSC) e Valadares Filho (PSB).
Por conta desse comentário, o ex-vice-presidente do PT, Silvio Santos, publicou a seguinte nota no grupo de whatsApp Política sem Frescura: "Grupo de Marcelo Déda e Jackson Barreto em 2000? Não. São apenas 19 anos. É muito pouco tempo para esquecer dos fatos. É preciso muito cuidado com a história, pois as futuras gerações vão saber o que aconteceu no passado pesquisando e lendo jornais. É preciso rigor factual para contar a história. Em 2000 Jackson estava ao lado do candidato Antonio Carlos Valadares, João Alves e Albano Franco enfrentando a candidatura de Marcelo Déda que, sim, ganhou a eleiçã ;o no 1º turno. Ao contrário do que diz a matéria, Jackson Barreto perdeu".
O ex-deputado federal João Fontes também comentou. Disse: "Em 2000 JB vinha do desgaste do acórdão com Albano de 1998. Valadares despencou nas pesquisas da disputa para prefeito de Aracaju, depois da famosa passeata ao lado de JB, com saída da Igreja Espírito Santo até o calçadão da João Pessoa". Falou Fontes que o apoio de JB na eleição de Valadares prefeito de Aracaju tinha um componente muito forte: Jugurta, irmão de Jackson, era o primeiro suplente de senador com a vitória de Valadares. João finaliza dizendo que JB, Déda e Valadares ficaram juntos na eleição de 1994 e voltaram a se apaixonar na eleição de Zé Eduardo governador no ano de 2002.
A coluna, que não queria polemizar, afirma que JB, indiretamente, em 2000 apoiou a eleição de Marcelo Déda após entendimento com o então prefeito João Augusto Gama (MDB), que não foi para a reeleição.  Esse entendimento foi fechado no apartamento de Gama, com a presença de Déda e Jackson. JB só não podia declarar esse apoio publicamente, por  pedido do seu irmão Jugurta, que assumiria o Senado se Valadares fosse eleito prefeito. Ficou acordado que toda a estrutura seria usada na campanha de Déda, que ganhou no primeiro turno. JB e Gama estão vivos para confirmar esse acordo branco.
Vale lembrar que em 1986, Valadares foi eleito governador de Sergipe e Déda deputado estadual com uma votação astronômica: mais de 33 mil votos. Com a intervenção na Prefeitura de Aracaju em 1988 com o voto favorável de Marcelo Déda na Assembleia - quando Jackson era o prefeito  - em 1990 Déda acabou não sendo reeleito deputado. Obteve uma votação pífia em torno de 3 mil votos. Na época, o que se comentou foi que a derrota acachapante tinha sido o povo insatisfeito por ele ter votado pela saída de JB da prefeitura.
Em 1992, Jackson voltou a Prefeitura de Aracaju com mais de 68% dos votos válidos e em 1994 buscou reunir a esquerda na disputa pelo governo do estado. Trouxe o PT de Déda para seu agrupamento e ganhou a eleição no 1º turno para Albano Franco (PSDB), mas perdeu no 2º turno. JB foi derrotado, mas o seu palanque elegeu os petistas José Eduardo Dutra senador, que nunca teve mandato parlamentar, e Déda deputado federal, que estava há quatro anos sem mandato.
Em 1996, Jackson elegeu Gama prefeito de Aracaju que, como a coluna já falou, não foi para a reeleição em 2000, e fez um acordo branco junto com JB para apoiar Marcelo Déda. O apoio informal não foi porque estava desgastado com a derrota para o Senado em 1998, após acordo político com Albano Franco eleito governador naquele ano, mas a pedido do seu irmão Jugurta que era suplente de Valadares.
Trocando em miúdos, Jackson Barreto e Marcelo Déda estavam juntos desde 1994, tendo tido alguns percalços no meio do caminho.  Não se pode separar JB de Déda desde então...   Vale lembrar que o líder petista faleceu em 2 de dezembro de 2013 como governador e tendo JB como seu vice.
Isso é história política oficial e de bastidores de Sergipe...

Mais uma cassada

O pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SE) não está para brincadeira. Depois de ter cassado os mandatos do governador Belivaldo Chagas (PSD), da vice Eliane Aquino (PT), do deputado federal Bosco Costa (PR) e do deputado estadual Talysson Costa (PR) cassou ontem o mandato da deputada estadual Diná Almeida (Pode), por 5 x 2, por abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação nas eleições 2018. Também foi decidido pela sua inelegibilidade por oito anos e do marido, o prefeito Diógenes Almeida (MDB-Tobias Barreto).

Entre as acusações 1

A condenação é resultado de ação do Ministério Público Eleitoral (MPE-SE) ajuizada em dezembro do ano passado pela então procuradora eleitoral Eunice Dantas. De acordo com o MP Eleitoral, além de vincular as cores e o slogan da Prefeitura de Tobias Barreto aos da sua campanha eleitoral, Diná e o prefeito usaram a estrutura administrativa do município para promover a candidatura.  O TRE/SE reconheceu que o uso da estrutura da prefeitura em favor de Diná foi repetido e ostensivo.

Entre as acusações 2

De acordo com o relator do processo, desembargador Diógenes Barreto, o prefeito chegou a usar, em certas ocasiões, o mesmo slogan da campanha da esposa "A união de todos desenvolve e fortalece nosso município". "Conclui-se que o prefeito da cidade, ao utilizar essa frase, injeta no público a ideia de que, ao votar na candidata por ele apoiada, o eleitor estaria escolhendo a pessoa mais conveniente e vantajosa para dar continuidade ao seu trabalho como prefeito, já que juntos poderiam fortalecer o município", afirmou Barreto.

No mandato

A decisão do TRE de cassação do mandato e inelegibilidade por oito anos de Diná Almeida cabe recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o tramite final do processo a deputada segue no exercício do mandato. Enquanto isso, Garcinha Menezes (Pode), ex-prefeita de Itaporanga D´ Ajuda, permanece como primeira suplente.

Vai recorrer

A defesa da deputada Diná disse ontem que irá aguardar a publicação da decisão do Tribunal Regional Eleitoral para analisar todos os pontos aduzidos no acórdão e ingressar com os devidos recursos.

Foi salvo

O pleno do TRE cassou ontem Diná Almeida, mas livrou o deputado estadual Rodrigo Valadares (PTB) da cassação do mandato pela acusação de captação ou gasto ilícito de recursos financeiros de campanha eleitoral no pleito 2018.  Por unanimidade, os membros do tribunal julgaram improcedente a representação contra o parlamentar levando em consideração a "fragilidade das provas". Com isso, o suplente, o polêmico vereador de Itabaiana, Vardo da Lotérica (PTB), permanece na suplência sem qualquer perspectiva de assumir mandato na Assembleia Legislativa.  

Adiado

Ainda não foi julgado ontem o processo do prefeito Cristiano Cavalcante (PSC-Ilha das Flores) e da sua vice Eleni Lisboa pela acusação de abuso de poder econômico nas eleições de 2016. O juiz Joaby Gomes Ferreira, que já tinha pedido vistas do processo na sessão do dia 31 de setembro quando o prefeito estava perdendo por 3 x 1 pediu ontem o adiamento para o próximo dia 15 de outubro.

Mais uma derrota 1

Ainda na sessão de ontem do TRE o pleno rejeitou, por 4 x 2,  pedido de Arguição de Impedimento e de suspeição em relação ao presidente José dos Anjos, impetrado pela defesa do governador Belivaldo Chagas com relação ao julgamento em que ele e a vice Eliane Aquino (PT) tiveram mandatos cassados por 6x1 pela acusação de abuso de poder político nas eleições 2018. Foi alegado que o filho do presidente do TRE, Alfredo José Machado dos Anjos, integra o escritório de advocacia que defende os interesses da coligação do adversário Valadares Filho (PSB) n o processo.

Mais uma derrota 2

O relator, o desembargador Diógenes Barreto, afirmou que o advogado filho do presidente do TRE-SE, realmente integra o quadro de profissionais atuantes na sociedade "SLKB Advogados", mas não participou dos processos das Ações de Investigação indicadas, visto que não consta seu nome na procuração nem existe qualquer outro indício de que tenha havido interferênc ia de Alfredo no trâmite processual. Ficou mantido, então, o julgamento dos embargos declaratórios com relação a cassação do mandato do governador e da vice para o  próximo dia 15 de outubro.  Antes do início da discussão de arguição de impedimento José dos Anjos deixou a sessão se julgando impedido. Retornou em seguida.

Questão nacional 1

Em conversa ontem com a coluna, o ex-governador Jackson Barreto (MDB) disse que não participou da convenção nacional do MDB no domingo passado por não está satisfeito com a posição nacional do partido em relação ao governo Jair Bolsonaro. Revelou que o governador de Alagoas, Renan Calheiros Filho, também não foi a convenção da legenda.

Questão nacional 2

JB disse que não quer comentar sobre o MDB para não criar dificuldades para o governador Belivaldo Chagas (PSD). E nega qualquer desentendimento político com o presidente estadual do partido, o deputado federal Fábio Reis. "Não tem nenhum racha, meu ponto de vista é nacional com todos envolvidos com o governo. Todos sabem minha posição", declarou.

Veja essa ...

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi, acabaram não vindo ontem a Sergipe participar do Fórum Regional das Empresas de Asseio e Conservação (Foreac), da região Nordeste, a convite do deputado federal Laércio Oliveira (PP). Até a véspera do evento os nomes dos dois estavam confirmados no evento, que acabou levando Laércio a proferir a palestra que seria feita por Maia. As estrelas da Câmara não vieram, mas marcaram presença mais de 200 empresários, o governador Belivaldo Chagas e o prefeito Edvaldo Nogueira.

Curtas

Somente está semana a Polícia Federal deflagrou duas operações de combate à corrupção em Sergipe: a Caduceu e Mosqueteiros.

A Caduceu - deflagrada na quarta também na Bahia, Alagoas e Pernambuco - visou  desbaratar uma quadrilha que praticava fraudes contra o INSS nesses estados, com prejuízo estimado aos cofres púbicos superior a  R$ 7 milhões, relativos a pelo menos 140 benefícios com constatação de fraude.

Já ontem, na Operação Mosqueteiros em Sergipe, a PF cumpriu cinco mandados de busca e apreensão junto à sede de empresas e residências de empresários envolvidas com nove municípios: Carmópolis, Itabaiana, Itaporanga, Glória, Lourdes, Rosário do Catete, São Cristóvão, Socorro e Simão Dias.

A finalidade foi coletar provas em investigação que apura possíveis fraudes em licitações realizadas entre os anos de 2016 e 2019 por prefeituras envolvendo recursos do FNS, FNAS e Fundeb. Os desvios podem ser superior a R$ 3,5 milhões. Brasil tá mudando e muitos não tão acreditando nisso...