Domingo no parque

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Um ponto fora da curva na música Serigy
Um ponto fora da curva na música Serigy

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Publicada em 10/10/2019 às 22:01:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A maior parte dos jor-
nalistas foge dos ad-
jetivos como o diabo da cruz. E procede assim amparado por razões as mais razoáveis. Não é função de um repórter aborrecer o leitor com divagações pouco objetivas a respeito do azul no céu e o calor inclemente. A ele cabe apurar a temperatura auferida nos termômetros e ponto final. 
Para escrever sobre o exercício artístico, ao contrário, é preciso colocar o coração na ponta dos dedos. Assim, ninguém recorre à página 12 do Jornal do Dia se não estiver disposto a encontrar palavras frescas, prenhes de subjetividade. No fim das contas, contudo, a opinião de um jornalista é só a opinião de um jornalista. Ao leitor, caberá confrontar a impressão comunicada em letra de imprensa com a sua experiência pessoal.
É bem verdade que as oportunidades de conhecer a lavoura artística dos sergipanos poderiam ser mais abundantes. O poder público ainda desperdiça as melhores chances de divulgar os tambores da aldeia. De todo modo, é imperativo reconhecer o esforço de algumas poucas iniciativas bancadas por iniciativa privada. Entre estas, a Feirinha da Gambiarra (ver nesta página) é a mais antenada. O palco oferecido ao trio Taco de Golfe, próximo domingo, prova que a menina Isabela Ribeiro, a mente criativa por trás do evento, permanece atenta aos milagres do povo Serigy.
Fala-se aqui de uma música com a potência viva do espanto. E quem temer pelo suposto ufanismo patente nestas mal traçadas pode tirar a prova, basta se abalar até o Parque da Sementeira, onde a Feirinha da Gambiarra reúne de tudo um pouco: música, gastronomia, moda, artesanato. E por aí vai.
De minha parte, digo e repito: Gabriel Galvão (guitarras), Filipe Williams (baixo) e Alexandre Mesquita (bateria) realizam um trabalho sem par na cena local. Não bastasse a competência demonstrada na execução das próprias composições, o pulso e o calor irradiando em um instrumental impecável, a Taco de Golfe é obra de muita ousadia, um ponto fora da reta, com rasgos de experimentalismo e erudição. Com o perdão do trocadilho infame, o trio reúne músicos realmente bons de taco, excepcionais.

A maior parte dos jor- nalistas foge dos ad- jetivos como o diabo da cruz. E procede assim amparado por razões as mais razoáveis. Não é função de um repórter aborrecer o leitor com divagações pouco objetivas a respeito do azul no céu e o calor inclemente. A ele cabe apurar a temperatura auferida nos termômetros e ponto final. 
Para escrever sobre o exercício artístico, ao contrário, é preciso colocar o coração na ponta dos dedos. Assim, ninguém recorre à página 12 do Jornal do Dia se não estiver disposto a encontrar palavras frescas, prenhes de subjetividade. No fim das contas, contudo, a opinião de um jornalista é só a opinião de um jornalista. Ao leitor, caberá confrontar a impressão comunicada em letra de imprensa com a sua experiência pessoal.
É bem verdade que as oportunidades de conhecer a lavoura artística dos sergipanos poderiam ser mais abundantes. O poder público ainda desperdiça as melhores chances de divulgar os tambores da aldeia. De todo modo, é imperativo reconhecer o esforço de algumas poucas iniciativas bancadas por iniciativa privada. Entre estas, a Feirinha da Gambiarra (ver nesta página) é a mais antenada. O palco oferecido ao trio Taco de Golfe, próximo domingo, prova que a menina Isabela Ribeiro, a mente criativa por trás do evento, permanece atenta aos milagres do povo Serigy.
Fala-se aqui de uma música com a potência viva do espanto. E quem temer pelo suposto ufanismo patente nestas mal traçadas pode tirar a prova, basta se abalar até o Parque da Sementeira, onde a Feirinha da Gambiarra reúne de tudo um pouco: música, gastronomia, moda, artesanato. E por aí vai.
De minha parte, digo e repito: Gabriel Galvão (guitarras), Filipe Williams (baixo) e Alexandre Mesquita (bateria) realizam um trabalho sem par na cena local. Não bastasse a competência demonstrada na execução das próprias composições, o pulso e o calor irradiando em um instrumental impecável, a Taco de Golfe é obra de muita ousadia, um ponto fora da reta, com rasgos de experimentalismo e erudição. Com o perdão do trocadilho infame, o trio reúne músicos realmente bons de taco, excepcionais.