O caótico trânsito de Aracaju

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 07/10/2019 às 23:15:00

 

* Raymundo Mello
(publicação de Raymundinho Mello, seu filho)
 
Ridículo! Esta é a qualificação menos 
cítrica com que se pode adjetivar o 
comportamento de grande parte dos condutores de veículos no caótico trânsito de Aracaju, de forma geral - os que conduzem motos, carros, ônibus e outros veículos automotores.
A 'falta de educação' e a 'imprudência' imperam, dificultando as relações interpessoais, aumentando a agressividade e o stress, causando acidentes, prejudicando pedestres e outros tipos de veículos. Se as autoridades (nos sucessivos governos municipais) estão perdidas no que concerne à elaboração de um trânsito eficiente para a nossa cidade, pelos menos os condutores poderiam (deveriam!!!) dar a sua parcela de contribuição, no mínimo, cumprindo as regras estabelecidas e cultivando os bons princípios da educação. Mas educação é berço e nem todo mundo teve berço...
Segundo estudo desenvolvido pela psicóloga 'Marília Correia', pós-graduada em Psicologia do Trânsito, "estima-se que 90% dos acidentes de trânsito são causados por comportamentos dos motoristas (irresponsabilidade, alcoolismo, velocidade... e um tanto mais que não caberia descrever). Apenas 6% devido às condições das estradas e os 4% restantes ficam por conta de eventuais defeitos nos veículos (...)".
"Todo acidente de trânsito é uma violência. E dirigir irresponsavelmente é crime. A educação no trânsito grita "Socorro!". Consciência no trânsito é preciso!", assevera a psicóloga.
Meu pai, o 'Memorialista Raymundo Mello', morto em 2 de abril de 2017, vítima de um brutal acidente de trânsito - foi atropelado por uma motocicleta atravessando uma avenida, sobre a faixa de pedestres - era um cidadão muito conhecido na cidade e o acidente que sofreu causou (e continua causando) muita comoção e muita "revolta" (no bom sentido) entre seus parentes, seus muitos amigos e admiradores. Mas, pergunto: quantos e quantos "anônimos", pessoas simples, desconhecidas, são, igualmente, mortas no famigerado trânsito de nossa cidade, vítimas da pressa, da má-educação, da imprudência, do desrespeito às regras de trânsito? É preciso que pensemos nisso, tomemos atitudes, porque o acontecido com meu pai poderá, amanhã, acontecer com qualquer outro cidadão.
E onde vamos parar com tantas perdas, perdas irreparáveis e tão significativas?
Precisamos não apenas manifestar indignação, mas 'clamar' por 'mudanças rigorosas na legislação referente aos crimes de trânsito' e por uma tomada de consciência pura e simples dos indivíduos, no sentido de que "vidas" não são coisas que se levem na brincadeira.
E quando falo "vidas", falo no sentido amplo: vidas humanas, mas, também, vidas dos animais, que, muitas vezes atravessam as ruas e, indefesos, são covardemente assassinados (o termo é este mesmo!) por motoristas que, maldosamente, põem os seus carros em cima, para os esmagarem. Eu já presenciei fatos como este, que, igualmente, me causaram revolta.
Concluo com um alerta para as autoridades: mobilidade urbana não é "tentativa ou erro"; hoje, para quem ainda não se deu conta, existem estudos científicos para se trabalhar a resolução dos problemas na área e técnicas para se projetar a organização do trânsito. Engenharia do Trânsito! Isso é seriedade; "fecha-aqui, abre-ali", é, no mínimo, sinal de incompetência!
Que falta faz o "Ripa na chulipa", do saudoso radialista Carlos Rodrigues...
* * *
E.T. - Li, gostei e recomendo a leitura do ótimo artigo do advogado e escritor 'Rangel Alves da Costa', "Quando a culpa é dos pais" - 'Jornal do Dia', edição de domingo e segunda-feira últimos, 6 e 7/10.
* Raymundo Mello é Memorialista
raymundopmello@yahoo.com.br

* Raymundo Mello

(publicação de Raymundinho Mello, seu filho)

Ridículo! Esta é a qualificação menos  cítrica com que se pode adjetivar o  comportamento de grande parte dos condutores de veículos no caótico trânsito de Aracaju, de forma geral - os que conduzem motos, carros, ônibus e outros veículos automotores.
A 'falta de educação' e a 'imprudência' imperam, dificultando as relações interpessoais, aumentando a agressividade e o stress, causando acidentes, prejudicando pedestres e outros tipos de veículos. Se as autoridades (nos sucessivos governos municipais) estão perdidas no que concerne à elaboração de um trânsito eficiente para a nossa cidade, pelos menos os condutores poderiam (deveriam!!!) dar a sua parcela de contribuição, no mínimo, cumprindo as regras estabelecidas e cultivando os bons princípios da educação. Mas educação é berço e nem todo mundo teve berço...
Segundo estudo desenvolvido pela psicóloga 'Marília Correia', pós-graduada em Psicologia do Trânsito, "estima-se que 90% dos acidentes de trânsito são causados por comportamentos dos motoristas (irresponsabilidade, alcoolismo, velocidade... e um tanto mais que não caberia descrever). Apenas 6% devido às condições das estradas e os 4% restantes ficam por conta de eventuais defeitos nos veículos (...)".
"Todo acidente de trânsito é uma violência. E dirigir irresponsavelmente é crime. A educação no trânsito grita "Socorro!". Consciência no trânsito é preciso!", assevera a psicóloga.
Meu pai, o 'Memorialista Raymundo Mello', morto em 2 de abril de 2017, vítima de um brutal acidente de trânsito - foi atropelado por uma motocicleta atravessando uma avenida, sobre a faixa de pedestres - era um cidadão muito conhecido na cidade e o acidente que sofreu causou (e continua causando) muita comoção e muita "revolta" (no bom sentido) entre seus parentes, seus muitos amigos e admiradores. Mas, pergunto: quantos e quantos "anônimos", pessoas simples, desconhecidas, são, igualmente, mortas no famigerado trânsito de nossa cidade, vítimas da pressa, da má-educação, da imprudência, do desrespeito às regras de trânsito? É preciso que pensemos nisso, tomemos atitudes, porque o acontecido com meu pai poderá, amanhã, acontecer com qualquer outro cidadão.
E onde vamos parar com tantas perdas, perdas irreparáveis e tão significativas?
Precisamos não apenas manifestar indignação, mas 'clamar' por 'mudanças rigorosas na legislação referente aos crimes de trânsito' e por uma tomada de consciência pura e simples dos indivíduos, no sentido de que "vidas" não são coisas que se levem na brincadeira.
E quando falo "vidas", falo no sentido amplo: vidas humanas, mas, também, vidas dos animais, que, muitas vezes atravessam as ruas e, indefesos, são covardemente assassinados (o termo é este mesmo!) por motoristas que, maldosamente, põem os seus carros em cima, para os esmagarem. Eu já presenciei fatos como este, que, igualmente, me causaram revolta.
Concluo com um alerta para as autoridades: mobilidade urbana não é "tentativa ou erro"; hoje, para quem ainda não se deu conta, existem estudos científicos para se trabalhar a resolução dos problemas na área e técnicas para se projetar a organização do trânsito. Engenharia do Trânsito! Isso é seriedade; "fecha-aqui, abre-ali", é, no mínimo, sinal de incompetência!
Que falta faz o "Ripa na chulipa", do saudoso radialista Carlos Rodrigues...
* * *

E.T. - Li, gostei e recomendo a leitura do ótimo artigo do advogado e escritor 'Rangel Alves da Costa', "Quando a culpa é dos pais" - 'Jornal do Dia', edição de domingo e segunda-feira últimos, 6 e 7/10.

* Raymundo Mello é Memorialistaraymundopmello@yahoo.com.br