Se depender da SEDUC, nem professores, nem estudantes serão ouvidos no que diz respeito às políticas de Educação

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O secretário recebeu os professores na última sexta-feira
O secretário recebeu os professores na última sexta-feira

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Publicada em 06/10/2019 às 11:00:00

 

Lamentável. A palavra resume a audiência ocorrida na última sexta-feira (4) , na Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura - SEDUC. Isso porque o secretário Josué Passos disse que o governo não retirará da Assembleia Legislativa. Os projetos de lei que tratam do Sistema de Avaliação da Educação Básica de Sergipe - SAESE (projeto de lei 208/2019) e da Alfabetização pra Valer (projeto de lei 212/2019).
Com essa resposta, a direção executiva do SINTESE entende que a SEDUC não ouvirá professores, estudantes e comunidade escolar na construção de políticas públicas.
"É lamentável ouvir do gestor da Educação estadual que não abrirá o debate público para que os projetos de lei sejam discutidos amplamente por aqueles que estão no chão da escola e muito menos pela sociedade sergipana", lamentou a presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz.
Durante a audiência, o SINTESE voltou a solicitar que os projetos de lei fossem retirados da Assembleia Legislativa e que a SEDUC convocasse a Conferência Estadual de Educação, que a exemplo do sistema de avaliação, também está prevista no Plano de Governo de Belivaldo, mas, apesar do secretário durante a audiência ter usado a palavra democracia 15 vezes, na prática o discurso não é efetivado.
Com isso, o magistério das escolas estaduais e municipais espera que a Assembleia Legislativa, como casa do povo, realize audiências públicas para que projetos tão complexos, envolvendo políticas públicas fundamentais, sejam debatidos pela sociedade.
Não é contra avaliação - A presidenta do SINTESE, a exemplo do que fez em entrevistas e no informativo distribuído pela entidade, reafirmou que o sindicato não é avesso ao processo de avaliação, pelo contrário o sindicato defende uma avaliação do sistema educacional que leve em consideração todos os aspectos relacionados ao processo ensino aprendizagem.
A dirigente sindical também voltou a reafirmar que a posição do SINTESE é contrária ao método adotado de elaboração e de concepção dos projetos. Ao mesmo tempo, disse que o sindicato está à disposição para fazer o debate e construir políticas públicas garantindo a participação coletiva.
Reajuste do piso - O secretário disse que não houve abertura para discutir o assunto em sua última audiência com o governador e, com isso, não tinha qualquer posição para o magistério público estadual. Ou seja, segundo o secretário a avaliação da educação construída a partir de uma proposta sem diálogo com a comunidade escolar é uma Política de Estado, mas o reajuste do piso e a retomada da Carreira do Magistério, essa não é Política nem de Estado, nem de Governo.
"Iremos continuar firmes na luta por uma Educação verdadeiramente democrática e participativa e da Valorização do Magistério. Estaremos vigilantes e vamos convocar a categoria para acompanhar e resistir à aprovação desses projetos na ALESE. A luta continua", finaliza Ivonete.

Lamentável. A palavra resume a audiência ocorrida na última sexta-feira (4) , na Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura - SEDUC. Isso porque o secretário Josué Passos disse que o governo não retirará da Assembleia Legislativa. Os projetos de lei que tratam do Sistema de Avaliação da Educação Básica de Sergipe - SAESE (projeto de lei 208/2019) e da Alfabetização pra Valer (projeto de lei 212/2019).
Com essa resposta, a direção executiva do SINTESE entende que a SEDUC não ouvirá professores, estudantes e comunidade escolar na construção de políticas públicas.
"É lamentável ouvir do gestor da Educação estadual que não abrirá o debate público para que os projetos de lei sejam discutidos amplamente por aqueles que estão no chão da escola e muito menos pela sociedade sergipana", lamentou a presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz.
Durante a audiência, o SINTESE voltou a solicitar que os projetos de lei fossem retirados da Assembleia Legislativa e que a SEDUC convocasse a Conferência Estadual de Educação, que a exemplo do sistema de avaliação, também está prevista no Plano de Governo de Belivaldo, mas, apesar do secretário durante a audiência ter usado a palavra democracia 15 vezes, na prática o discurso não é efetivado.
Com isso, o magistério das escolas estaduais e municipais espera que a Assembleia Legislativa, como casa do povo, realize audiências públicas para que projetos tão complexos, envolvendo políticas públicas fundamentais, sejam debatidos pela sociedade.

Não é contra avaliação - A presidenta do SINTESE, a exemplo do que fez em entrevistas e no informativo distribuído pela entidade, reafirmou que o sindicato não é avesso ao processo de avaliação, pelo contrário o sindicato defende uma avaliação do sistema educacional que leve em consideração todos os aspectos relacionados ao processo ensino aprendizagem.
A dirigente sindical também voltou a reafirmar que a posição do SINTESE é contrária ao método adotado de elaboração e de concepção dos projetos. Ao mesmo tempo, disse que o sindicato está à disposição para fazer o debate e construir políticas públicas garantindo a participação coletiva.

Reajuste do piso - O secretário disse que não houve abertura para discutir o assunto em sua última audiência com o governador e, com isso, não tinha qualquer posição para o magistério público estadual. Ou seja, segundo o secretário a avaliação da educação construída a partir de uma proposta sem diálogo com a comunidade escolar é uma Política de Estado, mas o reajuste do piso e a retomada da Carreira do Magistério, essa não é Política nem de Estado, nem de Governo.
"Iremos continuar firmes na luta por uma Educação verdadeiramente democrática e participativa e da Valorização do Magistério. Estaremos vigilantes e vamos convocar a categoria para acompanhar e resistir à aprovação desses projetos na ALESE. A luta continua", finaliza Ivonete.