AGRICULTURA CONECTADA NA QURTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 04/10/2019 às 23:05:00

 

* Manoel Moacir Costa Macêdo e Pedro Abel Vieira Junior
A agricultura brasileira, não funciona apenas da 'porteira para dentro'. Ela está conectada da 'porteira para fora' na exigente cadeia de valor, que envolve as ações estratégicas de fornecedores de insumos e equipamentos, a logística de distribuição, o transporte, o armazenamento, o comércio e a regulamentação. No final ainda existe o consumidor qualificado que demanda informações sobre a procedência dos produtos, os processos produtivos utilizados, o conteúdo nutricional, os riscos para a saúde, os cuidados com o meio ambiente, os direitos dos trabalhadores, afora os bons e justos preços. 
O processo produtivo em uso na agricultura brasileira, longe de ser amador, é profissional e complexo, operado por empreendedores de forma sustentável e com capacidade de alavancar a produção e a produtividade, num ambiente de competitividade e protecionismo. Também exige sinergias e convergências entre os agentes produtivos e as políticas públicas para viabilizar as transformações, monitorar incentivos e resultados, e até punir os comportamentos inaceitáveis e as práticas criminosas que podem comprometer o esforço produtivo e a conquista de exigentes e distintos mercados. 
A agricultura brasileira vem atendendo de forma competente essas exigências na arena nacional e internacional. As respostas no curto prazo, estão sendo dadas. De um lado, a geração, captura e processamento de um volume crescente de dados, que viabiliza a prática de uma agricultura que maximiza o uso sustentável de recursos, reduz o desperdício e custos inúteis, e municia o consumidor com informações que interferem no ambiente da cadeia produtiva. De outro, a adoção de mecanismos de rastreabilidade e zoneamento agroecológico e econômico, que potencializa a utilização adequada das terras e insumos. Ainda são cobradas as regulamentações legais no Cadastro Ambiental Rural - CAR, possivelmente o sistema mais avançado de monitoramento ambiental em funcionamento no mundo. 
Ademais, são requeridos o uso de sistemas meteorológicos de precisão, para a gestão dos riscos climáticos e a conexão com os mercados. Tudo isso, faz da agricultura brasileira um atividade conectada com as inovações em tempo real. Não é por acaso, nem por sorte, que ela conquistou um lugar de destaque nos mercados internacionais e tem sido o setor com retornos positivos na balança comercial brasileira, apesar das restrições da infraestrutura e logística públicas. 
O produtor rural nessa quadra competitiva está enfrentando os desafios da chamada agricultura 4.0. A sua performance não será sustentável sem uma infraestrutura adequada, uma rede de comunicação moderna por onde trafegam dados e informações indispensáveis e estratégicas às decisões lastreadas em sistemas de inteligência artificial. O Brasil é um continente em extensão geográfica, mercado consumidor, possui terra, água, energia, ciência, clima diversificado e empreendedores, embora, carente de estradas asfaltadas e rede ferroviária e pluvial adequadas ao transporte de mercadorias; assim como de satélites para impulsionar a agricultura no tempo da 'internet das coisas'.
A 'Quarta Revolução industrial' está em curso. Para a agricultura brasileira, a sua ampla conectividade é essencial e indispensável à competitiva produção e produtividade dos seus produtos. Urge que as ações de governos e agências reguladoras estejam atentas para promover as condições técnicas de cobertura por 'internet de banda larga' nas regiões produtoras, e assegurar um ambiente regulatório adequado para atrair e viabilizar os investimentos necessários para dotar o País na conectividade necessária ao crescimento sustentável da agricultura brasileira, pois o futuro já está entre nós. 
* Manoel Moacir Costa Macêdo e Pedro Abel Vieira Junior são engenheiros agrônomos

O produtor rural nessa quadra competitiva está enfrentando os desafios da chamada agricultura 4.0. A sua performance não será sustentável sem uma infraestrutura adequada, uma rede de comunicação moderna por onde trafegam dados e informações indispensáveis e estratégicas às decisões lastreadas em sistemas de inteligência artificial

* Manoel Moacir Costa Macêdo e Pedro Abel Vieira Junior

A agricultura brasileira, não funciona apenas da 'porteira para dentro'. Ela está conectada da 'porteira para fora' na exigente cadeia de valor, que envolve as ações estratégicas de fornecedores de insumos e equipamentos, a logística de distribuição, o transporte, o armazenamento, o comércio e a regulamentação. No final ainda existe o consumidor qualificado que demanda informações sobre a procedência dos produtos, os processos produtivos utilizados, o conteúdo nutricional, os riscos para a saúde, os cuidados com o meio ambiente, os direitos dos trabalhadores, afora os bons e justos preços. 
O processo produtivo em uso na agricultura brasileira, longe de ser amador, é profissional e complexo, operado por empreendedores de forma sustentável e com capacidade de alavancar a produção e a produtividade, num ambiente de competitividade e protecionismo. Também exige sinergias e convergências entre os agentes produtivos e as políticas públicas para viabilizar as transformações, monitorar incentivos e resultados, e até punir os comportamentos inaceitáveis e as práticas criminosas que podem comprometer o esforço produtivo e a conquista de exigentes e distintos mercados. 
A agricultura brasileira vem atendendo de forma competente essas exigências na arena nacional e internacional. As respostas no curto prazo, estão sendo dadas. De um lado, a geração, captura e processamento de um volume crescente de dados, que viabiliza a prática de uma agricultura que maximiza o uso sustentável de recursos, reduz o desperdício e custos inúteis, e municia o consumidor com informações que interferem no ambiente da cadeia produtiva. De outro, a adoção de mecanismos de rastreabilidade e zoneamento agroecológico e econômico, que potencializa a utilização adequada das terras e insumos. Ainda são cobradas as regulamentações legais no Cadastro Ambiental Rural - CAR, possivelmente o sistema mais avançado de monitoramento ambiental em funcionamento no mundo. 
Ademais, são requeridos o uso de sistemas meteorológicos de precisão, para a gestão dos riscos climáticos e a conexão com os mercados. Tudo isso, faz da agricultura brasileira um atividade conectada com as inovações em tempo real. Não é por acaso, nem por sorte, que ela conquistou um lugar de destaque nos mercados internacionais e tem sido o setor com retornos positivos na balança comercial brasileira, apesar das restrições da infraestrutura e logística públicas. 
O produtor rural nessa quadra competitiva está enfrentando os desafios da chamada agricultura 4.0. A sua performance não será sustentável sem uma infraestrutura adequada, uma rede de comunicação moderna por onde trafegam dados e informações indispensáveis e estratégicas às decisões lastreadas em sistemas de inteligência artificial. O Brasil é um continente em extensão geográfica, mercado consumidor, possui terra, água, energia, ciência, clima diversificado e empreendedores, embora, carente de estradas asfaltadas e rede ferroviária e pluvial adequadas ao transporte de mercadorias; assim como de satélites para impulsionar a agricultura no tempo da 'internet das coisas'.
A 'Quarta Revolução industrial' está em curso. Para a agricultura brasileira, a sua ampla conectividade é essencial e indispensável à competitiva produção e produtividade dos seus produtos. Urge que as ações de governos e agências reguladoras estejam atentas para promover as condições técnicas de cobertura por 'internet de banda larga' nas regiões produtoras, e assegurar um ambiente regulatório adequado para atrair e viabilizar os investimentos necessários para dotar o País na conectividade necessária ao crescimento sustentável da agricultura brasileira, pois o futuro já está entre nós. 

* Manoel Moacir Costa Macêdo e Pedro Abel Vieira Junior são engenheiros agrônomos