Praias sergipanas são as mais atingidas pelo óleo

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As praias sergipanas estão inapropriadas para o banho
As praias sergipanas estão inapropriadas para o banho

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Publicada em 07/10/2019 às 23:03:00

 

Milton Alves Júnior 
Por precaução à saúde 
dos banhistas, órgãos 
estaduais e federais de fiscalização estão orientando a população a evitar qualquer contato com todas as praias do litoral sergipano. Em publicação realizada na edição de ontem do Diário Oficial do Estado, o Governo de Sergipe decretou situação de emergência por conta das manchas de óleo que atingem todos os nove estados do Nordeste brasileiro. Conforme relatório apresentado pela Marinha do Brasil e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Sergipe tem sido o estado mais atingido com o produto tóxico desde 30 de agosto, quando as manchas começaram a surgir no litoral nordestino.
Este decreto, que autoriza o Estado a solicitar ações de socorro e assistência às vítimas, abrange as praias de Aracaju e também áreas protegidas ambientalmente nas regiões do Mosqueiro, Sarney, Pacatuba, Ponta dos Mangues, Pirambu, Caueira, Abaís e Saco. Durante o final de semana, de forma extraordinária o poder executivo estadual criou um 'gabinete de crise' - sob a coordenação da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) - com a proposta de atuar nos 11 pontos onde a substância foi encontrada. Neste primeiro momento operacional, 150 profissionais foram escalados. Essa força tarefa conta ainda com o apoio da Petrobras, Marinha, Ibama, Prefeitura de Aracaju, Deso, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade e Defesa Civil.
Ministro - Diante do cenário de periculosidade, na manhã de ontem o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, desembarcou em Aracaju, onde foi recebido pelo governador Belivaldo Chagas e pelo deputado federal Fábio Reis. Alegando ter sido encaminhado à capital sergipana após pedido pessoal do presidente Jair Bolsonaro, Salles recebeu detalhes da situação, conversou com a imprensa, e, posteriormente, realizou um sobrevoo em todo o litoral sergipano. A proposta do Governo Federal, segundo o ministro, é contribuir com o que for preciso para minimizar os efeitos negativos gerados pelo vazamento do produto. No início da semana passada Aracaju identificou o maior bloco de óleo provocado por vazamento este ano no Nordeste.
 "O decreto de emergência foi observado com atenção pelo presidente [Bolsonaro] e por pedido dele decidimos vir à Aracaju para acompanhar esse problema que tem atingido todos os estados da região. Nossa presença é para comprovar que o Governo Federal está interessado em atender aos pedidos de ajuda e colaborar no que for preciso. Sobrevoaremos as regiões atingidas pelo produto, e, em seguida, novamente vamos nos reunir para definir quais medidas emergenciais serão adotadas", declarou Salles. Estudos realizados pela Adema indicam que aproximadamente 58 toneladas de óleo já foram retiradas das praias sergipanas. O ministro ponderou ainda a possibilidade de este dano ambiental ser apontado com o mais representativo da história da região Nordeste.
 "Estamos diante de um dano de proporções ainda incalculáveis para o meio ambiente, e, com a perspectiva ainda de se concretizar como o mais 'violento' da história nesse âmbito que envolve águas de rios, mares e oceano", concluiu durante depoimento rápido concedido em entrevista coletiva. Na perspectiva de identificar a origem do produto tóxico, a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), que investiga o problema, acredita que o petróleo tenha vindo de navios que passaram pela região. As investigações estão concentradas na Superintendência Regional da PF no Rio Grande do Norte, contando com a participação das áreas de combate aos crimes ambientais, de inteligência e de perícia.
Outra preocupação por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é que o óleo ameace também a reserva ecológica de Santa Isabel, em Pirambu, onde o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve há décadas um projeto de preservação de tartarugas-marinhas. Até o início da noite de ontem 15 tartarugas-marinhas foram encontradas mortas no Nordeste brasileiro com manchas de óleo. De igual postura adotada com orientação direcionada à banhistas, os órgãos ligados ao meio ambiente recomendam que o serviço de pesca seja temporariamente suspenso e que os vendedores de mariscos repassem aos consumidores o que possuem em estoque.
Seguro - Visando minimizar as perdas econômicas com a suspensão das pescas, o senador Alessandro Vieira (Cidadania), oficializou na tarde de ontem que pedirá ao ministro Ricardo Salles, a liberação emergencial do seguro-defeso para atender aos pescadores sergipanos. Para o parlamentar, os pescadores estão impedidos de trabalhar em decorrência do crime ambiental, que se torna uma questão de saúde pública. "Esse crime ambiental está provocando problemas financeiros para inúmeras famílias que dependem da pesca como meio de sobrevivência. Dessa forma, vou me reunir com o ministro e pedi-lo, em caráter emergencial, que o seguro seja ofertado a esses trabalhadores cadastrados no programa", afirmou.
Um novo balanço operacional será divulgado pelo Governo do Estado de Sergipe até a próxima sexta-feira, 11.

Milton Alves Júnior 

Por precaução à saúde  dos banhistas, órgãos  estaduais e federais de fiscalização estão orientando a população a evitar qualquer contato com todas as praias do litoral sergipano. Em publicação realizada na edição de ontem do Diário Oficial do Estado, o Governo de Sergipe decretou situação de emergência por conta das manchas de óleo que atingem todos os nove estados do Nordeste brasileiro. Conforme relatório apresentado pela Marinha do Brasil e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Sergipe tem sido o estado mais atingido com o produto tóxico desde 30 de agosto, quando as manchas começaram a surgir no litoral nordestino.
Este decreto, que autoriza o Estado a solicitar ações de socorro e assistência às vítimas, abrange as praias de Aracaju e também áreas protegidas ambientalmente nas regiões do Mosqueiro, Sarney, Pacatuba, Ponta dos Mangues, Pirambu, Caueira, Abaís e Saco. Durante o final de semana, de forma extraordinária o poder executivo estadual criou um 'gabinete de crise' - sob a coordenação da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) - com a proposta de atuar nos 11 pontos onde a substância foi encontrada. Neste primeiro momento operacional, 150 profissionais foram escalados. Essa força tarefa conta ainda com o apoio da Petrobras, Marinha, Ibama, Prefeitura de Aracaju, Deso, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade e Defesa Civil.

Ministro - Diante do cenário de periculosidade, na manhã de ontem o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, desembarcou em Aracaju, onde foi recebido pelo governador Belivaldo Chagas e pelo deputado federal Fábio Reis. Alegando ter sido encaminhado à capital sergipana após pedido pessoal do presidente Jair Bolsonaro, Salles recebeu detalhes da situação, conversou com a imprensa, e, posteriormente, realizou um sobrevoo em todo o litoral sergipano. A proposta do Governo Federal, segundo o ministro, é contribuir com o que for preciso para minimizar os efeitos negativos gerados pelo vazamento do produto. No início da semana passada Aracaju identificou o maior bloco de óleo provocado por vazamento este ano no Nordeste.
 "O decreto de emergência foi observado com atenção pelo presidente [Bolsonaro] e por pedido dele decidimos vir à Aracaju para acompanhar esse problema que tem atingido todos os estados da região. Nossa presença é para comprovar que o Governo Federal está interessado em atender aos pedidos de ajuda e colaborar no que for preciso. Sobrevoaremos as regiões atingidas pelo produto, e, em seguida, novamente vamos nos reunir para definir quais medidas emergenciais serão adotadas", declarou Salles. Estudos realizados pela Adema indicam que aproximadamente 58 toneladas de óleo já foram retiradas das praias sergipanas. O ministro ponderou ainda a possibilidade de este dano ambiental ser apontado com o mais representativo da história da região Nordeste.
 "Estamos diante de um dano de proporções ainda incalculáveis para o meio ambiente, e, com a perspectiva ainda de se concretizar como o mais 'violento' da história nesse âmbito que envolve águas de rios, mares e oceano", concluiu durante depoimento rápido concedido em entrevista coletiva. Na perspectiva de identificar a origem do produto tóxico, a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), que investiga o problema, acredita que o petróleo tenha vindo de navios que passaram pela região. As investigações estão concentradas na Superintendência Regional da PF no Rio Grande do Norte, contando com a participação das áreas de combate aos crimes ambientais, de inteligência e de perícia.
Outra preocupação por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é que o óleo ameace também a reserva ecológica de Santa Isabel, em Pirambu, onde o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve há décadas um projeto de preservação de tartarugas-marinhas. Até o início da noite de ontem 15 tartarugas-marinhas foram encontradas mortas no Nordeste brasileiro com manchas de óleo. De igual postura adotada com orientação direcionada à banhistas, os órgãos ligados ao meio ambiente recomendam que o serviço de pesca seja temporariamente suspenso e que os vendedores de mariscos repassem aos consumidores o que possuem em estoque.

Seguro - Visando minimizar as perdas econômicas com a suspensão das pescas, o senador Alessandro Vieira (Cidadania), oficializou na tarde de ontem que pedirá ao ministro Ricardo Salles, a liberação emergencial do seguro-defeso para atender aos pescadores sergipanos. Para o parlamentar, os pescadores estão impedidos de trabalhar em decorrência do crime ambiental, que se torna uma questão de saúde pública. "Esse crime ambiental está provocando problemas financeiros para inúmeras famílias que dependem da pesca como meio de sobrevivência. Dessa forma, vou me reunir com o ministro e pedi-lo, em caráter emergencial, que o seguro seja ofertado a esses trabalhadores cadastrados no programa", afirmou.
Um novo balanço operacional será divulgado pelo Governo do Estado de Sergipe até a próxima sexta-feira, 11.