Sem esmola

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Publicada em 09/10/2019 às 22:11:00

 

O presidente Jair Bolsonaro nun-
ca fez segredo da estratégia elei-
ta para impulsionar a economia. Trata-se, literalmente, de suplantar os direitos da classe trabalhadora, no mesmo passo da reforma criminosa de Michel Temer. Para o patrão, todas as facilidades do mundo. Para os pobres, nem R$ 1 além do estritamente necessário. 
Senão, vejamos. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada ontem pelo Congresso prevê o salário mínimo nacional de R$ 1.040 no ano que vem. O governo, porém, já atualizou esse valor e anunciou em agosto que o mínimo deve ser R$ 1 menor, caindo para R$ 1.039. A mudança está prevista no Ploa (Projeto de Lei Orçamentária Anual) que ainda tramita no Legislativo.
Há justificativas técnicas para a redução do reajuste. A diferença foi causada pela mudança na previsão de inflação de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), usado pelo governo para calcular o reajuste do mínimo. Estas não demonstram, entretanto, um pingo de sensibilidade social.
Segundo Jair Bolsonaro, o País enfrenta um dilema: ou preserva direitos trabalhistas, ou gera empregos e renda. A dicotomia, no entanto, não poderia ser mais falsa. Especialistas não cansam de alertar para a ausência de consequências práticas das reformas em curso. Não por acaso, levantamento do IBGE demonstra que 3,3 milhões de trabalhadores ociosos de um total de 12,6 milhões desempregados aguardam uma oportunidade há pelo menos dois longos anos. Isso, para não mencionar quase cinco milhões de trabalhadores vencidos pelo desalento.
Moral da história: acabar com direitos não aquecerá a economia.

O presidente Jair Bolsonaro nun- ca fez segredo da estratégia elei- ta para impulsionar a economia. Trata-se, literalmente, de suplantar os direitos da classe trabalhadora, no mesmo passo da reforma criminosa de Michel Temer. Para o patrão, todas as facilidades do mundo. Para os pobres, nem R$ 1 além do estritamente necessário. 
Senão, vejamos. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada ontem pelo Congresso prevê o salário mínimo nacional de R$ 1.040 no ano que vem. O governo, porém, já atualizou esse valor e anunciou em agosto que o mínimo deve ser R$ 1 menor, caindo para R$ 1.039. A mudança está prevista no Ploa (Projeto de Lei Orçamentária Anual) que ainda tramita no Legislativo.
Há justificativas técnicas para a redução do reajuste. A diferença foi causada pela mudança na previsão de inflação de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), usado pelo governo para calcular o reajuste do mínimo. Estas não demonstram, entretanto, um pingo de sensibilidade social.
Segundo Jair Bolsonaro, o País enfrenta um dilema: ou preserva direitos trabalhistas, ou gera empregos e renda. A dicotomia, no entanto, não poderia ser mais falsa. Especialistas não cansam de alertar para a ausência de consequências práticas das reformas em curso. Não por acaso, levantamento do IBGE demonstra que 3,3 milhões de trabalhadores ociosos de um total de 12,6 milhões desempregados aguardam uma oportunidade há pelo menos dois longos anos. Isso, para não mencionar quase cinco milhões de trabalhadores vencidos pelo desalento.
Moral da história: acabar com direitos não aquecerá a economia.