Óleo retirado das praias está sendo levado para reservatório em Carmópolis

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O ÓLEO RECOLHIDO NAS PRAIAS SERGIPANAS ESTÁ SENDO LEVADO PARA UMA BASE DA PETROBRAS NO MUNICÍPIO DE CARMÓPOLIS, MAS OUTROS LOCAIS JÁ SÃO NECESSÁRIOS
O ÓLEO RECOLHIDO NAS PRAIAS SERGIPANAS ESTÁ SENDO LEVADO PARA UMA BASE DA PETROBRAS NO MUNICÍPIO DE CARMÓPOLIS, MAS OUTROS LOCAIS JÁ SÃO NECESSÁRIOS

As manchas continuam aparecendo nas praias do Estado
As manchas continuam aparecendo nas praias do Estado

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Publicada em 09/10/2019 às 00:58:00

 

Milton Alves Júnior
Menos de 24 horas 
após o ministro do 
meio ambiente, Ricardo Salles, ter pousado em Aracaju para monitorar a presença de petróleo nas praias do litoral nordestino, o gabinete de crise criado pelo Governo do Estado de Sergipe a fim de coordenar o processo de limpeza da região, oficializou que estuda a possibilidade de encontrar novos reservatórios para acumular o produto. A medida ocorre em virtude de até a tarde de ontem cerca de 60 toneladas do produto tóxico ter sido encontrado e retirado da faixa litorânea. Por enquanto todo o óleo está sendo levado para um reservatório da Petrobras localizado em uma região conhecida como Alto do Jericó, no município sergipano de Carmópolis.
Diante do cenário agravante, o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Ubirajara Barreto, oficializou que, caso o surgimento de petróleo permaneça em grande escala, conforme registrado pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) ao longo dos últimos 15 dias, será necessário encontrar outros pontos de descarte. A preocupação por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é que o óleo ameace também a reserva ecológica de Santa Isabel, em Pirambu, onde o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve há décadas um projeto de preservação de tartarugas-marinhas.
Outro receio é que o óleo atinja rios importantes para navegação turismo e abastecimento no estado de Sergipe. "Se o aparecimento de óleo continuar de igual modo, ou mais agravante como registramos nas últimas semanas, é provável que iremos precisar de mais locais para armazená-lo. Essa é uma possível necessidade que também deve ser acompanhada pela Petrobras, já que a empresa estatal é que deve ser responsável por esse trabalho. Nossas ações agora são voltadas à contingência desse óleo. Que ameaça chegar aos rios Vaza-Barris, Japaratuba e Real", revelou. Novas barreiras de contenção - semelhante às instaladas na região das pedras, na Coroa do Meio - também estão sendo aplicadas nos rios.
Transferência - Diante dos riscos de prejuízos à vida marinha, técnicos do Projeto Viva Peixe-Boi Marinho do estado da Paraíba chegaram na manhã de ontem a Sergipe com a proposta de estudar a necessidade de realizar a transferência do peixe-boi Astro, animal que vive na costa sergipana e que está sendo monitorado pelas equipes do projeto. Caso avalie necessário, a equipe deve encaminhar o animal para um viveiro até que o habitat natural não apresente mais riscos. O coordenador do projeto, João Carlos Gomes, relatou ao JORNAL DO DIA que pequenas manchas de óleo - ainda sem alto nível de gravidade - já foram encontradas no animal.
 "O Peixe-boi está sendo monitorado por um transmissor via satélite e outro transmissor que monitora o campo e já foi verificado uma pequena quantidade de óleo no equipamento o que comprova que o animal já teve interação com áreas que tem a presença de óleo, mesmo que pequena. Essa quantidade ainda não se mostra intensa ao ponto de realizarmos a busca pelo Astro, capturá-lo, e, em seguida, encaminhar mesmo que de forma temporária para um viveiro. A nossa torcida fica por conta do não agravamento de todo esse dano", disse.
Danos marinhos - Conforme os órgãos de proteção ao meio ambiente estão destacando desde o início de setembro, as manchas que atinge mais de 150 praias de todos os estados do Nordeste podem estar prejudicando a vida dos animais marinhos. Essa possibilidade atinge, inclusive, crustáceos e peixes tradicionalmente consumidos nessa região litorânea. Diante dos fatos, pescadores e vendedores desse tipo de alimento começam a se preocupar com a situação e intensificar o pedido de repasse de vales que possam minimizar os efeitos negativos enfrentados pelos trabalhadores que possuem a pescaria como meio de sobrevivência.
Ainda por tempo indeterminado todas as praias do Estado de Sergipe seguem impróprias para banho.

Milton Alves Júnior

Menos de 24 horas  após o ministro do  meio ambiente, Ricardo Salles, ter pousado em Aracaju para monitorar a presença de petróleo nas praias do litoral nordestino, o gabinete de crise criado pelo Governo do Estado de Sergipe a fim de coordenar o processo de limpeza da região, oficializou que estuda a possibilidade de encontrar novos reservatórios para acumular o produto. A medida ocorre em virtude de até a tarde de ontem cerca de 60 toneladas do produto tóxico ter sido encontrado e retirado da faixa litorânea. Por enquanto todo o óleo está sendo levado para um reservatório da Petrobras localizado em uma região conhecida como Alto do Jericó, no município sergipano de Carmópolis.
Diante do cenário agravante, o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Ubirajara Barreto, oficializou que, caso o surgimento de petróleo permaneça em grande escala, conforme registrado pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) ao longo dos últimos 15 dias, será necessário encontrar outros pontos de descarte. A preocupação por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é que o óleo ameace também a reserva ecológica de Santa Isabel, em Pirambu, onde o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve há décadas um projeto de preservação de tartarugas-marinhas.
Outro receio é que o óleo atinja rios importantes para navegação turismo e abastecimento no estado de Sergipe. "Se o aparecimento de óleo continuar de igual modo, ou mais agravante como registramos nas últimas semanas, é provável que iremos precisar de mais locais para armazená-lo. Essa é uma possível necessidade que também deve ser acompanhada pela Petrobras, já que a empresa estatal é que deve ser responsável por esse trabalho. Nossas ações agora são voltadas à contingência desse óleo. Que ameaça chegar aos rios Vaza-Barris, Japaratuba e Real", revelou. Novas barreiras de contenção - semelhante às instaladas na região das pedras, na Coroa do Meio - também estão sendo aplicadas nos rios.

Transferência - Diante dos riscos de prejuízos à vida marinha, técnicos do Projeto Viva Peixe-Boi Marinho do estado da Paraíba chegaram na manhã de ontem a Sergipe com a proposta de estudar a necessidade de realizar a transferência do peixe-boi Astro, animal que vive na costa sergipana e que está sendo monitorado pelas equipes do projeto. Caso avalie necessário, a equipe deve encaminhar o animal para um viveiro até que o habitat natural não apresente mais riscos. O coordenador do projeto, João Carlos Gomes, relatou ao JORNAL DO DIA que pequenas manchas de óleo - ainda sem alto nível de gravidade - já foram encontradas no animal.
 "O Peixe-boi está sendo monitorado por um transmissor via satélite e outro transmissor que monitora o campo e já foi verificado uma pequena quantidade de óleo no equipamento o que comprova que o animal já teve interação com áreas que tem a presença de óleo, mesmo que pequena. Essa quantidade ainda não se mostra intensa ao ponto de realizarmos a busca pelo Astro, capturá-lo, e, em seguida, encaminhar mesmo que de forma temporária para um viveiro. A nossa torcida fica por conta do não agravamento de todo esse dano", disse.

Danos marinhos - Conforme os órgãos de proteção ao meio ambiente estão destacando desde o início de setembro, as manchas que atinge mais de 150 praias de todos os estados do Nordeste podem estar prejudicando a vida dos animais marinhos. Essa possibilidade atinge, inclusive, crustáceos e peixes tradicionalmente consumidos nessa região litorânea. Diante dos fatos, pescadores e vendedores desse tipo de alimento começam a se preocupar com a situação e intensificar o pedido de repasse de vales que possam minimizar os efeitos negativos enfrentados pelos trabalhadores que possuem a pescaria como meio de sobrevivência.
Ainda por tempo indeterminado todas as praias do Estado de Sergipe seguem impróprias para banho.